{"id":9510,"date":"2012-11-26T10:49:46","date_gmt":"2012-11-26T13:49:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9510"},"modified":"2012-11-26T10:49:46","modified_gmt":"2012-11-26T13:49:46","slug":"partimpim-tles-ganha-no-tom-indie-e-perde-na-surpresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/11\/26\/partimpim-tles-ganha-no-tom-indie-e-perde-na-surpresa\/","title":{"rendered":"Partimpim Tl\u00eas ganha no tom indie e perde na surpresa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9511\" rel=\"attachment wp-att-9511\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-9511\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/11\/adrianapartimpimtles.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"660\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/adrianapartimpimtles.jpg 960w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/adrianapartimpimtles-300x258.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/adrianapartimpimtles-768x660.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/adrianapartimpimtles-740x636.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/adrianapartimpimtles-120x103.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Quando vi que o dia das crian\u00e7as j\u00e1 havia passado, relaxei e pensei &#8220;quando tiver tempo eu escrevo&#8221;. Como tempo \u00e9 coisa rara, uso, ent\u00e3o, aqui como desculpa para s\u00f3 falar de um disco infantil em dezembro aquela velha hist\u00f3ria de que todo dia \u00e9 dia de crian\u00e7a. Explica\u00e7\u00f5es \u00e0 parte, o assunto \u00e9 o disco <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Partimpim Tl\u00eas<\/strong> <\/span>(Sony Music), terceira aventura de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Adriana Calcanhotto<\/strong><\/span> pelo universo das crian\u00e7as, que ela assina com apelido ela mesma tinha quando crian\u00e7a, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Adriana Partimpim<\/strong><\/span>. Essa brincadeira come\u00e7ou em 2004, com um disco que fez muita gente dizer <em>ooohhhhh<\/em> para a delicadeza com que ela abordava can\u00e7\u00f5es bonitinhas (e nem sempre voltadas para o p\u00fablico infantil, como <em>Ciranda da bailarina<\/em> e <em>Saiba<\/em>) com um toque de fofura. Sem o mesmo impacto do anterior, que at\u00e9 ganhou CD e DVD ao vivo, o segundo volume veio cinco anos depois e tinha at\u00e9 Bob Dylan (com vers\u00e3o de Z\u00e9 Ramalho) e Olodum. De fato, a ideia da <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Partimpim<\/strong> <\/span>nunca foi fazer um projeto exatamente para as crian\u00e7as, mas, talvez, para o lado crian\u00e7a dos adultos. E \u00e9 a\u00ed que este terceiro volume ganha uma cara mais interessante. Mesmo que essa pirra\u00e7a da ga\u00facha j\u00e1 tenha sido feita e refeita, jogar uma gra\u00e7a por cima de Gonzaguinha (<em><strong>Lindo lago do amor<\/strong><\/em>) e Gilberto Gil (<em><strong>De onde vem o bai\u00e3o<\/strong><\/em>, com direito a sampler de Luiz Gonzaga) \u00e9 capaz de tirar um sorriso at\u00e9 do cora\u00e7\u00e3o mais duro. E mais interessante ainda por que o som deste <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Partimpim Tl\u00eas<\/strong><\/span> traz algo indie e econ\u00f4mico que justifica as presen\u00e7as sempre enriquecedoras de Kassin, Rodrigo Amarante e Moreno Veloso. O cl\u00e1ssico &#8220;tira o p\u00e9 do ch\u00e3o&#8221; <em><strong>Taj Mahal<\/strong><\/em>, \u00e9 um exemplo disso. Guiada por efeitos, guitarras m\u00ednimas e um coro de crian\u00e7as de sobrenome caro (Buarque, Lancellotti, de Moraes, etc.), <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Adriana<\/strong> <\/span>bota seu dedo criativo da obra de Jorge Ben Jor sem ter a menor preocupa\u00e7\u00e3o de soar reverencial. Ponto pra ela tamb\u00e9m em <em><strong>Passaredo<\/strong> <\/em>(Chico Buarque\/ Francis Hime), pelos mesmos motivos da anterior. Mas nem tudo em <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Partimpim Tl\u00eas<\/strong><\/span> \u00e9 releitura. <em><strong>Salada Russa<\/strong><\/em> \u00e9 uma parceria de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Adriana<\/strong> <\/span>com Paula Toller que se irmana com <em>Oito anos<\/em>, faixa composta pela abelha loura e gravada no primeiro Partimpim. <em><strong>Por que os peixes falam franc\u00eas<\/strong><\/em>, de Alberto Continentino e Domenico Lancellotti, se destaca pela sonoridade viajante, et\u00e9rea e pela presen\u00e7a do som de um desentupidor de pia no prato com \u00e1gua, tocado por Lancellotti. Pra encerrar o disco, <em><strong>Acalanto<\/strong> <\/em>foi composta por Dorival Caymmi para sua rec\u00e9m nascida filha Nana. Em <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Partimpim Tl\u00eas<\/strong><\/span> quem fica com o dueto \u00e9 a sobrinha da homenageada, <span style=\"color: #008000\"><strong>Alice Caymmi<\/strong><\/span> fazendo vocais. Ao final dos 36 minutos do disco, pra quem j\u00e1 conhece os outros dois discos da <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Partimpim<\/strong><\/span>, bate uma sensa\u00e7\u00e3o de dej\u00e1 vu, mas tamb\u00e9m bate uma vontade de ouvir de novo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando vi que o dia das crian\u00e7as j\u00e1 havia passado, relaxei e pensei &#8220;quando tiver tempo eu escrevo&#8221;. 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