{"id":7251,"date":"2012-02-15T11:12:22","date_gmt":"2012-02-15T14:12:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=7251"},"modified":"2012-02-15T11:12:22","modified_gmt":"2012-02-15T14:12:22","slug":"os-sons-de-marcos-valle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/02\/15\/os-sons-de-marcos-valle\/","title":{"rendered":"Os sons de Marcos Valle"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-7265\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/os-sons-de-marcos-valle\/0001-marcos-valle\/\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-7265\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/os-sons-de-marcos-valle\/0001-marcos-valle\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-7265\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/02\/0001-Marcos-Valle.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"388\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/02\/0001-Marcos-Valle.jpg 400w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/02\/0001-Marcos-Valle-300x291.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/02\/0001-Marcos-Valle-120x116.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>\u201cVoc\u00ea viu s\u00f3 que amor. Nunca vi coisa assim. E passou nem parou, mas olhou s\u00f3 pra mim\u201d. Os versos de <strong><em>Samba de Ver\u00e3o<\/em><\/strong> foram lan\u00e7ados em 1964 e logo atingiram o topo das paradas internacionais. Com uma carioquice despretensiosa, a bossa falando de uma r\u00e1pida troca de olhares colocou os compositores Marcos e Paulo S\u00e9rgio Valle no primeiro time da MPB. Pra se ter uma ideia, <strong><em>Samba de Ver\u00e3o<\/em><\/strong> e <strong><em>Garota de Ipanema<\/em><\/strong> s\u00e3o as m\u00fasicas brasileiras mais regravadas no exterior. Segundo as contas do autor, a primeira j\u00e1 passa das 500 vers\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda assim, j\u00e1 tinha um tempo boa parte do trabalho dos irm\u00e3os Valle estava fora de cat\u00e1logo no Brasil. Esse jogo s\u00f3 come\u00e7ou a virar no ano passado, quando chegou as lojas o box <strong><span style=\"color: #800080\">Marcos Valle Tudo<\/span><\/strong> (EMI) com toda a produ\u00e7\u00e3o do compositor carioca lan\u00e7ada desde a estreia com <strong>Samba demais<\/strong> (1963) at\u00e9 <strong>No rumo do sol<\/strong> (1974). Em 2012, uma nova caixa chegou \u00e0s lojas com o nome<span style=\"color: #993300\"><strong> Marcos Valle 80<\/strong> <\/span>(Discobertas), agregando os discos <strong>Vontade de rever voc\u00ea<\/strong> (1981), <strong>Marcos Valle<\/strong> (1983) e <strong>Tempo da gente<\/strong> (1986). Este \u00faltimo estava praticamente esquecido, desde que a gravadora Arca Som fechou as portas.<\/p>\n<p>\u201cTa tudo voltando, o que \u00e9 muito bom. Isso me d\u00e1 incentivo, por que eu gosto muito de estar trabalhando\u201d, comemora o compositor em entrevista por telefone. De sua casa no Rio de Janeiro, ele se orgulha, citando disco por disco, de ter uma obra que passeia por tantos estilos. Lan\u00e7ado numa segunda leva de compositores bossanivistas, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Valle<\/span><\/strong> tamb\u00e9m se notabilizou como um dos nomes do soul, da m\u00fasica de protesto e do jazz. \u201cEssa mistura de estilos sempre esteve na minha m\u00fasica. No come\u00e7o a influ\u00eancia da Bossa foi muito forte, mas, a partir do segundo disco, a coisa come\u00e7a a mudar\u201d.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0w0aYThOBQk[\/youtube]\n<p>E, quando come\u00e7ou a mudar, n\u00e3o teve volta. Pianista virtuoso, a facilidade de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marcos Valle<\/span><\/strong> para agregar estilos se tornou uma marca registrada numa carreira que j\u00e1 dura quase 50 anos. Mais ainda depois que ele morou nos Estados Unidos, no intervalo entre 1975 e 1980. Cansado da \u201cenche\u00e7\u00e3o de saco\u201d dos militares que lhe cobravam explica\u00e7\u00f5es por can\u00e7\u00f5es como <strong><em>Viola enluarada<\/em><\/strong> (\u201ca m\u00e3o que toca o viol\u00e3o, se for preciso, faz a guerra\u201d), achou melhor sair do Pa\u00eds e, por l\u00e1, gravou com a diva Sarah Vaughan (num tributo aos Beatles), colaborou com a banda Chicago (para quem comp\u00f4s<strong><em> Life is what it is<\/em><\/strong>) e conheceu Leon Ware (\u00edcone do soul com sucessos gravados por Michael Jackson e Marvin Gaye).<\/p>\n<p>De volta ao Brasil, atendendo um convite da Som Livre, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marcos Valle<\/span><\/strong> levou um ano para montar o ensolarado <strong>Vontade de rever voc\u00ea<\/strong>. Recheado de teclados e dos parceiros ilustres da Am\u00e9rica do Norte, o disco era um pren\u00fancio do estilo mais dan\u00e7ante que dominaria os trabalhos do carioca naquela d\u00e9cada. Tanto que, em 1984, ele garantiu um espa\u00e7o nas r\u00e1dios com os sucessos falando sobre o culto ao corpo, como <strong><em>Bicicleta<\/em><\/strong> e <strong><em>Estrelar<\/em><\/strong>. \u201cNessa \u00e9poca, tinha gente que me parava perguntando se eu tinha uma academia\u201d, se diverte o compositor que chegou a posar junto a um monte de sucos naturais para a capa do seu disco de 1983.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BmN2pdLMl_M&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>Os anos 1990 chegaram para <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marcos Valle<\/span> <\/strong>trazendo mais novidades. Com a ajuda da cantora Joyce Moreno, ele come\u00e7ou a conquistar a Europa e a \u00c1sia, que retribu\u00edram colocando seus sons mais balan\u00e7ados nas pistas. \u201cMeu p\u00fablico l\u00e1 \u00e9 muito jovem. Esse p\u00fablico elegeu sucessos como <strong><em>Os grilos<\/em><\/strong> e<strong><em> Freio aerodin\u00e2mico<\/em><\/strong>, m\u00fasicas mais grooviadas que pegaram eles em cheio, tanto quanto o <strong><em>Samba de Ver\u00e3o<\/em><\/strong>\u201d, comenta. Outra mudan\u00e7a veio com a entrada de novos parceiros na sua lista, embora o irm\u00e3o tr\u00eas anos mais velho Paulo S\u00e9rgio continue fiel (\u201ccomo ele me conhece bem, em v\u00e1rias letras ele fala de mim, da minha personalidade, o que eu penso, minha cabe\u00e7a maluca de emo\u00e7\u00f5es\u201d).<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GAiMSBHtzqw[\/youtube]\n<p>Outra mudan\u00e7a das \u00faltimas d\u00e9cadas veio com introdu\u00e7\u00e3o de um sotaque mais jazz\u00edstico em suas can\u00e7\u00f5es. Se o jazz faz uma ponte com os primeiros anos de Bossa Nova, tamb\u00e9m fez de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marcos Valle<\/span> <\/strong>um nome requisitado pelos novos nomes do estilo americano. Entre eles, est\u00e1 a cantora<strong><span style=\"color: #993300\"> Stacey Kent<\/span><\/strong>, que conheceu no anivers\u00e1rio de 80 anos do Cristo Redentor, e com quem vai engatar uma turn\u00ea que come\u00e7a por Fortaleza ainda neste primeiro semestre. \u201cEstamos em fase de ensaios. O repert\u00f3rio vai ser s\u00f3<strong><span style=\"color: #ff0000\"> Marcos Valle<\/span><\/strong>, com sucessos e m\u00fasicas novas\u201d, adianta o compositor. Essa vai ser uma boa oportunidade de conhecer um peda\u00e7o redescoberto da obra de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marcos Valle<\/span><\/strong>, antes, inclusive, de que ele mude de som novamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVoc\u00ea viu s\u00f3 que amor. Nunca vi coisa assim. 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