{"id":6434,"date":"2011-12-12T10:10:22","date_gmt":"2011-12-12T13:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6434"},"modified":"2011-12-12T10:10:22","modified_gmt":"2011-12-12T13:10:22","slug":"crooner-paulistano-ian-calamaro-lanca-disco-com-classicos-do-jazz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/12\/12\/crooner-paulistano-ian-calamaro-lanca-disco-com-classicos-do-jazz\/","title":{"rendered":"Crooner paulistano Ian Calamaro lan\u00e7a disco com cl\u00e1ssicos do jazz"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-6480\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/crooner-paulistano-ian-calamaro-lanca-disco-com-classicos-do-jazz\/0001425764_350\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6480\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/12\/0001425764_350.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/12\/0001425764_350.jpg 350w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/12\/0001425764_350-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/12\/0001425764_350-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/12\/0001425764_350-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a>Dono\u00a0de cl\u00e1ssicos que atravessaram oceanos, o jazz nem agoniza nem morre nunca. Popular na esc\u00eancia, mas tido como sofisticado, ela j\u00e1 serviu como carimbo de qualidade para gente como Rod Stewart e Diana Ross. Esses e tantos outros aproveitaram momentos de vacas magras para lan\u00e7arem seus discos de jazz e tiveram bons resultados. At\u00e9 atores de TV e cinema j\u00e1 se aventuraram nesse repert\u00f3rio. No fim das contas, essa grande procura pelo jazz tem um lado bom e um ruim. O bom \u00e9 que trata-se de um ba\u00fa de p\u00e9rolas t\u00e3o bom quanto \u00e9 a nossa Bossa Nova. O lado ruim \u00e9 por que, via de regra, as p\u00e9rolas que tiram desse ba\u00fa s\u00e3o sempre as mesmas (assim como costumam fazer com a nossa Bossa Nova). Mesmo novos artistas que resolvem se lan\u00e7ar no g\u00eanero ousam pouco na sele\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es.\u00a0Esse \u00e9 o caso, por exemplo,\u00a0do primeiro disco do cantor <strong><span style=\"color: #ff0000\">Ian Calamaro<\/span><\/strong>. Escolado em bares noturnos da noite paulistana, ele acaba de lan\u00e7ar <strong><span style=\"color: #0000ff\">Standards, A Fine American Songbook Selection<\/span><\/strong> pela Tratore onde lan\u00e7a sua voz cheia de personalidade sobre 12 daquelas p\u00e9rolas que eu havia falado. A seu favor, ele traz a produ\u00e7\u00e3o competente de Hector Costita, que j\u00e1 trabalhou com Elis Regina, Tony Bennett e Hermeto Paschoal, e uma banda bem ao estilo tradicional do jazz que supera as expectativas.\u00a0Seu cuidado nessa estreia \u00e1 se destaca de cara no bel\u00edssimo projeto gr\u00e1fico, inspirado nos discos da Columbia. Mas a\u00ed chegamos ao repert\u00f3rio. Nesse ponto, sejamos sinceros, n\u00e3o existe muita vontade de ousar. Principalmente quando se ouve aquela puxada para a Bossa Nova que tanto agrada aqueles que gostam de um jazz mais Diana Krall, menos Miles Davis. Assim t\u00eam-se <strong><em>They can&#8217;t take that away from me<\/em><\/strong>, <strong><em>All the way<\/em><\/strong>,<strong><em> Cry me a river<\/em><\/strong>, <strong><em>Fever<\/em><\/strong>, <strong><em>A foggy day<\/em><\/strong> e tantas outras m\u00fasicas maravilhosas que j\u00e1 ganharam dezenas de regrava\u00e7\u00f5es.\u00a0O ouvinte menos exigente vai perceber que gosta de jazz e nem sabia, dado o fato de serem can\u00e7\u00f5es t\u00e3o populares.\u00a0 Como de costume, os irm\u00e3os Gershwin e Cole Porter, algo como o Olimpo da can\u00e7\u00e3o internacional, s\u00e3o presen\u00e7as obrigat\u00f3rias. J\u00e1 o ouvinte que \u00e9 tarado em jazz vai achar que <strong><span style=\"color: #ff0000\">Ian Calamaro<\/span><\/strong> est\u00e1 chovendo no molhado. Ainda, assim, n\u00e3o sejamos t\u00e3o chatos. O cara canta em est\u00fadio com o frescor e a leveza de quem est\u00e1 no palco e passa longe de qualquer tipo de pedantismo, caracter\u00edstica comum de outros aventureiros do jazz. Com personalidade e um timbre \u00fanico, ele conseguiu fazer um disco bonito, apesar de \u00f3bvio. Vale a pena aguardar uma segunda chance.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dono\u00a0de cl\u00e1ssicos que atravessaram oceanos, o jazz nem agoniza nem morre nunca. 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