{"id":862,"date":"2010-06-16T16:06:48","date_gmt":"2010-06-16T19:06:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=862"},"modified":"2010-06-16T16:06:48","modified_gmt":"2010-06-16T19:06:48","slug":"o-bom-e-velho-rockn-roll","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/06\/16\/o-bom-e-velho-rockn-roll\/","title":{"rendered":"O bom e velho rock\u2019n roll"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-863\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/o-bom-e-velho-rock%e2%80%99n-roll\/nasi-3\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-863\" title=\"nasi (3)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/06\/nasi-3-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/06\/nasi-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/06\/nasi-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/06\/nasi-3-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/06\/nasi-3-120x80.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/06\/nasi-3.jpg 900w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Antes de escolher definitivamente ser cantor, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Nasi<\/span><\/strong> chegou a pensar em ser baterista. F\u00e3 de Ramones, Clash e Black Sabath, a decis\u00e3o veio mesmo com o incentivo do amigo de col\u00e9gio Edgard Scandurra. Guitarrista do power trio <em>Sub\u00farbio<\/em>, ele queria se soltar mais com seu instrumento e precisava de algu\u00e9m que assumisse o microfone. O encontro deu certo e dali nasceu o embri\u00e3o do que seria uma das bandas mais emblem\u00e1ticas do rock nacional da gera\u00e7\u00e3o 80, o Ira!. O quarteto seguiu tocando at\u00e9 2007, quando, em meio a brigas e xingamentos p\u00fablicos, anunciaram o fim.<\/p>\n<p>Como o bom soldado n\u00e3o foge \u00e0 luta, Marcos Valad\u00e3o Rodolfo, o <strong>Nasi<\/strong>, logo voltou ao seu of\u00edcio preferido, cantar rock. E \u00e9 isso que ele mais faz no CD e DVD <strong><span style=\"color: #0000ff\">Vivo na Cena<\/span><\/strong>, rec\u00e9m lan\u00e7ado pela <strong>Coqueiro Verde Records<\/strong>. Ao longo de 17 faixas (14 no CD), mostra vigor ao interpretar sua carreira pr\u00e9-Ira!, alguns lados B dos anos 80, uma nova gera\u00e7\u00e3o de compositores, nomes mais emblem\u00e1ticos como <span style=\"color: #800080\"><strong>Raul Seixas<\/strong> <\/span>e <span style=\"color: #cc99ff\"><strong>Z\u00e9 Rodrix<\/strong> <\/span>e, claro, Ira!. At\u00e9 Jo\u00e3o Bosco, pasmem, ganhou uma vers\u00e3o blueseira de <em>Bala com bala<\/em>. \u201cO Roy (Cicala, respons\u00e1vel pela grava\u00e7\u00e3o e mixagem) tem muitos amigos e eu tinha ideia de chamar o <strong><span style=\"color: #ff9900\">Dr. Jonh<\/span><\/strong>. Ent\u00e3o, fiquei vendo alguma que ficasse bem no estilo dele\u201d, revela <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi <\/strong><\/span>por telefone. Na hora de escolher que m\u00fasica ficaria bem ao lado do pianista americano, o produtor Vagner Garcia apresentou-lhe esta que foi sucesso na voz de <span style=\"color: #333399\"><strong>Elis Regina<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Para lhe acompanhar nesta empreitada, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Nasi<\/span><\/strong> arregimentou uma grande turma de amigos. Membro da esquecida banda paulista Muzak, Nivaldo Campopiano \u00e9 o respons\u00e1vel pelas (\u00f3timas) guitarras do disco. Al\u00e9m dele, a banda \u00e9 formada ainda por Johnny Boy (baixo), Andr\u00e9 Youssef (teclados) e Evaristo P\u00e1dua (bateria). Completando o time, uma longa lista de convidados desfila entre as faixas. Marcelo Nova dueta bem em <em>Rockixe<\/em>, de Raul Seixas. Vanessa Krongold, vocalista do Ludov, acrescenta pouca a <em>Por Amor<\/em>, de Z\u00e9 Rodrix, gravada pelo Ira! no Ac\u00fastico MTV (2004).<\/p>\n<p>\u00a0[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BsduDteOwqE[\/youtube]\n<p>Gravado ao vivo em est\u00fadio, o passeio de Nasi come\u00e7a com uma parceria envenenada com Nivaldo chamada <em>Ogum<\/em>. Rock de gente grande, trata-se de um bom cart\u00e3o de visitas para as seguintes. Relembrando os Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, o anfitri\u00e3o chamou o guitarrista Miguel Barella pra fazerem juntos <em>N\u00e3o caio mais<\/em>. \u201cO Volunt\u00e1rios foi uma das bandas mais cultuadas e respeitadas dos Anos 80 e eu gravei com eles o primeiro disco. \u00c9 um disco interessante por que traz muito de uma nova gera\u00e7\u00e3o de bandas, como Franz Ferdinand e Kaiser Chiefs. Tinha o baixo e a bateria na frente, uma guitarra mais espacial\u201d. A oitentista do Picassos Falsos comparece com a sincopada <em>Carne e osso<\/em>, j\u00e1 gravada por Marina Lima em Abrigo (1995). Em <em>O tempo n\u00e3o para<\/em>, hino desabafo de Cazuza, ele repete o som, mas altera algumas partes da letra. \u201cMe chamam de ladr\u00e3o, de bicha, maconheiro\u201d, por exemplo, vira \u201cbandido, maluco, maconheiro\u201d. Os pernambucanos do Eddie, comparecem com <em>Eu s\u00f3 poderia crer<\/em> e <em>Desequil\u00edbrio<\/em>.<\/p>\n<p>O Ira! tamb\u00e9m comparece com duas can\u00e7\u00f5es. <em>Tarde vazia<\/em> ganhou um belo arranjo mais soul com a forte presen\u00e7a de um nipe de metais. Um dos hits do Ac\u00fastico MTV, a nova vers\u00e3o \u00e9 mais encorpara e acelerada. A segunda, a \u00f3tima <em>Milhas e milhas<\/em> foi tirada de <em>Entre seus rins<\/em> (2001) e mudou pouco da vers\u00e3o original. \u201cUma das coisas mais legais que o Ira! deixou de legado foi uma banda que soube transitar entre o independente e o mainstream. Ter independ\u00eancia, mesmo lidando com a grande ind\u00fastria sem perder aspectos do profissionalismo. Ela (a banda) podia fazer show com a mesma intensidade para 50 e para 100 mil pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Virada a p\u00e1gina, ele agora se dedica exclusivamente ao lan\u00e7amento deste \u201cNasi Vivo Na Cena\u201d. Nos planos agora, divulga\u00e7\u00e3o e shows com o novo trabalho, ainda sem data para Fortaleza. Para o segundo semestre, ele promete o lan\u00e7amento do disco em vinil e um relan\u00e7amento do Vivo na Cena com mais material extra al\u00e9m de j\u00e1 est\u00e1 compondo coisas novas. \u201cNesse trabalho, quero mostrar como \u00e9 que \u00e9 meu show ao vivo. Uma mistura de rock e blues, com intensidade musical\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de escolher definitivamente ser cantor, Nasi chegou a pensar em ser baterista. 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