{"id":8287,"date":"2012-06-05T17:19:58","date_gmt":"2012-06-05T20:19:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=8287"},"modified":"2022-01-05T20:38:59","modified_gmt":"2022-01-05T23:38:59","slug":"os-novos-sons-de-marcia-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/06\/05\/os-novos-sons-de-marcia-castro\/","title":{"rendered":"Os novos sons de M\u00e1rcia Castro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-8313\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/06\/marcia-castro-2-740x618.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"618\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/06\/marcia-castro-2-740x618.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/06\/marcia-castro-2-300x251.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/06\/marcia-castro-2-768x641.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/06\/marcia-castro-2-120x100.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/06\/marcia-castro-2.jpg 788w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>M\u00e1rcia Castro<\/strong> <\/span>\u00e9 uma baiana que, aos 16 anos, entrou na vida art\u00edstica atuando como \u201ccantriz\u201d em espet\u00e1culos teatrais. Influenciada pela cole\u00e7\u00e3o de discos que seu pai mantinha em casa, ela cresceu ouvindo, principalmente, jazz e m\u00fasica brasileira. Tamb\u00e9m foi ele, trompetista na adolesc\u00eancia, quem lhe passou as primeiras no\u00e7\u00f5es de teoria musical, timbres e ritmo. T\u00e3o apaixonado por m\u00fasica que era, o pai quase batizava a filha de Elis Regina, mas, por sorte, a m\u00e3e o proibiu.<\/p>\n<p>Depois estudar na Escola de M\u00fasica da Universidade Federal da Bahia, <strong>M\u00e1rcia Castro<\/strong> estreou oficialmente como cantora em 2003. Com dire\u00e7\u00e3o musical de Luciano Salvador Bahia, o show <strong>No arco da lua, a linha do sol<\/strong> abocanhou tr\u00eas Trof\u00e9us Caymmi, incluindo o de cantora revela\u00e7\u00e3o. Aproveitando parte do repert\u00f3rio da apresenta\u00e7\u00e3o, seis anos depois ela lan\u00e7ou o disco<strong> Pecadinho<\/strong>, onde deu um banho de suingue, mal\u00edcia e interpreta\u00e7\u00e3o sobre a obra de marginais como Itamar Assump\u00e7\u00e3o, S\u00e9rgio Sampaio, Jorge Mautner e outros.<\/p>\n<p>Recebido com empolga\u00e7\u00e3o, <strong>Pecadinho<\/strong> marcou a chegada de uma artista disposta a cavar fundo o terreiro da m\u00fasica brasileira at\u00e9 encontrar aquela can\u00e7\u00e3o escondida, in\u00e9dita ou n\u00e3o, que merece ser ouvida. E \u00e9 com essa mesma disposi\u00e7\u00e3o que ela chega agora a um segundo trabalho formado principalmente por regrava\u00e7\u00f5es que, para muita gente, v\u00e3o parecer in\u00e9ditas. Bebendo na fonte criativa dos anos 1970,<span style=\"color: #0000ff\"><strong> De p\u00e9s no ch\u00e3o<\/strong> <\/span>traz aquela redundante influ\u00eancia tropicalista logo na capa, com uma foto que lembra Gal Costa em in\u00edcio de carreira.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o foi um disco pensado conceitualmente. Na verdade, pesquei coisas do show que vinha fazendo ao longo desses tr\u00eas anos e fui pela intui\u00e7\u00e3o\u201d, explica <span style=\"color: #ff0000\"><strong>M\u00e1rcia Castro<\/strong> <\/span>em entrevista por telefone. Assumindo uma predile\u00e7\u00e3o pelo som de 40 anos atr\u00e1s, ela conta que o t\u00edtulo do disco, tirado de uma can\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #800080\"><strong>Rita Lee<\/strong> <\/span>lan\u00e7ada em 1974, tem uma conex\u00e3o com o momento mais p\u00e9 no ch\u00e3o que ela anda vivendo. \u201cEla tem esse discurso do humor, de ironia ao tratar de um assunto curioso. Eu gosto disso\u201d, continua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Rainha do Rock, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>De p\u00e9s no ch\u00e3o<\/strong> <\/span>traz <strong><em>29 beijos<\/em><\/strong>, um blues esquecido dos Novos Baianos lan\u00e7ado em 1971 num compacto duplo, agora rebobinado com os vocais de<span style=\"color: #ff6600\"><strong> H\u00e9lio Flanders<\/strong> <\/span>(Vanguart). Ainda do combo hippie baiano, <strong><em>Preta pretinha<\/em><\/strong> foi a escolhida para fazer o aquecimento do disco. Disponibilizada para download no site de <strong><span style=\"color: #ff0000\">M\u00e1rcia Castro<\/span><\/strong>, a can\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada no cl\u00e1ssico absoluto<strong> Acabou Chorare<\/strong> (1972) ganhou arranjo buli\u00e7oso e sopros desenhados pelo maestro Letieres Leite. \u201cA primeira vez que ouvi o Letieres senti uma vibra\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande que deu um desejo de trazer a Bahia para o disco\u201d, comenta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"De P\u00e9s no Ch\u00e3o - M\u00e1rcia Castro\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KvCM69KJvdE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Puxando para os sons mais contempor\u00e2neos, <strong><em>Hist\u00f3ria de fogo<\/em><\/strong> \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o de Otto e Alessandra Negrini escondida no disco <strong>Sem gravidade<\/strong> (2003). Aproveitando algo da malemol\u00eancia t\u00edpica dos sons do pernambucano, os versos picantes ganham novo brilho na voz sedutora de <strong><span style=\"color: #ff0000\">M\u00e1rcia<\/span><\/strong>. O mesmo se aplica \u00e0 dramaticidade de <strong><em>Vergonha<\/em><\/strong> (Luciano Salvador Bahia), uma mistura de bolero com Cidad\u00e3o Instigado. Com um sotaque mais radiof\u00f4nico, <strong><em>Logradouro<\/em><\/strong> \u00e9 uma balada in\u00e9dita de Kleber Albuquerque escolhida para puxar o disco nas r\u00e1dios. \u201c\u00c9 uma das faixas preferidas de muita gente. Ela tem essa capacidade de chegar f\u00e1cil\u201d, explica.<\/p>\n<p>Seja novo, seja velho, <strong><span style=\"color: #ff0000\">M\u00e1rcia Castro<\/span><\/strong> sabe medir seu toque pessoal de tal forma que tudo parece ter sido feito para ela. \u00c9 o caso de <strong><em>Crazy pop-rock<\/em><\/strong>, rock tropical de Gilberto Gil e Jorge Mautner lan\u00e7ada em 1971, e <strong><em>Catedral do inferno<\/em><\/strong>, estranha composi\u00e7\u00e3o de Cartola e Herm\u00ednio Bello de Carvalho apresentada por Marlene no disco Te pego pela palavra (1974). Reservadas aos f\u00e3s mais ferrenhos, ambas acabaram esquecidas em alguma gaveta do tempo. Por sorte, volta e meia algu\u00e9m resolve meter a m\u00e3o e tir\u00e1-las desse limbo. <strong><span style=\"color: #ff0000\">M\u00e1rcia Castro<\/span><\/strong> \u00e9 uma dessas pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rcia Castro \u00e9 uma baiana que, aos 16 anos, entrou na vida art\u00edstica atuando como \u201ccantriz\u201d em espet\u00e1culos teatrais. Influenciada pela cole\u00e7\u00e3o de discos que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,129,240,274,283,1],"tags":[],"class_list":["post-8287","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-entrevistas","category-marcia-castro","category-mpb","category-nacional","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8287"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21000,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8287\/revisions\/21000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}