{"id":926,"date":"2010-06-24T17:20:32","date_gmt":"2010-06-24T20:20:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=926"},"modified":"2010-06-24T17:20:32","modified_gmt":"2010-06-24T20:20:32","slug":"solidao-que-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/06\/24\/solidao-que-nada\/","title":{"rendered":"Solid\u00e3o, que nada"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-936\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/solidao-que-nada\/foto-1\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-936\" title=\"Foto 1\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/06\/Foto-1-300x296.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"296\" \/><\/a>Roberto Frejat, Ezequiel Neves, Leo Jaime, Bebel Gilberto, Leoni, Guto Goffi, Ney Matogrosso, Caetano Veloso. Mais do que int\u00e9rpretes e parceiros, <strong><span style=\"color: #808000\">Cazuza <\/span><\/strong>era h\u00e1bil em se cercar de bons amigos. Jovem carioca escolado nas areias de Ipanema e Copacabana, era das noitadas cheias de gente e boemia que ele tirava o material da sua poesia.<\/p>\n<p>No meio de tantos companheiros estava o jovem m\u00fasico <strong><span style=\"color: #ff0000\">George Alberto Heiborne Israel<\/span><\/strong>, violonista e saxofonista do <strong><span style=\"color: #993366\">Kid Abelha<\/span><\/strong>. Juntos, eles compuseram uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas da gera\u00e7\u00e3o 80. Uma parte dessas m\u00fasicas eles mesmo la\u00e7aram, uma outra foi dada para amigos gravarem e uma terceira parte foi se perdendo com o tempo. Com a proximidade dos vinte anos da morte de <span style=\"color: #808000\"><strong>Cazuza<\/strong><\/span>, lembrados no pr\u00f3ximo 7 de julho, <strong><span style=\"color: #ff0000\">George Israel<\/span><\/strong> decidiu revirar seu ba\u00fa de can\u00e7\u00f5es e reunir essas parcerias com o amigo.<\/p>\n<p>A busca come\u00e7ou no final do ano passado e o resultado chegou agora \u00e0s lojas com o nome <strong><span style=\"color: #800000\">13 parcerias com Cazuza<\/span><\/strong> (Universal Music). Com produ\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de Dadi, George selecionou para o disco 13 composi\u00e7\u00f5es da dupla, mais outros parceiros, que v\u00e3o desde cl\u00e1ssicos do rock nacional at\u00e9 can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas. \u201cForam as m\u00fasicas que mais bateram, sabe?\u201d, explica George, em entrevista por telefone ao <strong>O POVO<\/strong>. Algumas delas, conta George, ele j\u00e1 nem lembrava mais. \u201cO tratamento inicial foi de ficar encantado com as m\u00fasicas e reaprender a cantar e tocar. Algumas estavam meio de lado e precisavam sair da prateleira. A gente foi ent\u00e3o achando um som sem ter muita refer\u00eancia com as vers\u00f5es originais. Pra alguns, elas podem at\u00e9 soar como in\u00e9ditas\u201d.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">George<\/span><\/strong> lembra que, embora tenham estudado no mesmo col\u00e9gio, s\u00f3 foi conhecer <span style=\"color: #808000\"><strong>Cazuza<\/strong><\/span> depois que ambos j\u00e1 tinham suas bandas. O respons\u00e1vel pelo encontro foi <span style=\"color: #33cccc\"><strong>Frejat<\/strong><\/span> que foi tamb\u00e9m quem fez o convite que deu origem \u00e0 primeira parceria dos tr\u00eas. A m\u00fasica de chama <strong><em>Amor Amor<\/em><\/strong> e entrou na trilha sonora do filme \u201cBeth Balan\u00e7o\u201d, de 1984. \u201cComecei mandando m\u00fasicas pra ele e a primeira nossa parceria foi essa. Ele tinha uma brincadeira de me chamar de \u2018Parceirinho\u2019 e ficou me mandando letras\u201d. Famoso pelos seus excessos quando o assunto era sexo, drogas e rock\u2019n\u2019roll, na hora do trabalho, <strong><span style=\"color: #808000\">Cazuza<\/span><\/strong> agia diferente. \u201cEle era divertido, mas nem sempre. O <strong><span style=\"color: #808000\">Cazuza<\/span><\/strong> era muito r\u00e1pido pra compor, no sentido de ter cartas na manga. Ele n\u00e3o precisava de muito tempo para elaborar uma m\u00fasica. Era muito objetivo. Eu via que compor pra ele n\u00e3o era uma coisa dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-939\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/solidao-que-nada\/foto-2\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-939\" title=\"Foto 2\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/06\/Foto-2-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Seguindo o modelo do amigo, <strong><span style=\"color: #ff0000\">George Israel<\/span><\/strong>\u00a0tamb\u00e9m se cercou de um grupo de amigos na hora de fazer seu novo disco. A lista \u00e9 grande e vai desde companheiros de gera\u00e7\u00e3o, como <span style=\"color: #ff9900\"><strong>Paulo Ricardo <\/strong><\/span>e <strong><span style=\"color: #ffcc99\">Evandro Mesquita<\/span><\/strong>, at\u00e9 gente nova como <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Marcelo D2 <\/strong><\/span>e <span style=\"color: #ffff00\"><strong><span style=\"color: #993300\">Tico Santa Cruz<\/span><\/strong><\/span>. Logo na abertura, quem divide os vocais com o anfitri\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio homenageado. Entre as raridades que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>George<\/strong><\/span> encontrou em seus arquivos, estava uma fita K7 com uma grava\u00e7\u00e3o em quatro canais de <strong><em>Voc\u00ea vai me enganar sempre II<\/em><\/strong> na voz de <strong><span style=\"color: #808000\">Cazuza<\/span><\/strong>. Parceria deles com Nilo Romero, o reggae ganhou ainda a participa\u00e7\u00e3o do baixista <strong><span style=\"color: #99cc00\">Family Man<\/span><\/strong>, que tocou com o Bob Marley, e do baterista <strong><span style=\"color: #33cccc\">Charlie Lalibe<\/span><\/strong>, do Alpha Blondy.<\/p>\n<p>Priorizando o clima ensolarado, <span style=\"color: #800000\"><strong>13 Parcerias com Cazuza<\/strong><\/span> j\u00e1 vem rendendo novos frutos. No dia 2 de junho, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>George<\/strong><\/span> gravou o show de lan\u00e7amento do disco realizado no Canec\u00e3o (RJ) para lan\u00e7ar em DVD, ainda sem data. A grava\u00e7\u00e3o teve participa\u00e7\u00f5es de <strong><span style=\"color: #99cc00\">Elza Soares<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #000080\">Leo Jaime<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #cc99ff\">Ney Matogrosso<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #993366\">Pepeu Gomes<\/span><\/strong>, <span style=\"color: #808080\"><strong>Os Roncadores<\/strong> <\/span>e <strong><span style=\"color: #0000ff\">Sandra de S\u00e1<\/span><\/strong>, entre outros. Econ\u00f4mico quando o assunto \u00e9 <span style=\"color: #333333\"><strong>Kid Abelha<\/strong> <\/span>(\u201cEle ta hibernando. Assim que sair da caverna n\u00f3s avisamos\u201d), <strong><span style=\"color: #ff0000\">George<\/span><\/strong> diz que agora pretende viajar pelo Brasil mostrando seu novo trabalho. \u201cO disco n\u00e3o \u00e9 um tributo. \u00c9 um disco de um compositor que ta trazendo essas can\u00e7\u00f5es\u201d. Mas, quando pergunto o que o parceiro diria das novas vers\u00f5es, ele para um pouco e responde. \u201cEngra\u00e7ado, n\u00e3o me passou muito isso pela cabe\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>E mais:<\/p>\n<p>&gt; <span style=\"color: #ff0000\"><strong>George Israel<\/strong> <\/span>fez sua estreia solo em 2004 com o \u00f3timo <strong><em>Quatro letras<\/em><\/strong>. Tr\u00eas anos depois veio <strong><em>Distor\u00e7\u00f5es do meu jardim<\/em><\/strong>. Al\u00e9m destes trabalhos, em 2006, ele lan\u00e7ou <strong><em>Os Britos Cantam The Beatles<\/em><\/strong>, ao lado de <span style=\"color: #808000\"><strong>Guto Goffi<\/strong><\/span>, <span style=\"color: #ffcc00\"><strong>Nani Dias <\/strong><\/span>e <span style=\"color: #800080\"><strong>Rodrigo Santos<\/strong><\/span>.<a rel=\"attachment wp-att-927\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/solidao-que-nada\/georgeterraco18web\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"georgeterraco18web\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/06\/georgeterraco18web-300x245.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" \/><\/a><\/p>\n<p>Acompanhe as faixas comentadas de 13 parcerias com Cazuza:<\/p>\n<p>1. <strong>Voc\u00ea vai me enganar sempre II<\/strong> \u2013 dueto virtual com Cazuza, trata-se de uma boa homenagem ao poeta. O reggae in\u00e9dito vem refor\u00e7ado por Family Man, baixista do Wailers, e de Charlie Lalibe, baterista do Alphablondy.<\/p>\n<p>2. <strong>Brasil <\/strong>\u2013 em ritmo mais lento, Elza Soares divide os vocais com George Israel em um dos grades hinos de Cazuza. Pra refor\u00e7ar, Marcelo D2 faz ao papel de mestre de cerim\u00f4nias.<\/p>\n<p>3. <strong>De quem \u00e9 o poder?<\/strong> \u2013 gravada em 1989 pelo Kid Abelha, a faixa mistura cr\u00edtica social com lamentos amorosos. A pouca voz de George compromete o resultado.<\/p>\n<p>4. <strong>Completamente blue<\/strong> \u2013 gravada por Cazuza em 1987 e por Fagner em 1992, este bom rock ganhou um levada reggae que perdeu sua intensidade.<\/p>\n<p>5. <strong>Solid\u00e3o que nada<\/strong> \u2013 uma das belas baladas do poeta exagerado, aqui aparece bem defendida por Sandra de S\u00e1. Uma das melhores do disco.<\/p>\n<p>6.<strong> Blues do ano 2000<\/strong> \u2013 em clima fam\u00edlia, este belo blues vem vitaminado pelo duelo de guitarras de Frejat e seu filho Rafael. A faixa traz ainda a bateria de Leo e o baixo de Fred, filhos de George Israel.<\/p>\n<p>7. <strong>4 letras<\/strong> \u2013 Ney Matogrosso surge soberbo nesta composi\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma de Cazuza. A letra foi musicada por encomenda de Ney para um tributo ao poeta, que acabou n\u00e3o saindo.<\/p>\n<p>8. <strong>A inoc\u00eancia do prazer<\/strong> \u2013 lan\u00e7ada por Dulce Quental em 1988, George Israel acerta no tom e resgata bem uma can\u00e7\u00e3o esquecida do seu repert\u00f3rio.<\/p>\n<p>9. <strong>Amor, amor<\/strong> \u2013 Fiel ao original que foi trilha do filme Beth Balan\u00e7o, George mexe pouco nesta can\u00e7\u00e3o que inaugurou sua parceria com Cazuza.<\/p>\n<p>10.<strong> Burguesia<\/strong> &#8211; creditada como \u201cA burguesia\u201d, a m\u00fasica reaparece em vers\u00e3o lenta e com os vocais de Tico Santa Cruz, que ainda atualiza a cr\u00edtica lembrando \u201cuma cueca cheia de d\u00f3lares\u201d e mandando p\u00f4r \u201cum galho de arruda na cadeia\u201d.<\/p>\n<p>11. <strong>Eu agrade\u00e7o<\/strong> \u2013 pescada do disco Burguesia, a letra traz um desabafo pesado de Cazuza diante da doen\u00e7a que lhe tiraria a vida pouco tempo depois.<\/p>\n<p>12. <strong>Mina <\/strong>\u2013 rock\u00e3o adolescente lan\u00e7ado em 1990 por Leo Jaime, volta agora turbinado pelos bons vocais de Paulo Ricardo e pelos metais dos Roncadores.<\/p>\n<p>13. <strong>Nabucodonosor <\/strong>\u2013 mais pra tira\u00e7\u00e3o de sarro que pra m\u00fasica, a faixa traz as participa\u00e7\u00f5es divertidas de Evandro Mesquita nos vocais e do ator Marcelo Novaes na gaita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Frejat, Ezequiel Neves, Leo Jaime, Bebel Gilberto, Leoni, Guto Goffi, Ney Matogrosso, Caetano Veloso. 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