{"id":6240,"date":"2011-11-07T13:01:16","date_gmt":"2011-11-07T16:01:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6240"},"modified":"2011-11-07T13:01:16","modified_gmt":"2011-11-07T16:01:16","slug":"fortaleza-se-abre-pra-pluralidade-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/11\/07\/fortaleza-se-abre-pra-pluralidade-brasileira\/","title":{"rendered":"Fortaleza se abre pra pluralidade brasileira"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-6241\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/fortaleza-se-abre-pra-pluralidade-brasileira\/ponto-ce-2\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-6241\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/11\/ponto-ce-2-550x365.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"347\" \/><\/a>No \u00faltimo fim de semana, Fortaleza pediu licen\u00e7a a Bras\u00edlia para provar um pouco do que \u00e9 ser a capital do Pa\u00eds. Com uma agenda at\u00edpica, foram tr\u00eas dias de recep\u00e7\u00e3o para representantes dos mais variados estados brasileiros, entre m\u00fasicos, bailarinos, amigos, convidados e curiosos. O 14 Bis veio das Minas Gerais para o BNB Clube, Belo e Sorriso Maroto vieram do Rio para o Clube do Vaqueiro. Ainda teve Marcio Greyck, Reginaldo Rossi, Golden Boys e outros. At\u00e9 alguns gringos resolveram vir ver no que daria essa mistura.<\/p>\n<p>Entre tantos espa\u00e7os, um palco se destacou nessa salada de sotaques. Recebendo a 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do festival <strong><span style=\"color: #ff0000\">Ponto.CE<\/span><\/strong>, a Pra\u00e7a Verde teve duas noites dedicadas a uma maratona de estilos musicais curiosos feita para um p\u00fablico pequeno, embora empolgado. Por falar em curiosidade, esse p\u00fablico era uma atra\u00e7\u00e3o a parte. Formado basicamente por jovens e adolescentes, cada um preparou um figurino pr\u00f3prio que ia de espartilhos e meias arrast\u00e3o de cores berrantes at\u00e9 maquiagens pesadas e penteados ex\u00f3ticos. Alguns bem ex\u00f3ticos.<\/p>\n<p>Iniciado na quinta-feira (3), o festival trouxe espet\u00e1culo de dan\u00e7a, exibi\u00e7\u00e3o de filmes e shows de artistas da cena independente. No caso da m\u00fasica, o palco do <strong><span style=\"color: #ff0000\">Ponto.CE<\/span><\/strong> \u00e9 uma \u00f3tima vitrine para quem est\u00e1 curioso por saber o que acontece fora do circuito das r\u00e1dios. Boa parte dos artistas que tocaram na sexta-feira (4) e no s\u00e1bado (5) n\u00e3o tem grandes esquemas de divulga\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos seus trabalhos. Alguns nem disco t\u00eam. Numa esp\u00e9cie de a\u00e7\u00e3o de guerrilha, eles mostram suas produ\u00e7\u00f5es na internet em festivais como esse.<\/p>\n<p>Por outro lado, a falta de investimentos das gravadoras acaba incentivando cada banda a ser ainda mais criativa para chamar aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Nas barracas montadas ao lado do palco era poss\u00edvel ver uma s\u00e9rie de produtos em formatos bastante interessantes e a pre\u00e7os bem abaixo do esperado. O que deveria ser uma simples caixinha com um CD se transforma numa pequena obra de arte com envelope, livro ou dobradura.<\/p>\n<p>No fim das contas, a combina\u00e7\u00e3o de trabalho e criatividade funciona e algumas dessas bandas j\u00e1 conseguiram arregimentar um bom n\u00famero de admiradores. Na sexta-feira, por exemplo, a grande atra\u00e7\u00e3o da noite seria os <strong><span style=\"color: #0000ff\">M\u00f3veis Coloniais de Acaju<\/span><\/strong>, mas quem roubou a cena foram os cariocas do <strong><span style=\"color: #800080\">Canastra<\/span><\/strong>. Conhecido por ter como baterista Rodrigo Barba, ex-Los Hermanos, a banda empolgou com uma performance en\u00e9rgica e um som empolgante com direito at\u00e9 a um enorme baixo ac\u00fastico no palco. No repert\u00f3rio, teve at\u00e9 <strong><em>Viva Las Vegas<\/em><\/strong>, uma homenagem ao rei do rock Elvis Presley. Outra grata surpresa da sexta foi a combina\u00e7\u00e3o da banda cearense <span style=\"color: #008000\"><strong>O Sonso<\/strong> <\/span>(atualmente morando em S\u00e3o Paulo) com o guitarrista paraense <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Saulo Duarte<\/span><\/strong>. Combinando can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias com covers, como <strong><em>Jorge Maravilha<\/em><\/strong> de Chico Buarque, eles seguraram bem a anima\u00e7\u00e3o do p\u00fablico num set curto e certeiro.<\/p>\n<p>Com uma escala\u00e7\u00e3o menos ensolarada, o s\u00e1bado tamb\u00e9m teve suas surpresas. Se a grande atra\u00e7\u00e3o da noite era a avalanche sonora do <strong><span style=\"color: #ff6600\">Mundo Livre S\/A<\/span><\/strong>, apresentando as can\u00e7\u00f5es do novo disco, <strong>Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa<\/strong>, quem chamou a aten\u00e7\u00e3o foi o metal do <strong><span style=\"color: #808000\">Madame Saatan<\/span><\/strong>. Tendo a voz gultural da bela vocalista Sammliz como guia, eles viram uma turma empolgada de f\u00e3s berrando sem parar. \u201cTem um cara aqui que ta gritando mais do que eu\u201d, surpreendeu-se a cantora. Afiado e cheio de energia, o quarteto mostrou que compet\u00eancia e esfor\u00e7o hoje em dia \u00e9 a melhor combina\u00e7\u00e3o pra atravessar o incerto caminho da m\u00fasica independente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo fim de semana, Fortaleza pediu licen\u00e7a a Bras\u00edlia para provar um pouco do que \u00e9 ser a capital do Pa\u00eds. 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