{"id":9488,"date":"2012-12-07T11:00:16","date_gmt":"2012-12-07T14:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9488"},"modified":"2012-12-07T11:00:16","modified_gmt":"2012-12-07T14:00:16","slug":"gilberto-gil-comemora-70-anos-com-show-orquestrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/12\/07\/gilberto-gil-comemora-70-anos-com-show-orquestrado\/","title":{"rendered":"Gilberto Gil comemora 70 anos com show orquestrado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9558\" rel=\"attachment wp-att-9558\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9558\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/12\/jorge-bispo-corte.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"445\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/jorge-bispo-corte.jpeg 620w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/jorge-bispo-corte-300x215.jpeg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/jorge-bispo-corte-120x86.jpeg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a>Esse ano tem sido um prato cheio para o jornalismo cultural brasileiro. S\u00f3 para se ter ideia, al\u00e9m de Paul McCartney e Jimmy Hendrix, tr\u00eas grandes \u00edcones da MPB completam seus 70 anos de vida. S\u00e3o eles Caetano Veloso, Milton Nascimento e <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gilberto Gil<\/strong><\/span>. Enquanto os dois primeiros deixaram que as comemora\u00e7\u00f5es viessem de fora, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gil<\/strong> <\/span>decidiu costurar sua hist\u00f3ria num projeto que mistura o pop da sua banda com o refino da Orquestra Petrobr\u00e1s Sinf\u00f4nica.<\/p>\n<p>Gravado ao vivo no suntuoso Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o show <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Concerto de Cordas &amp; M\u00e1quinas de Ritmo<\/strong><\/span> mostra nosso ex-ministro cercado por arranjos grandiosos escritos pelo maestro Jacques Morelenbaum e regidos por Carlos Prazeres. Misterioso e clim\u00e1tico, o registro, lan\u00e7ado em CD pela <strong>Biscoito Fino<\/strong>, ganha espa\u00e7o entre os muitos outros discos ao vivo do baiano pela forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita. S\u00e3o quase vinte trabalhos ao vivo, mas nunca <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gilberto Gil<\/strong> <\/span>soou t\u00e3o reverente \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria quanto agora.<\/p>\n<p>Logo na abertura, na can\u00e7\u00e3o M\u00e1quina de ritmo, p\u00e9rola pin\u00e7ada do p\u00e1lido <strong>Banda Larga Cordel<\/strong> (2008), ele manda seu recado: \u201cSob a leve press\u00e3o do polegar, poderei legar um dicion\u00e1rio de compassos pra voc\u00ea\u201d. Ainda do mesmo disco, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gil<\/strong><\/span> filosofa em <em><strong>N\u00e3o tenho medo da morte<\/strong><\/em>, enquanto aproveita para brincar com os tons mais graves ritmados pela percuss\u00e3o tirada do corpo do seu viol\u00e3o.<\/p>\n<p>Em <em><strong>M\u00e1quina de Ritmo<\/strong><\/em>, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gilberto Gil<\/strong><\/span> aproveita o time de 46 m\u00fasicos que o cerca para alargar o m\u00e1ximo que pode suas composi\u00e7\u00f5es. <em><strong>Estrela<\/strong><\/em>, balada adocicada composta em 1980, mas lan\u00e7ada somente 17 anos depois no disco <strong>Quanta<\/strong>, ganha ainda mais delicadeza com a cama armada pelas cordas. O mesmo pode ser dito de <em><strong>Quanta<\/strong><\/em>, inquieta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do compositor apresentada naquele mesmo ano.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9559\" rel=\"attachment wp-att-9559\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-9559\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/12\/gil-maquinas-de-ritmo-550x490.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"326\" \/><\/a>Como o tema central do novo disco de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gilberto Gil<\/strong><\/span> s\u00e3o 70 anos de hist\u00f3ria, ele tamb\u00e9m abriu ainda espa\u00e7o para homenagear seus her\u00f3is. Assim, ele relembra Tom Jobim (<em><strong>Outra vez<\/strong><\/em>), Luiz Gonzaga (<em><strong>Juazeiro<\/strong><\/em>), Jimmi Hendrix (<em><strong>Up from the skies<\/strong><\/em>) e Dorival Caymmi (<em><strong>Saudade da Bahia<\/strong><\/em>). No entanto, essas duas \u00faltimas foram reservadas para o DVD lan\u00e7ado agora no fim do ano. Aparentemente estranha \u00e0s homenagens, o bolero<em><strong> Tres palavras<\/strong><\/em> (Osvaldo Farr\u00e9s) era algo que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gil<\/strong> <\/span>costumava ouvir na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em seguida, passando para as pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es, o baiano d\u00e1 um banho ao caminhar pelos seus primeiros anos de compositor, com <em><strong>Eu vim da Bahia<\/strong><\/em>, at\u00e9 chegar \u00e0 \u00fanica in\u00e9dita deste trabalho, <em><strong>Eu descobri<\/strong><\/em>, uma quase bossa que emenda com <em><strong>Medita\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/em>(Tom Jobim). Antes, a viagem passa pelo tropicalismo de <em><strong>Futur\u00edvel<\/strong><\/em>, numa vers\u00e3o sutilmente reggae, e <em><strong>Panis et circenses<\/strong><\/em>, pela primeira vez na voz do co-autor (parceria com Caetano Veloso). Abrindo espa\u00e7o entre as cordas para seu viol\u00e3o sempre cheio de brasilidade, o aniversariante ainda rejuvenesce <em><strong>Andar com f\u00e9<\/strong> <\/em>antes de encerrar com <em><strong>Domingo no parque<\/strong><\/em>. Reverenciando o arranjo original de Rog\u00e9rio Duprat, Gilberto Gil se despede em clima de festa e palmas, tudo dedicado, merecidamente, a ele mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse ano tem sido um prato cheio para o jornalismo cultural brasileiro. 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