{"id":7154,"date":"2012-02-06T10:42:55","date_gmt":"2012-02-06T13:42:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=7154"},"modified":"2012-02-06T10:42:55","modified_gmt":"2012-02-06T13:42:55","slug":"a-reinvencao-de-lirinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/02\/06\/a-reinvencao-de-lirinha\/","title":{"rendered":"A reinven\u00e7\u00e3o de Lirinha"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-7166\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-reinvencao-de-lirinha\/lira-por-caroline-bittencourt-0046\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-7166\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/02\/lira-por-caroline-bittencourt-0046-550x367.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"349\" \/><\/a>Na enxurrada de artistas pernambucanos que tomaram de assalto a m\u00fasica pop brasileira a partir da d\u00e9cada de 1990, havia um grupo que se destacava pela performance agressiva e teatral do vocalista. Tratava-se do<strong><span style=\"color: #0000ff\"> Cordel do Fogo Encantado<\/span><\/strong>, banda inusitada at\u00e9 no nome, que juntava o som de muitos tambores e percuss\u00f5es, com som de cordas e uma poesia fincada na terra, inspirada em Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto (1920 \u2013 1999). \u00c0 frente do quinteto, recitando tudo com sotaque bem caracter\u00edstico, estava Jos\u00e9 Paes de Lira, o <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lirinha<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>Foram 11 anos, tr\u00eas discos e um DVD com o grupo, at\u00e9 que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lirinha <\/strong><span style=\"color: #333333\">(fotos: Caroline Bittencourt)<\/span><\/span>, agora morando em S\u00e3o Paulo, decidiu tentar novos rumos. Sua sa\u00edda do <strong><span style=\"color: #0000ff\">Cordel<\/span><\/strong> aconteceu em 2010, decretando o fim da banda. Foi mais de um ano que o cantor levou para se afastar do que tinha de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Cordel<\/strong><\/span>, para criar um novo som. Chegou a excursionar com o amigo Otto por um tempo, antes de chegar \u00e0s conclus\u00f5es agora apresentadas em <strong><span style=\"color: #993300\">Lira<\/span><\/strong> (Independente). Mostrando seu lado mais rocker, o disco traz uma nova forma\u00e7\u00e3o de banda, calcada basicamente em guitarras (Neilton, do Devotos), teclados (Bact\u00e9ria, do Mundo Livre S\/A) e bateria (Pupillo, Na\u00e7\u00e3o Zumbi).<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vpRsJeVaJds[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p>Soturno e intrigante, <strong><span style=\"color: #993300\">Lira<\/span><\/strong> intercala momentos de experimenta\u00e7\u00e3o (<strong><em>Eletr\u00f4nica viva<\/em><\/strong>) com outros mais pops (<strong><em>Mem\u00f3ria<\/em><\/strong>), e mant\u00e9m a veia po\u00e9tica cheia de imagens cinematogr\u00e1ficas (\u201cEu te vejo voltando pra casa trazendo nos bra\u00e7os as flores colhidas\u201d). \u201cMeu trabalho anterior tinha uma base percussiva e era um objetivo meu manter essa caracter\u00edstica, mas com uma amplia\u00e7\u00e3o dos elementos harm\u00f4nicos, teclados, sintetizadores, guitarra, e uma poesia mais pessoal\u201d, explica <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lirinha<\/span><\/strong> que faz quest\u00e3o de afirmar que nunca brigou os antigos companheiros de banda.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-7155\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-reinvencao-de-lirinha\/lira\/\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-7155\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-reinvencao-de-lirinha\/lira\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-7155\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/02\/lira-300x275.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"275\" \/><\/a>Segundo ele, a decis\u00e3o de seguir sozinho foi mesmo est\u00e9tica. Para essa nova aventura, ele convidou Pupillo para ser seu produtor. Em conjunto, eles foram trabalhando cada elemento do disco em particular, desde a procura por um som espec\u00edfico de baixo (feito nos teclados) at\u00e9 as participa\u00e7\u00f5es especiais. Entre elas, <strong><span style=\"color: #800080\">Lula C\u00f4rtes<\/span><\/strong>, respons\u00e1vel pelo m\u00edtico <strong>Pa\u00eabiru<\/strong> (1975), disco dividido com Z\u00e9 Ramalho. O m\u00fasico toca tric\u00f3rdio (esp\u00e9cie de c\u00edtara marroquina) em <strong><em>Adebayor<\/em><\/strong>, homenagem ao futebolista africano Emmanuel Adebayor. \u201cEle (Lula) dizia: \u201cfaz tempo que eu n\u00e3o toco\u201d. Mas insistimos, ele gravou e a m\u00fasica ficou forte. A gente ainda ia gravar a voz, mas ele morreu uma semana depois que nos encontramos\u201d, lamenta <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lirinha<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, Lira foi a oportunidade de Lirinha realizar um grande sonho, ter uma composi\u00e7\u00e3o gravada por \u00c2ngela Ro Ro. A escolhida foi Valete (\u201cvou te contar minha paix\u00e3o por uma valete de paus, e ele vivia aqui na minha m\u00e3o\u201d), que conta ainda com os vocais de Otto. \u201cEu tinha uma m\u00fasica que ainda estava pela metade. Quando ela aceitou o convite, eu consegui completar o que faltava\u201d, conta Lirinha lembrando das muitas farras que fez pelo Recife cantando Amor, meu grande amor e outras m\u00fasicas de \u00c2ngela.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rJeAJcuuTOA[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p>Num contraponto \u00e0s 11 faixas que <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lirinha<\/span><\/strong> canta com sua voz tr\u00e1gica e, agora, mais melodiosa, o disco encerra com <strong><em>My life<\/em><\/strong>, composi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o, seu filho de 9 anos. Longe das afeta\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as prod\u00edgios, o pequeno, que mora no Pa\u00eds de Gales com a m\u00e3e, enche seus versos (\u201ceu realmente quero ser como meu pai\u201d) de autenticidade. \u201cEle foi passar o Carnaval em Recife e, no meio do nosso ensaio, ele mostrou a m\u00fasica. Eu j\u00e1 botaria por uma corujisse. Ele \u00e9 melhor do que eu\u201d, admite o pai.<\/p>\n<p>Ainda sem tra\u00e7ar uma rota certa para o futuro, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lirinha<\/span><\/strong> apenas tem certeza de que quer seguir tocando seu som. Fiel \u00e0 hist\u00f3ria que construiu com o <strong><span style=\"color: #0000ff\">Cordel do fogo Encantado<\/span><\/strong>, ele fechou um ciclo pra come\u00e7ar um outro que fale mais sobre o que anda pensando, fazendo e sentindo no momento. \u201cNuma carreira solo, a solid\u00e3o \u00e9 maior nas decis\u00f5es e isso \u00e0s vezes \u00e9 ruim. Voc\u00ea fica com mais responsabilidades. Por outro lado, o positivo \u00e9 poder ter essa coisa de fazer um caminho, escolher por si\u201d.<\/p>\n<p><strong><a rel=\"attachment wp-att-7169\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-reinvencao-de-lirinha\/lira-por-caroline-bittencourt-0012\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-7169\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/02\/lira-por-caroline-bittencourt-0012-550x367.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"349\" \/><\/a>Entrevista:<\/strong><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Queria que voc\u00ea come\u00e7asse falando sobre o novo disco. Todas as m\u00fasicas foram feitas especialmente pra ele?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Eu desejava fazer esse disco h\u00e1 um tempo. Ele tem uma rela\u00e7\u00e3o minha maior com os recursos harm\u00f4nicos. Meu trabalho anterior tinha uma base percussiva e era um objetivo meu manter essa caracter\u00edstica, mas com uma amplia\u00e7\u00e3o dos elementos harm\u00f4nicos, teclados, sintetizadores, guitarra, e uma poesia mais pessoal. \u00c9 o disco dos meus sonhos, de um \u00edntimo desejo. Tamb\u00e9m tive que reinventar uma interpreta\u00e7\u00e3o mais mel\u00f3dica, mais cantada. Foi uma novidade. Esse repert\u00f3rio nasceu todo num momento s\u00f3, evitei trazer pra ele m\u00fasicas que j\u00e1 tinha. No Cordel ningu\u00e9m parava de desenvolver, compor. Mas n\u00e3o foram essas can\u00e7\u00f5es que eu trouxe pra esse trabalho.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 O disco \u00e9 tocado por recifenses, mas as fotos de divulga\u00e7\u00e3o foram feitas em S\u00e3o Paulo. O que ele tem de Recife e de S\u00e3o Paulo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Eu moro j\u00e1 faz um tempo aqui em S\u00e3o Paulo, mas o tr\u00e2nsito \u00e9 muito intenso. Vou muito a Arcoverde (Recife, terra natal de Lirinha). Eu ia mais. Esse ano to mais aqui. Fui a Recife no ver\u00e3o passado e gravei metade do disco, o Neilton mora l\u00e1. Mas o Pupillo tava aqui e \u00e9 praticamente meu vizinho.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=HjbXXbt-rCw&amp;feature=related[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 A disco tem um clima soturno, apesar de m\u00fasicas falando de amor. Como voc\u00ea pensava que ele deveria soar? Algo mudou durante o per\u00edodo de grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Isso foi surpresa mesmo. N\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o que ele fosse melanc\u00f3lico. Depois que percebi que ele tem v\u00e1rios momentos assim. Mas foi um disco muito pensado, racionalizado. Eu tinha ideia de trabalhar com esses m\u00fasicos. Quando chamei o Pupillo pra produzir, conversei sobre essas m\u00fasicas. Eu j\u00e1 tocava todas as m\u00fasicas no viol\u00e3o ou piano, gravei todas assim e terminei todas as letras antes (de gravar). Assim, fiquei com muita propriedade. Conversamos muito sobre o baixo, eu queria fazer com os sintetizadores. Tinha um som espec\u00edfico que eu tava procurando. Pensamos no moog, mas ele acabou nem usado. Eu sabia que o Neilton \u00e9 muito bom, \u00e9 um grande m\u00fasico. Queria ver o punk dele nessa coisa.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 A sonoridade inclusive \u00e9 bem diferente do que voc\u00ea fazia no Cordel. Isso foi<\/strong> <strong>de caso pensado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Ah, sim. Sa\u00ed do Cordel sem nenhuma briga e foi dific\u00edlimo por isso mesmo. Foi uma decis\u00e3o est\u00e9tica. Queria fazer uma m\u00fasica que n\u00e3o cabia no Cordel. Eu fundei o Cordel, dei o nome da banda. Mas queria exercitar uma outra coisa, uma mensagem que eu queria dar. Pra mim n\u00e3o fazia sentido sair, pra continuar com a sonoridade do Cordel. Na verdade, com minha sa\u00edda do Cordel, n\u00e3o me vejo substituindo aqueles m\u00fasicos. Eram todos muito bons. Mas aquele som era muito meu.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Como nasceram essas novas can\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Aconteceram algumas surpresas. <em>Noite fria<\/em> \u00e9 uma m\u00fasica diferente, nem ia entrar nesse disco. Mas ela praticamente surpreendeu a todos. Ela foi gravada por um cl\u00e1ssico tocador de viol\u00e3o de sete cordas de frevo. Chamamos o Maestro Forr\u00f3 pra fazer o trompete e ele fez tr\u00eas. Algumas coisas foram acontecendo.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iRnc_OIYI8U&amp;feature=fvst[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 O disco encerra com uma faixa do seu filho de nove anos, que inclusive lhe homenageia. Como nasceu essa can\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Eu s\u00f3 botei por que n\u00e3o dava pra n\u00e3o botar. Eu botaria por uma corujisse. Ele mora no Pa\u00eds de Gales e foi passar o Carnaval em Recife. No meio do nosso ensaio, ele mostrou a m\u00fasica. Foi muita coragem da parte dele. Ele \u00e9 melhor do que eu.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 O disco traz uma participa\u00e7\u00e3o do Lula Cortes. Como foi o convite?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Quando convidei o Pupillo, ele sugeriu uma homenagem ao Paebiru (disco de 1975, gravado por Z\u00e9 Ramalho e Lula Cortes). Falamos com ele, mas ele n\u00e3o queria tocar o tricordio (instrumento usado na \u00e9poca da grava\u00e7\u00e3o do disco). Ele dizia: \u201cfaz tempo que eu n\u00e3o toco\u201d. Insistimos, ele gravou e a m\u00fasica ficou forte. Esse foi o \u00faltimo registro dele. A gente ainda ia gravar a voz, mas ele morreu uma semana depois que nos encontramos.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Queria que voc\u00ea falasse nas outras participa\u00e7\u00f5es, Otto e \u00c2ngela Ro Ro.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Eu tinha muita vontade de gravar com a \u00c2ngela, e que ela gravasse uma m\u00fasica minha. Nem acreditava que isso pudesse acontecer. Eu ouvia muito ela. Muitas farras foram feitas ouvindo \u00c2ngela Ro Ro. Eu tinha uma m\u00fasica que ainda estava pela metade. Quando ela aceitou, eu completei a m\u00fasica. J\u00e1 o Otto \u00e9 um amigo importante. Quando sa\u00ed do Cordel, passei um tempo muito triste e ele me convidou pra fazer uma s\u00e9rie de shows que foi muito importante pra mim. Foram cinco shows com ele.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Recife continua sendo um dos principais produtores de talentos do Brasil. Voc\u00ea continua acompanhando o que se faz por l\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Existe uma cena nova, uma produ\u00e7\u00e3o intensa. Acompanho, mas a gente termina tendo muito contato com os m\u00fasicos. O que eu poderia dizer tamb\u00e9m \u00e9 que a terra tem essa caracter\u00edstica. Minha percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma caracter\u00edstica do lugar, de uma forma de ter uma produ\u00e7\u00e3o e uma vontade de ser diferente, um movimento que se faz. \u00c9 cobrada essa diferen\u00e7a. L\u00e1, n\u00e3o pode chegar um vocalista imitando o Chico Science.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=HjbXXbt-rCw[\/youtube]\u00a0<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Seu modo de cantar \u00e9 bem marcante, principalmente pelo sotaque e pela teatralidade. Qual sua rela\u00e7\u00e3o hoje com o teatro? Ainda continua atuando?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> Fiz uma pe\u00e7a como se fosse uma transi\u00e7\u00e3o, chamada Mercadorias e Futuro. Uma pe\u00e7a que eu atuava sozinho, com v\u00e1rios pedais que disparavam v\u00e1rios sons. J\u00e1 tinha liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica. Mas eu to mais a fim de passar um tempo trazendo essas minhas caracter\u00edsticas pra m\u00fasica. Me sinto mais feliz. Antes do teatro mesmo, minha primeira escola, foi a declama\u00e7\u00e3o de poesia. Comecei a fazer teatro e juntar m\u00fasica, e virou o Cordel, que durou tr\u00eas anos. Quando fomos pra Recife, mudou pra ser o nome da banda.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Sua sa\u00edda do Cordel foi definitiva pro fim do grupo. O que tem de bom e de ruim em seguir carreira solo? Quais seus planos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lirinha \u2013<\/strong> A solid\u00e3o \u00e9 maior nas decis\u00f5es e isso \u00e0s vezes \u00e9 ruim. Voc\u00ea fica com mais responsabilidades. Por outro lado, o positivo \u00e9 poder ter essa coisa de fazer um caminho, escolher por si. Quanto aos planos, quero seguir tocando. J\u00e1 comecei a turn\u00ea em outubro (2011).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na enxurrada de artistas pernambucanos que tomaram de assalto a m\u00fasica pop brasileira a partir da d\u00e9cada de 1990, havia um grupo que se destacava&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,129,214,1],"tags":[],"class_list":["post-7154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-entrevistas","category-lirinha","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}