{"id":8105,"date":"2012-05-14T13:29:46","date_gmt":"2012-05-14T16:29:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=8105"},"modified":"2012-05-14T13:29:46","modified_gmt":"2012-05-14T16:29:46","slug":"aos-mestres-com-carinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/05\/14\/aos-mestres-com-carinho\/","title":{"rendered":"Aos mestres com carinho"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-8107\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/aos-mestres-com-carinho\/macy_gray-covered-frontal\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-8107\" title=\"Macy_Gray-Covered-Frontal\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/05\/Macy_Gray-Covered-Frontal-550x550.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"524\" \/><\/a>Recentemente, <span style=\"color: #333300\"><strong>Dinho Ouro Preto<\/strong> <\/span>(Capital Inicial) provocou rea\u00e7\u00f5es diversas com o lan\u00e7amento do seu disco solo <strong>Black Heart<\/strong>. Pin\u00e7ando cl\u00e1ssicos do rock de diferentes \u00e9pocas, houve quem achasse corajoso de sua parte e quem lhe jogasse pedras por tocar em\u00a0can\u00e7\u00f5es sagradas de Leonard Cohen e Smiths. Quase sempre, essa a resposta a artistas compositores que enveredam por reler o trabalho dos outros. Ainda assim, esse momento de parada na pr\u00f3pria caneta para buscar novas refer\u00eancias \u00e9 algo que j\u00e1 fez parte da carreira de muita gente, de Djavan a Patti Smith.<\/p>\n<p>Sem medo dessas cr\u00edticas,<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Macy Gray<\/strong> <\/span>tamb\u00e9m acaba de jogar suas fichas em um disco de covers, batizado simplesmente de<strong> <span style=\"color: #000080\">Covered<\/span> <\/strong>(Lab 344). A americana, que h\u00e1 13 anos milita numa linha entre o soul e o pop, botou seus miados cheios de personalidade a servi\u00e7o de um repert\u00f3rio plural e longe dos sucessos mais \u00f3bvios. Com essa escolha, o sexto disco da artista acaba pegando os desavisados de surpresa, que em muitos momentos nem percebem se tratar de um disco de regrava\u00e7\u00f5es. Como quem tirou um momento para se divertir gravando o que gosta, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Macy<\/span><\/strong> ainda enxertou seu disco vinhetas curiosas onde recebe amigos para discutir temas variados.<\/p>\n<p>Produzido por Hall Willner, Zoux e Macy Gray, <strong><span style=\"color: #000080\">Covered<\/span><\/strong> tem tudo o que um disco de in\u00e9ditas da cantora teria. Desde o frescor de can\u00e7\u00f5es despretensiosas at\u00e9 flertes com o rap e a dance music. Das 10 can\u00e7\u00f5es escolhidas para compor o disco, a mais conhecida \u00e9 a balada <strong><em>Nothing<\/em><\/strong> <strong><em>else<\/em><\/strong> <strong><em>matters<\/em><\/strong>, do Metallica. Se o peso dos metaleiros vai embora na releitura, pelo menos o clima soturno permaneceu. Mas soturno mesmo \u00e9 o arranjo de <strong><em>Here comes the rain again<\/em><\/strong>, bem melhor inclusive que o original de 1983 com a dupla Eurythmics. Sem ter um crit\u00e9rio muito claro sobre sua sele\u00e7\u00e3o, <strong><span style=\"color: #000080\">Covered<\/span><\/strong> traz ainda vers\u00f5es para Arcade Fire (<strong><em>Wake up<\/em><\/strong>), Radiohead (<strong><em>Creep<\/em><\/strong>), Yeah Yeah Yeahs (<strong><em>Maps<\/em><\/strong>) e My Chemical Romance (<strong><em>Teenagers<\/em><\/strong>).<\/p>\n<p><strong>Cantando Beatles<\/strong><\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-8112\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/aos-mestres-com-carinho\/roberta-flack\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-8112\" title=\"roberta flack\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/05\/roberta-flack.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/roberta-flack.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/roberta-flack-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/roberta-flack-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/roberta-flack-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Outra forma bem popular de fazer covers \u00e9 selecionar can\u00e7\u00f5es dos Beatles e jogar um molho pr\u00f3prio por cima. O mundo inteiro j\u00e1 fez isso. Agora chegou a vez de <strong><span style=\"color: #800080\">Roberta Flack<\/span><\/strong>. H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada sem lan\u00e7ar material in\u00e9dito (seu \u00faltimo \u00e1lbum foi o natalino <strong>Holiday<\/strong>, de 2001), a int\u00e9rprete da inesquec\u00edvel <em>Killing me softly with his songs<\/em> est\u00e1 de volta com <strong><span style=\"color: #0000ff\">Let it be Roberta<\/span><\/strong>, songbook lan\u00e7ado pela 429 Records que chega ao Brasil tamb\u00e9m com edi\u00e7\u00e3o da Lab 344.<\/p>\n<p>Com 75 anos rec\u00e9m completados, a cantora americana continua com a voz firme e afinada como sempre foi. E esse \u00e9 o grande trunfo da sua homenagem aos rapazes de Liverpool. Para confirmar sua identifica\u00e7\u00e3o com a banda inglesa, ela ilustrou o encarte com uma foto ao lado de Lennon e da nefasta Yoko Ono, e encerrou o trabalho com uma pungente grava\u00e7\u00e3o ao vivo, de 1972, somente ao piano, de <strong><em>Here, there and everywhere<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>As demais 11 faixas, todas em regrava\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, j\u00e1 s\u00e3o bem conhecidas de quem gosta de ouvir Beatles. De novidade est\u00e1 o estilo<strong><span style=\"color: #800080\"> Roberta Flack<\/span><\/strong>, que balan\u00e7a entre o soul, o jazz e o pop radiof\u00f4nico.<strong><em> Oh Darling<\/em><\/strong> \u00e9 o destaque, exprimindo essa fus\u00e3o num blues l\u00e2nguido e sofisticado, que lembra Billie Holiday. A produ\u00e7\u00e3o a dez m\u00e3os, feita por Sherrod e Jerry Barnes, Barry Miles e Ricardo Jordan sob supervis\u00e3o da pr\u00f3pria <strong><span style=\"color: #800080\">Roberta<\/span><\/strong>, procurou dar um ar de modernidade que, como sempre, tem l\u00e1 seus riscos. \u00c9 o caso da batida dance jogada sobre <em><strong>I should have know better<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Mesmo que seja dif\u00edcil dar ares de novidade em um tributo aos Beatles, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Let it be Roberta<\/strong> <\/span>tem seus bons momentos. \u00c9 o caso de <strong><em>Isn\u2019t it a pity<\/em><\/strong>, composta por George Harrison (sem os devidos cr\u00e9ditos) para seu solo <strong>All things must pass<\/strong>. Respeitando o clima et\u00e9reo e reflexivo da can\u00e7\u00e3o, a cantora faz bonito. O mesmo pode ser dito da apaixonada <strong><em>If I fell<\/em><\/strong>, cantada com uma pegada meio Rythm and blues. No fim, s\u00e3o quase 50 minutos que mostram que <strong><span style=\"color: #800080\">Roberta Flack<\/span><\/strong> n\u00e3o precisa de modernismos para provar a boa cantora que \u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) provocou rea\u00e7\u00f5es diversas com o lan\u00e7amento do seu disco solo Black Heart. 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