{"id":6099,"date":"2011-10-18T12:56:29","date_gmt":"2011-10-18T15:56:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6099"},"modified":"2011-10-18T12:56:29","modified_gmt":"2011-10-18T15:56:29","slug":"marina-de-la-riva-enche-ufc-de-calor-e-malemolencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/10\/18\/marina-de-la-riva-enche-ufc-de-calor-e-malemolencia\/","title":{"rendered":"Marina De La Riva enche UFC de calor e malemol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-6100\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/marina-de-la-riva-enche-ufc-de-calor-e-malemolencia\/marinadelariva\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6100\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/10\/marinadelariva.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marinadelariva.jpg 480w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marinadelariva-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marinadelariva-120x90.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a>O primeiro dia da <strong><span style=\"color: #333333\">Festival de Cultura da Universidade Federal do Cear\u00e1<\/span><\/strong> (no caso, ontem) deixou claro o que vem por a\u00ed. Casa cheia, a Concha Ac\u00fastica teve a honra de receber as presen\u00e7as de <strong><span style=\"color: #993300\">Marcos Lessa<\/span><\/strong>, novo nome da m\u00fasica cearense, <strong><span style=\"color: #008000\">Tarank\u00f3n<\/span><\/strong>, esp\u00e9cie de enciclop\u00e9dia viva da m\u00fasica latina, e <strong><span style=\"color: #800080\">Marina De La Riva<\/span><\/strong>, cubana\/carioca\/mineira fiel ao estilo que defende. Infelizmente, for\u00e7as misteriosas me impediram de assistir os dois primeiros shows. Mas, que bom, cheguei a tempo de ver um espet\u00e1culo incomum, embora louv\u00e1vel, da cultura brasileira. O que dizer de uma cantora brasileira que se lan\u00e7a com um disco caro, sofisticad\u00edssimo, recheado de belas can\u00e7\u00f5es latinas e que frequenta um circuito seleto de casas de shows? Claro, um fracasso total de p\u00fablico. \u00c9 a\u00ed que o jogo vira. Cheia de charme, presen\u00e7a e beleza, ela pisou no palco montado nos belos jardins da UFC para ganhar do p\u00fablico o t\u00edtulo de cidad\u00e3 fortalezense. Se morno, parado ou cansativo, ningu\u00e9m percebeu. O que se viu mesmo foi um p\u00fablico encantado com a voz e o gingado da morena de olhar sedutor cantando em espanhol fluente (heran\u00e7a do pai cubano) o fil\u00e9t do repert\u00f3rio latino. Mesmo nos momentos em que pousou na MPB, vamos combinar, <strong><span style=\"color: #000000\"><em>Ta-Hi<\/em><\/span><\/strong>, can\u00e7\u00e3o que projetou Carmen Miranda em 1930, n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 um sucesso populista. Que importa, foi uma catarse. Todo mundo cantando junto, assim como em <strong><em>Bloco do prazer<\/em><\/strong>, do nosso conterr\u00e2neo Fausto Nilo. <strong><em>Sonho meu<\/em><\/strong>, da divina Ivone Lara, foi outro momento de maior aproxima\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico cearense, que vem gostando cada vez mais de um bom samba. O fato \u00e9 que, quando a m\u00fasica \u00e9 boa e o artista sabe trocar intimidades com o p\u00fablico, os muros da sofistica\u00e7\u00e3o caem e tudo vira uma grande festa. Agora imagine ela abrir espa\u00e7o pra uma m\u00fasica que ela mesma n\u00e3o conhecia a letra, s\u00f3 pra deixar o p\u00fablico cantar. Pois foi o caso de <strong><em>Xote das meninas<\/em><\/strong>.\u00a0<span style=\"color: #800080\"><strong>Marina de La Riva<\/strong> <\/span>foi uma maestrina que, sem perder o nariz empinado do ar de diva, soube se ajoelhar (literalmente) diante do p\u00fablico que passou a am\u00e1-la mais ainda desde ontem.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-n3XfoemZzc[\/youtube]\n<p>A carioca <strong><span style=\"color: #800080\">Marina De La Riva<\/span><\/strong> estreou em disco em 2007 com elogiado disco hom\u00f4nimo. Misturando can\u00e7\u00f5es brasileiras e cubanas, ela transitou entre o bolero, o jazz e a bossa nova dando frescor e jovialidade a can\u00e7\u00f5es como <strong><em>Sonho meu<\/em><\/strong> e <strong><em>Drume negrito<\/em><\/strong>. Por telefone, ela conversou com o <strong>DISCOGRAFIA<\/strong> sobre cantar pela primeira vez em Fortaleza num evento que celebra a latinidad.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 O que est\u00e1 preparando para essa estreia em Fortaleza?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marina De La Riva \u2013<\/strong> Estou contente por que j\u00e1 estou mordida pelo disco novo. J\u00e1 pretendo apresentar tr\u00eas novas em primeira m\u00e3o. A verdade \u00e9 que eu j\u00e1 to louca pra mostrar essas m\u00fasicas. Ainda tenho um projeto a\u00ed em Fortaleza, provavelmente para este ano, que ainda n\u00e3o posso revelar<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA \u2013\u00a0<\/strong>Voc\u00ea \u00e9 uma carioca filha de cubano com mineira. Qual \u00e9 o resultado dessa mistura? Como isso fica na m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marina \u2013<\/strong> Brinco que carioca por acidente. Mas, se isso me d\u00e1 algum suingue, tudo bem.\u00a0 Na m\u00fasica, o jeito mais f\u00e1cil \u00e9 ser transparente e essa sou eu. Meu pai falava \u201cmuchacha\u201d e minha m\u00e3e falava \u201cuai\u201d. Quando eu afirmo essa bandeira latino americana e morando numa cidade como S\u00e3o Paulo, eu percebo que morando no campo eu pude ter muita influ\u00eancia da fam\u00edlia. Me sinto moldada pela fam\u00edlia. Na minha casa, a cultura cubana era t\u00e3o real quando a brasileira. Quando eu digo isso, n\u00e3o tem inven\u00e7\u00e3o nem nega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong>A influ\u00eancia da m\u00fasica estadunidense no Brasil \u00e9 bem maior do que a que vem de pa\u00edses fronteiri\u00e7os. O que voc\u00ea acha disso?<\/strong><\/p>\n<p><strong><a rel=\"attachment wp-att-6103\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/marina-de-la-riva-enche-ufc-de-calor-e-malemolencia\/marina-de-la-riva-para-samuel\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-6103\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/10\/marina-de-la-riva-para-samuel.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"420\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marina-de-la-riva-para-samuel.jpg 290w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marina-de-la-riva-para-samuel-120x174.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a>Marina \u2013<\/strong> Falta informa\u00e7\u00e3o. Todo mundo fala que o Brasil trem uma m\u00fasica maravilhosa, mas a gente n\u00e3o perde quando passa a conhecer a m\u00fasica que se faz na Am\u00e9rica Latina. Agora, quando a gente se afasta da Am\u00e9rica, perde um pouco da for\u00e7a do grupo. Mas \u00e9 por algum motivo muito id\u00f4neo. Tenho amigos que falam melhor o ingl\u00eas que o espanhol. Meu filho n\u00e3o fala espanhol. Isso me corta ao cora\u00e7\u00e3o. S\u00f3 conhecendo a l\u00edngua \u00e9 que se entende a cultura de um povo.<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong>Voc\u00ea vai cantar num evento universit\u00e1rio na mesma noite que o Taranc\u00f3n, uma refer\u00eancia na m\u00fasica latina. Quais foram suas refer\u00eancias como cantora?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marina \u2013<\/strong> S\u00e3o muito amplas. Na verdade eu tenho muitos musicistas como refer\u00eancia. Chet Baker, que nem era latino nem mulher, mas tem uma conversa que eu gosta. Tem a Maria de Los Angeles Santana e o Ernesto Lecuona. Tem o percussionista Chano Pozo. S\u00e3o pessoas que ouvi a vida inteira e fundamentam o meu trabalho. No Brasil tem Bethania, Maysa, Tom Jobim, Jo\u00e3o Gilberto. Engra\u00e7ado que meu pai ouvia bossa em cuba e bolero no Brasil. Tudo vai alimentando nossa est\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong>Voc\u00ea vem de uma fam\u00edlia muito musical. O que voc\u00eas gostavam de cantar em casa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marina \u2013<\/strong> Meu pai sempre cantou \u00f3pera. Ele era mais erudito, mas sempre apresentou a cultura do pa\u00eds dele. Minha m\u00e3e gostava de m\u00fasica, mas ele tinha a paix\u00e3o. A m\u00fasica era um elemento na nossa vida. Em cuba, a m\u00fasica \u00e9 uma paix\u00e3o assumida, n\u00e3o importa a classe social. Quem n\u00e3o sabe dan\u00e7ar \u00e9 um \u201clim\u00f3n\u201d.<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong>Seu primeiro disco misturava m\u00fasicas latinas, incluindo as brasileiras. Qual era sua expectativa com esse trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marina \u2013<\/strong> No meu disco tem um texto que diz quem eu sou. L\u00e1 tem uma frase que diz \u201ccom isso eu vou tirar o que eu tenho no meu peito\u201d. Era isso que eu precisava. Claro que tenho amor, que quero que o trabalho tenha asas. Mas meu temperamento era de cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinha expectativa.<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong>Agora voc\u00ea est\u00e1 preparando seu segundo trabalho de est\u00fadio. O que pode adiantar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marina \u2013<\/strong> Tamb\u00e9m \u00e9 uma fotografia da minha verdade. De 2007 a 2011, eu conheci muita gente. Ele traz um pouco das pessoas que tocam comigo, das viagens que fiz. O disco est\u00e1 98% pronto, mas ainda est\u00e1 sem nome e sem previs\u00e3o de lan\u00e7amento. Tem uma participa\u00e7\u00e3o que quero muito, mas que n\u00e3o estou conseguindo agenda. Talvez isso retarde o lan\u00e7amento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro dia da Festival de Cultura da Universidade Federal do Cear\u00e1 (no caso, ontem) deixou claro o que vem por a\u00ed. Casa cheia, a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30,90,126,250,274,283,361],"tags":[],"class_list":["post-6099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-avaliacao-de-shows","category-criticas","category-em-fortaleza","category-marina-de-la-riva","category-mpb","category-nacional","category-shows"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6099\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}