{"id":8826,"date":"2012-08-30T11:00:07","date_gmt":"2012-08-30T14:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=8826"},"modified":"2012-08-30T11:00:07","modified_gmt":"2012-08-30T14:00:07","slug":"amoragio-recicla-velhas-composicoes-e-aponta-novidades-de-ivan-lins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/08\/30\/amoragio-recicla-velhas-composicoes-e-aponta-novidades-de-ivan-lins\/","title":{"rendered":"Amor\u00e1gio recicla velhas composi\u00e7\u00f5es e aponta novidades de Ivan Lins"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=8828\" rel=\"attachment wp-att-8828\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8828\" title=\"ivanlinsamoragio\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/08\/ivanlinsamoragio.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"577\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/08\/ivanlinsamoragio.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/08\/ivanlinsamoragio-300x270.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/08\/ivanlinsamoragio-120x108.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Quem nunca ouviu os dois primeiros discos de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ivan Lins<\/strong><\/span> pode tomar um susto com a voz possante e o som furioso que o carioca fazia naqueles anos 70. Cheio de uma poesia mais agressiva e mesclando sons universais de blues, rock e jazz, ele estrou com dois discos irretoc\u00e1veis, embora estranhos. \u00c9, estranhos por que, nas d\u00e9cadas seguintes, ele aman\u00e7ou o discurso, trocou o piano pelo teclado e se tranformou num dos maiores hit makers das novelas globais. Todo o m\u00e9rito para o rapaz que comp\u00f4s p\u00e9rolas bel\u00edssimas como <em><strong>Vitoriosa<\/strong><\/em>, <em><strong>Vieste<\/strong><\/em> e <em><strong>Anjo de mim<\/strong><\/em>. A quest\u00e3o \u00e9 que, na sequencia, ele foi descoberto por um time de novos e velhos jazz\u00edstas e se tranformou num dos brasileiros mais requisitados nos estates. E, para se adequar a esses convites e a esse mercado, foi aman\u00e7ando ainda mais o discurso, tanto que foi ficando um chato. Com todo o respeito, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>E \u00e9 dessa bendita chatice que sofre o seu disco <span style=\"color: #000080\"><strong>Amor\u00e1gio<\/strong><\/span> (Som Livre). Ao longo de 11 faixas, ele faz baladas, sambas e raps, recebe amigos, mas n\u00e3o decola. A produ\u00e7\u00e3o foi entregue a Rodrigo Vidal que deu unidade a can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas e regrava\u00e7\u00f5es, tudo cercado por instrumenta\u00e7\u00f5es j\u00e1 bem conhecidas do p\u00fablico. O eterno parceiro Vitor Martins aparece em cinco faixas, incluindo a sertaneja<em><strong> Atr\u00e1s poeira<\/strong><\/em>, onde <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ivan<\/strong><\/span> simula uma dupla caipira com Rafael Alt\u00e9rio. Na faixa, que conta com o acordeom de Marcos Nimrichter, anfitri\u00e3o e convidado assinam como Fioravante e Guimar\u00e3es. J\u00e1 o filho Cl\u00e1udio Lins \u00e9 parceiro no xote <em><strong>Carrossel do bate-cox<\/strong><strong>a<\/strong><\/em>, can\u00e7\u00e3o que melhor cairia em quem soubesse aproveitar as tiradas engra\u00e7adas da letra.<em><strong> Fado Saramago<\/strong><\/em> traz melodia insossa sobre poema do escritor portugu\u00eas<span style=\"color: #993300\"><strong> Jos\u00e9 Saramago<\/strong><\/span> (1922 &#8211; 2010), com ades\u00e3o do cantor lusitano <span style=\"color: #003300\"><strong>Ant\u00f4nio Zambujo<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Entre as regrava\u00e7\u00f5es, <em><strong>Roda baiana<\/strong><\/em> foi lan\u00e7ada por Gal Costa em 1981 e agora volta em novo arranjo, ainda sambista, mas sem novidades. J\u00e1 <em><strong>Sou eu<\/strong><\/em>, lan\u00e7ada no \u00f3timo \u00faltimo disco do parceiro Chico Buarque, perde o suingue numa releitura bossanov\u00edstica. Numa tentativa de refrescar o repert\u00f3rio, <span style=\"color: #000080\"><strong>Amor\u00e1gio<\/strong><\/span> traz o proto-hip hop <em><strong>X no calend\u00e1rio<\/strong><\/em>, cantado ao lado de <span style=\"color: #800080\"><strong>Pedro Lu\u00eds<\/strong><\/span>. Em versos politizados, a dupla roga por dias melhores sem subir no palanque. Os mesmos bons fluidos s\u00e3o desejados em <em><strong>Quem me dera<\/strong><\/em>, dueto com\u00a0 <span style=\"color: #008000\"><strong>Maria Gadu<\/strong><span style=\"color: #000000\"> em bom momento vocal<\/span><\/span>. <span style=\"color: #000000\">No entanto, um dos melhores momentos do disco<\/span> ficam com <em><strong>E isso acontece<\/strong><\/em>, \u00fanica faixa assinada somente por <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ivan Lins<\/strong><\/span>. Cheia de tristeza e melancolia, a balada constru\u00edda sobre um piano econ\u00f4mico revela aquilo que ele melhor sabe fazer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem nunca ouviu os dois primeiros discos de Ivan Lins pode tomar um susto com a voz possante e o som furioso que o carioca&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,172,274,283,1],"tags":[],"class_list":["post-8826","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-ivan-lins","category-mpb","category-nacional","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8826\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}