{"id":8133,"date":"2012-05-24T17:39:46","date_gmt":"2012-05-24T20:39:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=8133"},"modified":"2012-05-24T17:39:46","modified_gmt":"2012-05-24T20:39:46","slug":"um-aulao-do-professor-cauby","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/05\/24\/um-aulao-do-professor-cauby\/","title":{"rendered":"Um aul\u00e3o do professor Cauby"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_8195\" style=\"width: 377px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-8195\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/um-aulao-do-professor-cauby\/cauby-fotografo-marco-maximo-divulgacao-02-2\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8195\" class=\"size-large wp-image-8195 \" title=\"Cauby - Fotografo Marco Maximo - divulga\u00e7\u00e3o  02\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/05\/Cauby-Fotografo-Marco-Maximo-divulga\u00e7\u00e3o-021-550x824.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"550\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8195\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marco Maximo<\/p><\/div>\n<p>Dos nomes de destaque da glamourosa Era de Ouro do R\u00e1dio,<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Cauby Peixoto<\/strong> <\/span>talvez esteja entre os casos mais controversos. Atravessando gera\u00e7\u00f5es com seu estilo brilhoso e sua voz poderosa, ele angariou amores e desprezos, admira\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas, f\u00e3s e detratores. Apesar disso, em 2012, o cantor chega aos seus 60 anos de carreira com a agenda cheia de shows e grava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Durante todas essas d\u00e9cadas de m\u00fasica, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cauby<\/span><\/strong> j\u00e1 fez um pouco de tudo. Apesar dos seus maneirismos serem sempre ligados aos boleros e can\u00e7\u00f5es de dor de cotovelo, ele j\u00e1 gravou rock, bossa nova e samba-enredo, entre outros estilos. Uma parte desse ecletismo deve-se ao fato do int\u00e9rprete ter se aventurado em propostas absurdas de produtores que insistiam em colocar sua privilegiada voz onde n\u00e3o devia. Um resumo dessa hist\u00f3ria est\u00e1 apresentado nos boxes <strong><span style=\"color: #0000ff\">Cauby! Cauby!<\/span><\/strong> (Discobertas) reunindo grava\u00e7\u00f5es do niteroiense feitas entre 1967 e 1995, boa parte delas in\u00e9dita em formato digital.<\/p>\n<p>Ao todo s\u00e3o 12 discos e quase o mesmo tanto de produtores. Se uns procuravam tirar de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cauby<\/span><\/strong> o melhor, outros insistiam em lhe empurrar alguns modernismos. Mas, o fato \u00e9 que, quando eles acertavam, o sucesso era garantido. Isso est\u00e1 comprovado nos discos <strong>Cauby! Cauby!<\/strong> (1980), <strong>Cauby!<\/strong> (1986) e <strong>Cauby canta Sinatra<\/strong> (1995). O primeiro foi respons\u00e1vel por tirar o cantor de um per\u00edodo de ostracismo e trabalhos fracos. Foi dele que sa\u00edram os sucessos<strong><em> Bastidores<\/em><\/strong> (Chico Buarque) e <strong><em>Loucura<\/em><\/strong> (Joanna\/ Sarah Benchimol). J\u00e1 a bela homenagem ao \u00eddolo americano, mereceu uma revis\u00e3o 15 anos depois, por que o pr\u00f3prio <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cauby<\/span><\/strong> confessou n\u00e3o ter gostado das vers\u00f5es para o portugu\u00eas. Ainda assim, trata-se de um disco luxuoso, bem produzido (Jos\u00e9 Maur\u00edcio Machline) e com duetos memor\u00e1veis com Gal Costa, Zizi Possi e Nana Caymmi.<\/p>\n<p>Mesmo nos discos de safra mais err\u00e1tica, era comum uma faixa se sobressair entre as demais. No pesado e cafona <strong>Superstar<\/strong>, <strong><em>Mulher<\/em><\/strong> (Custodio Mesquita\/ Sady Cabral) tem cara Broadway e ganha volume com o nipe de metais. J\u00e1 em 1976, foi Adelino Moreira quem tomou conta do disco <strong>Cauby <\/strong>(\u00e9, a vaidade fazia ele sempre colocar o pr\u00f3prio nome nos discos). Pisando de mansinho no terreno do samba, ele faz uma sincera interpreta\u00e7\u00e3o de<strong><em> O surdo<\/em><\/strong> (Totonho\/ Paulinho Rezende), o dos grandes sucessos de Alcione. J\u00e1 <strong><em>Duas contas<\/em><\/strong> (Garoto) \u00e9 um bolerasso, desses arrasa quarteir\u00e3o, que encaixa com perfei\u00e7\u00e3o nas vogais abertas de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cauby<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-8200\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/um-aulao-do-professor-cauby\/143376_ampliada\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-8200\" title=\"143376_Ampliada\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/05\/143376_Ampliada-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/143376_Ampliada-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/143376_Ampliada-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/143376_Ampliada-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/143376_Ampliada-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/143376_Ampliada-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/05\/143376_Ampliada.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pra completar, cada caixa traz uma colet\u00e2nea de raridades que, mais uma vez, trazem resultados variados. Tem a simp\u00e1tica <strong><em>O Caderninho<\/em><\/strong> (Olmir Stokler), onde <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Cauby<\/strong><\/span> canta rock com seus famosos maneirismos. Na mesma pegada \u201cjovemguardiana\u201d, <strong>L\u00e1grimas de amor<\/strong> (Klecius Caldas\/ H\u00e9lio Matheus) \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ing\u00eanua e bonitinha. Mas <strong><em>Cigano do amor<\/em><\/strong> (Migliacci\/ Mattone\/ Brancato Junior) exagera na dor de cotovelo. Por fim, o jornalista Rodrigo Faour, autor da biografia <strong><span style=\"color: #800000\">Bastidores<\/span><\/strong>, contextualiza cada disco e escreve curiosidades sobre as faixas. Entre elas, <strong><em>O que ser\u00e1 de mim<\/em><\/strong>, \u00fanica can\u00e7\u00e3o cuja autoria \u00e9 dada a<strong><span style=\"color: #ff0000\"> Cauby Peixoto<\/span><\/strong>. Mas, na verdade, ela \u00e9 do empres\u00e1rio Di Veras, esp\u00e9cie de guru do cantor, que achava bacana seu disc\u00edpulo posar de compositor. Apesar desse e de outros deslizes, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender por que <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cauby Peixoto<\/span><\/strong> \u00e9 tratado no meio musical por Professor. Basta lembrar da sua famosa<strong><em> Concei\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos nomes de destaque da glamourosa Era de Ouro do R\u00e1dio, Cauby Peixoto talvez esteja entre os casos mais controversos. 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