{"id":6371,"date":"2011-11-23T15:00:44","date_gmt":"2011-11-23T18:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6371"},"modified":"2011-11-23T15:00:44","modified_gmt":"2011-11-23T18:00:44","slug":"o-violao-vadio-de-baden-powell","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/11\/23\/o-violao-vadio-de-baden-powell\/","title":{"rendered":"O viol\u00e3o vadio de Baden Powell"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><a rel=\"attachment wp-att-6373\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/o-violao-vadio-de-baden-powell\/imagemca7dh3bh\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6373 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/11\/imagemCA7DH3BH.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"420\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/11\/imagemCA7DH3BH.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/11\/imagemCA7DH3BH-120x168.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ao longo da hist\u00f3ria, muitos m\u00fasicos brasileiros contribu\u00edram para que fosse dado ao viol\u00e3o a dignidade que ele merece. At\u00e9 ent\u00e3o ligado \u00e0 boemia, Chiquinha Gonzaga for\u00e7ou a entrada do instrumento nos grandes teatros e at\u00e9 criou uma orquestra de violonistas. Raphael Rabello e Heraldo do Monte levaram a brasilidade das seis cordas para os amantes do jazz em todo o mundo. Jo\u00e3o Gilberto apostou na economia e criou a Bossa Nova. Outros fizeram seresta, samba e chorinho. Nessa salada de influ\u00eancias, um carioca nascido na pequena Varre-Sai tamb\u00e9m deu sua contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Batizado com o nome do criador do escotismo, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Baden Powell<\/strong> <\/span>de Aquino ainda bem pequeno, come\u00e7ou a dedilhar o viol\u00e3o incentivado pela musicalidade que absorvia dentro de casa. Seu primeiro contato aconteceu quando roubou o instrumento do quarto da tia para tentar desvendar o que era aquilo objeto. Foi o suficiente para que seu pai, m\u00fasico amador, come\u00e7asse a ensinar as primeiras notas. \u00c1gil e compenetrado, o aluno foi adotando um estilo que transitava levemente entre o erudito e o popular.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KdXQU8j3GqM[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p>Compositor de cl\u00e1ssicos e m\u00fasico requisitado por grandes estrelas, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Baden Powell<\/span> <\/strong>viajou o mundo em grava\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es internacionais. Uma delas volta agora em DVD lan\u00e7ado pela <strong><span style=\"color: #008000\">Coqueiro Verde<\/span><\/strong>. Batizado simplesmente de <strong>Tristeza<\/strong>, o pacote com CD e DVD traz uma apresenta\u00e7\u00e3o de 1970 gravada em S\u00e4arbrucken, na Alemanha. Em pouco menos de 30 minutos, Baden e um trio formado por Helio Schiavo (bateria), Ernesto Gon\u00e7alves (baixo) e Alfredo Bessa (percuss\u00e3o) interpretam nove temas, a maioria de nomes da Bossa Nova.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eZ0_11WjC4U[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p>Mesmo sem nunca ter sido um aut\u00eantico bossanovista, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Baden <\/span><\/strong>construiu sua obra mais c\u00e9lebre ao lado de <strong><span style=\"color: #800080\">Vinicius de Moraes<\/span><\/strong>, um dos s\u00edmbolos do movimento. Os afro-sambas, como ficaram conhecidos, fizeram o cruzamento do samba carioca com o som dos terreiros de candombl\u00e9. Foram quase tr\u00eas meses com o jovem violonista trancado num apartamento com o poeta diplomata somente compondo e bebendo whisky. Em <strong>Tristeza<\/strong>, os afro-sambas s\u00e3o representados por <strong><em>Tristeza e Solid\u00e3o<\/em><\/strong> e <strong><em>Berimbau<\/em><\/strong>, esta creditada inexplicavelmente como \u201cFerro de passar\u201d. Tamb\u00e9m imperdo\u00e1vel \u00e9 a marca da gravadora no canto da tela durante toda a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar desses escorreg\u00f5es, a obra de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Baden Powell<\/strong> <\/span>se sobrep\u00f5e. Com o rosto s\u00f3brio e um cigarro entre o anelar e o m\u00ednimo, ele desliza os dedos sobre as cordas num arranjo soberbo para <strong><em>Manh\u00e3 de Carnaval<\/em><\/strong>. <strong><em>Garota de Ipanema<\/em><\/strong> ganha um balan\u00e7ado diferente, mais dan\u00e7ante, resultado dos seus anos tocando com a banda de Ed Lincoln. J\u00e1 a tristonha <strong><em>Tristeza e solid\u00e3o<\/em><\/strong>, outro afro-samba, tem a participa\u00e7\u00e3o de uma esquecida <strong><span style=\"color: #993300\">Dulce Nunes<\/span><\/strong>, atriz que se lan\u00e7ou cantora ao lado do violonista.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WAI5FAy3Ku8[\/youtube]\n<p>Dentro e fora do Brasil, grandes artistas reverenciaram a import\u00e2ncia de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Baden Powell<\/span><\/strong>. Seus discos passam por Paris, Berlin, Hamburgo e Frankfurt. Por aqui, perto de falecer em 26 de setembro de 2000, ele j\u00e1 n\u00e3o tocava seus afro-sambas. Convertido \u00e0 religi\u00e3o evang\u00e9lica, ele evitava citar os s\u00edmbolos do candombl\u00e9. Preferia excursionar com os filhos m\u00fasicos, Phillip e Marcel Powell tocando outras coisas. Ainda assim, mesmo contra a vontade do m\u00fasico, seus afro-sambas continuam sendo um cap\u00edtulo fundamental da hist\u00f3ria do viol\u00e3o brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo da hist\u00f3ria, muitos m\u00fasicos brasileiros contribu\u00edram para que fosse dado ao viol\u00e3o a dignidade que ele merece. 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