{"id":6117,"date":"2011-10-21T09:00:54","date_gmt":"2011-10-21T12:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6117"},"modified":"2011-10-21T09:00:54","modified_gmt":"2011-10-21T12:00:54","slug":"tanta-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/10\/21\/tanta-felicidade\/","title":{"rendered":"Tanta felicidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #333333\"><strong>Por Domitila Andrade<\/strong> <span style=\"color: #000000\">(domitilaandrade@opovo.com.br)<\/span><\/span><\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-6120\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/tanta-felicidade\/marcelo-jeneci\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6120\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/10\/marcelo-jeneci.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"308\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marcelo-jeneci.jpg 450w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marcelo-jeneci-300x205.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/marcelo-jeneci-120x82.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a>O filho do seu Manoel parecia predestinado, desses que o caminho come\u00e7a a ser tra\u00e7ado antes de nascer. A fam\u00edlia foi de Pernambuco para S\u00e3o Paulo e a saudade se impregnou na casa dos Jeneci.\u00a0Foi o sentir falta que fez Marcelo ouvir m\u00fasica e foi seu Manoel que incentivou o primeiro dedilhar no piano. Quando viu, o menino j\u00e1 tinha crescido e sa\u00eddo de casa para acompanhar m\u00fasicos famosos. Tocando piano e sanfona, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marcelo Jeneci<\/span><\/strong> tocou com Chico C\u00e9sar, Arnaldo Antunes, Vanessa da Mata e Cidad\u00e3o Instigado.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a compor e logo a primeira can\u00e7\u00e3o, <strong><em>Amado<\/em><\/strong>, foi parar na novela das nove na voz de Vanessa, ainda teve outra, <strong>Longe<\/strong>, que o sertanejo Leonardo gravou e tamb\u00e9m virou trilha de folhetim. Decidiu que era hora de gravar um CD solo e <strong><span style=\"color: #0000ff\">Feito Pra Acabar<\/span><\/strong>, o primeiro rebento, foi citado nas principais listas de melhores discos de 2010. Sucessos de cr\u00edtica e p\u00fablico, Jeneci e sua Felicidade chega hoje, 21, a Fortaleza, para seu primeiro show na Cidade, encerrando a programa\u00e7\u00e3o do <strong><span style=\"color: #800080\">IV Festival UFC de Cultura<\/span><\/strong>. O POVO conversou com o cantor e multiinstrumentista.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Queria que a gente come\u00e7asse voc\u00ea me contando um pouco de como foi o in\u00edcio do teu interesse por m\u00fasica, e como esse interesse passou a ser levado a serio, visto como profiss\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Jeneci &#8211;<\/strong> A minha vida de m\u00fasico aconteceu como vida de jogador de futebol que crian\u00e7a vai jogar em campinho de v\u00e1rzea, adolescente passa a treinar num time ou outro, e na fase adulta nem percebe que aquela divers\u00e3o passa a ser um trabalho. Comigo foi assim. Desde os 15 anos eu recebo pra trabalhar por m\u00fasica. Eu cresci numa atmosfera de muita saudade, de m\u00fasica, de m\u00fasica para matar a saudade, muita TV aberta, muita cultura popular. Acho que eu fui absorvendo essa linguagem, e essa voca\u00e7\u00e3o para m\u00fasica acabou compatibilizando essas duas coisas.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s2IAZHAsoLI[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Voc\u00ea toca sanfona e a sua primeira foi doada pelo Dominguinhos. Por ser a sanfona um instrumento muito usado em ritmos nordestinos, como foi que voc\u00ea virou roqueiro e escolheu esse caminho alternativo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Acho que pelo fato de eu ter morado a vida inteira em S\u00e3o Paulo, que \u00e9 uma cidade que comporta v\u00e1rios g\u00eaneros musicais. Minha fam\u00edlia \u00e9 pernambucana, mas n\u00e3o existia essa press\u00e3o para que eu tocasse ritmos nordestinos. E quando eu comecei a tocar sanfona eu pensei: \u201cNunca vou conseguir tocar como esses caras\u201d. Da\u00ed, segui outro caminho e a minha m\u00fasica tem influ\u00eancia da m\u00fasica indie argentina, do rock. Eu uso a sanfona nisso. Porque o instrumento \u00e9 livre, \u00e9 aberto para ser usado da maneira como a gente quiser.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Quais outros instrumentos voc\u00ea toca? Come\u00e7ou mesmo com a sanfona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> N\u00e3o, a sanfona foi um dos \u00faltimos, comecei a tocar por necessidade. Pela vontade de sair pra fazer m\u00fasica e surgir essa oportunidade para algu\u00e9m que soubesse tocar sanfona e piano (aos 17, Jeneci fez parte da banda de Chico C\u00e9sar). O meu primeiro instrumento foi \u00f3rg\u00e3o, depois piano. Com 17 comecei com sanfona e, em 2008, quando eu fui come\u00e7ar minhas composi\u00e7\u00f5es, comecei no viol\u00e3o e na guitarra.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; O fato de teu pai ser do Nordeste (seu Manoel Jeneci \u00e9 de Sair\u00e9, Pernambuco) e voc\u00ea sempre visitar a terra natal paterna reflete de alguma maneira na sua musicalidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Com certeza. Essa rela\u00e7\u00e3o da saudade, t\u00edpica do nordeste, \u00e9 uma ponte direta para m\u00fasica que eu fa\u00e7o. No fundo eu acredito que o fato de eu ser musico \u00e9 uma extens\u00e3o de um movimento que come\u00e7ou bem antes de eu nascer. De uma fam\u00edlia que migra de Pernambuco para S\u00e3o Paulo, que n\u00e3o tem nem um outro m\u00fasico, mas tem um filho com vontade de ser m\u00fasico, que \u00e9 meu pai, e que acaba mexendo com coisas de eletr\u00f4nica (seu Manoel consertava acordeons e tinha alguns clientes famosos, como o pr\u00f3prio Dominguinhos) e que quando eu apresentei a voca\u00e7\u00e3o me incentivou. De repente eu saio m\u00fasico. Muito do que eu fa\u00e7o hoje \u00e9 para dar satisfa\u00e7\u00e3o para todas as pessoas que me guiaram at\u00e9 aqui. E a minha m\u00fasica guarda essa melodia saudosa, passional, por sentir falta de algo, e que \u00e9 diretamente ligada \u00e0 can\u00e7\u00e3o nordestina, aos lamentos sertanejos.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=R1Vdk_WUTcI[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211;\u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 tocou na banda do Arnaldo Antunes e do Chico C\u00e9sar, comp\u00f4s algumas m\u00fasicas para outros cantores.<\/strong> <strong>Como se deu a passagem do m\u00fasico instrumentista para o compositor? Quando voc\u00ea sentiu que era o momento certo para engatar uma carreira solo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Quando eu comecei a tocar com o Chico C\u00e9sar e viajar pelo mundo, eu n\u00e3o fazia ideia que dez anos depois eu estaria compondo. Eu sabia que antes dos 30 eu ia fazer alguma coisa autoral, mas at\u00e9 l\u00e1 eu fiquei ligado \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do instrumentista. Vivendo essa vontade de estar perto de quem eu achava interessante. E chegou um ponto que se confundiu um pouco isso de saber se era eu que estava ali atr\u00e1s deles, ou eles que estavam me procurando, porque eu passei a me colocar de forma mais autoral. Eu lembro que eu ficava nas passagens de som pensando \u201cP\u00f3! Eu acho que se eu fizesse tal m\u00fasica ia funcionar nesse festival, esse p\u00fablico de dez mil pessoas ia curtir\u201d. A\u00ed eu comecei a criar num plano virtual esse \u00e1lbum, idealizando o que seria bom de fazer, o que eu tinha vontade de fazer, me colando naquele lugar. Parecido com quando a gente est\u00e1 apaixonado que a gente faz plano, coloca as coisas num plano virtual e cria essa vontade. Foi mais ou menos assim na mudan\u00e7a do instrumentista para compositor. Primeiro eu fiz com a Vanessa da Mata o <strong><em>Amado<\/em><\/strong>. Nessa mesma \u00e9poca eu conheci a Laura Lavieri (cantora que acompanha Jeneci no CD e nos shows), eu era muito amigo do pai dela, gostei muito da voz dela, que eu n\u00e3o gostava da minha. E eu tocava no Cidad\u00e3o (Instigado) e me reencontrei com essa m\u00fasica mais sentimental. Fui compondo pensando na voz dela, porque eu n\u00e3o gostava da minha. Em dois anos eu compus o repert\u00f3rio todo e j\u00e1 desenhei ele na cabe\u00e7a, qual ia ser a primeira m\u00fasica, a \u00faltima.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; E como voc\u00ea passou a gostar da sua voz?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Aos poucos, o que era inseguran\u00e7a se tornou convic\u00e7\u00e3o e eu passei a entender esse instrumento novo, que \u00e9 a minha voz e por fim eu me senti realizado e aliviado. Hoje eu j\u00e1 sinto diferente. Ta\u00ed uma coisa que com certeza vai mudar para o segundo \u00e1lbum.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; O Feito Pra Acabar foi citado em diversas listas de melhor \u00e1lbum de 2010. Como foi pra ver teu primeiro trabalho j\u00e1 alcan\u00e7ando esse sucesso?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Ele foi alimentado por uma necessidade de viver algo. Nesse processo, eu sentia que tinha de dar conta, de dar uma satisfa\u00e7\u00e3o a essas pessoas que me guiaram. Ent\u00e3o, ele tem uma quest\u00e3o existencial. \u00a0Eu estive por muito tempo ligado o tempo inteiro a ele, n\u00e3o tive descanso at\u00e9 ele ser finalizado. E n\u00e3o foi um processo f\u00e1cil, foi bem pesado. Quando eu terminei me senti aliviado, enfim eu podia pegar ele pronto, ir na casa dos meus pais, colocar ele para tocar e dizer \u201cOlha, foi por isso que sa\u00ed de casa aos 18 anos\u201d, e foi o que eu fiz. Enfim, eu podia devolver para Guaianases (bairro paulista onde Jeneci cresceu, conhecido por ser reduto de nordestinos), para periferia de S\u00e3o Paulo, algo que eles pudessem gostar. Eu estou ali naquele \u00e1lbum fazendo uma m\u00fasica para eles, uma m\u00fasica popular. E essa sinceridade foi de dentro para fora, e est\u00e1 come\u00e7ando a se manifestar de fora pra dentro tamb\u00e9m, porque todas as coisas feitas de dentro para fora com essa sinceridade, a resposta \u00e9 igual. \u00c0s vezes o tempo \u00e9 injusto, nesse caso n\u00e3o foi.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Em uma entrevista, o (Fernando) Catatau contou que no come\u00e7o do Cidad\u00e3o Instigado ele se assustava quando as pessoas cantavam as m\u00fasicas dele, tinha at\u00e9 certa raiva. Essa populariza\u00e7\u00e3o da tua m\u00fasica, ent\u00e3o, n\u00e3o te assusta?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> N\u00e3o, n\u00e3o. A vontade do compositor \u00e9 de que a m\u00fasica chegue \u00e0s pessoas, deixe de ser dele.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Queria que voc\u00ea me contasse um pouco do teu processo criativo. Voc\u00ea bola primeiro a letra ou a melodia? A m\u00fasica sai toda de uma vez? A inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 autobiogr\u00e1fica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> \u00c9 bem misturado, n\u00e3o tem muita regra, n\u00e3o. Onde eu tiver lugar para sentar \u00e9 um bom lugar. No piano, avi\u00e3o, banheiro, janela, rua, chuva, fazenda ou numa casinha de sap\u00ea (risos). \u00c0s vezes, vem uma frase ou a letra e eu procuro a m\u00fasica. \u00c0s vezes \u00e9 o contr\u00e1rio. Ou \u00e9 uma soma de insights que surgem numa conversa, e\u00a0a partir disso vem o trabalho bra\u00e7al. Ao final \u00e9 preciso editar tudo isso.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wfsGPMxqlxQ&amp;feature=fvsr[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; E, como compositor, voc\u00ea tem como parceiros tamb\u00e9m grandes nomes da MPB, pessoas como o Arnaldo, Wisnik, Tatit. De que modo compor com artistas desta envergadura contribui para a forma\u00e7\u00e3o da sua linguagem musical?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Toda vez que eu me aproximo de algu\u00e9m para fazer m\u00fasica acontece alguma troca. Ou eu contribuo nas m\u00fasicas de algu\u00e9m, ou eles contribuem no meu projeto. Eu n\u00e3o fico pensando \u201cAh! Quem ta aqui \u00e9 o Arnaldo, ou Wisnik, ou Tatit\u201d. Eu penso que eu trabalho a servi\u00e7o de uma terceira pessoa que \u00e9 a can\u00e7\u00e3o, e como ela est\u00e1 ali confiando em mim, para ela ir seguir, para ela ser finalizada. E quando eu acho que para que a can\u00e7\u00e3o seja melhor, ou que falta alguma coisa, eu vou atr\u00e1s da ajuda de algum parceiro. L\u00f3gico que ter a chance de passar algumas tardes com o Arnaldo, com o Wisnik, ter esse privil\u00e9gio, \u00e9 coisa rara, \u00e9 um presente, e tem de ser aproveitado. Eu cito esse tr\u00eas porque eu acho que s\u00e3o eles com quem eu aprendo a fazer coisas que tenham um conte\u00fado que resista ao tempo, que seja sincero, poderoso, que as pessoas escutem deixem aquilo guardado no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Tem algu\u00e9m com quem voc\u00ea ainda quer compor em parceria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Acho que com Roberto Carlos. N\u00e3o s\u00f3 por ele ser um cantor rom\u00e2ntico, mas porque ele consegue sintetizar em poucos versos sentimentos que todos n\u00f3s sentimos.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; Sobre o show aqui em Fortaleza, como est\u00e3o as expectativas? E o repert\u00f3rio \u00e9 do Feito Pra Acabar, mas tem alguma novidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jeneci &#8211;<\/strong> Essa situa\u00e7\u00e3o de um primeiro show \u00e9 sempre instigante, o pessoal da UFC foi muito bacana de me convidar para o projeto. Eu fico tentando preparar alguma coisa para responder o carinho do p\u00fablico, das pessoas que pediram o show pela redes sociais. O repert\u00f3rio \u00e9 do <strong>Feito Pra Acabar<\/strong> com mais duas m\u00fasicas que n\u00e3o est\u00e3o no CD, e uma terceira se eu sentir que as pessoas est\u00e3o com vontade de me ouvir. Eu vou com esp\u00edrito de fazer um show de todos. Meu que vou estar ali no palco, mas tamb\u00e9m de quem me escuta, e se tiver algu\u00e9m disperso eu chamar: \u201cVem c\u00e1\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Domitila Andrade (domitilaandrade@opovo.com.br) O filho do seu Manoel parecia predestinado, desses que o caminho come\u00e7a a ser tra\u00e7ado antes de nascer. 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