{"id":9570,"date":"2012-12-12T11:00:25","date_gmt":"2012-12-12T14:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9570"},"modified":"2012-12-12T11:00:25","modified_gmt":"2012-12-12T14:00:25","slug":"nasi-volta-blindado-tranquilo-e-perigoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/12\/12\/nasi-volta-blindado-tranquilo-e-perigoso\/","title":{"rendered":"Nasi volta blindado, tranquilo e perigoso"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9571\" rel=\"attachment wp-att-9571\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9571 alignright\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/12\/0112va06011-550x825.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"629\" \/><\/a>2012 tem sido um ano bom para o cantor paulistano Marcos \u201c<span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong><\/span>\u201d Valad\u00e3o. H\u00e1 poucos meses, teve sua hist\u00f3ria contada na elogiada biografia <strong>A Ira de Nasi<\/strong> (Belas Letras), escrita pelos jornalistas Alexandre Petillo e Mauro Betting. Recentemente, tamb\u00e9m fez as pazes com o irm\u00e3o e empres\u00e1rio Airton J\u00fanior e, de quebra, tirou das costas o peso dos processos que carregava desde 2007. Mesmo que n\u00e3o tenha reatado com os antigos colegas do Ira!, pelo menos, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong><\/span> passou tamb\u00e9m a ser dono da marca que ajudou a criar.<\/p>\n<p>Para fechar, ele acaba de lan\u00e7ar o disco <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Perigoso<\/strong><\/span> pela Coqueiro Verde. Esse disco chega seis anos depois do \u00f3timo <strong>Onde os anos n\u00e3o ousam pisar<\/strong> e dois anos depois de <strong>Vivo na Cena<\/strong>, primeiro trabalho p\u00f3s-Ira!. Mais pr\u00f3ximo deste segundo do que do anterior, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Perigoso<\/strong> <\/span>\u00e9 um disco de rock aut\u00eantico, feito com baixo, bateria e guitarra. Em parte, isso se deve ao fato das grava\u00e7\u00f5es terem sido transmitidas ao vivo na internet, pelo projeto Trama Virtual. Por conta disso, o reality show musical tinha prazo m\u00e1ximo de um m\u00eas, o que exigia urg\u00eancia e poucas firulas.<\/p>\n<p>Essa pressa se reflete na vers\u00e3o nervosa de <em><strong>Dois animais na selva suja da rua<\/strong><\/em>, composi\u00e7\u00e3o de Taiguara gravada em <strong>Carlos, Erasmo<\/strong>, cl\u00e1ssico setentista do Tremend\u00e3o. \u201cFui surpreendido quando vi que era do Taiguara\u201d, confessa <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong><\/span> em entrevista por telefone. \u201cN\u00e3o o conhe\u00e7o muito, mas tinha a refer\u00eancia de ser um grande cantor e um cara de sonoridade diferente. Um cara da elite da MPB\u201d. Ao lado desta, outras quatro vers\u00f5es marcam presen\u00e7a em <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Perigoso<\/strong><\/span>. O funk soul <em><strong>Tudo bem<\/strong><\/em>, do Garotas Suecas, ganha velocidade, enquanto a jovenguardiana <em><strong>Como \u00e9 que eu vou poder viver t\u00e3o triste<\/strong><\/em> (Dem\u00e9trius) vira um blues encorpado. Tamb\u00e9m do i\u00ea i\u00ea i\u00ea, <em><strong>N\u00e3o h\u00e1 dinheiro que pague<\/strong><\/em> (Renato Barros) sublinha a f\u00faria da letra com um solo de teclado. Para fechar, <em><strong>As minas do Rei Salom\u00e3o<\/strong><\/em> \u00e9 uma parceria de Raul Seixas e Paulo Coelho gravada em <strong>Krig-Ha Bandolo<\/strong>, disco que, assim o de Erasmo, fica entre os preferidos de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9572\" rel=\"attachment wp-att-9572\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-9572\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2012\/12\/0112va06015.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"364\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/0112va06015.jpg 520w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/0112va06015-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/0112va06015-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/12\/0112va06015-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><\/a>Ao lado destas homenagens, outras cinco faixas revelam os bons ventos que sopram para <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong><\/span>. A faixa-t\u00edtulo \u00e9 um country blues escrito em parceria com Johnny Boy, que lembra o melhor estilo Johnny Cash (1932 \u2013 2003). \u201c\u00c9 um blues de reden\u00e7\u00e3o, t\u00edpico dele de se vangloriar sobre as vit\u00f3rias da vida\u201d, revela o cantor que declara na letra \u201cEu tenho orgulho de todas as minhas cicatrizes. Que gra\u00e7a tem a vida sem nenhuma crise\u201d. Rock quadrad\u00e3o, <em><strong>Ori<\/strong> <\/em>\u00e9 uma esp\u00e9cie de reza politicamente incorreta que se alinha com a \u00f3tima <em><strong>Amuleto<\/strong><\/em>. \u00c0 sua maneira, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong> <\/span>tamb\u00e9m fala de amor na mezzo balada <em><strong>N\u00e3o vejo mais nada de voc\u00ea<\/strong><\/em>, co-autoria de Carlos Careqa e Johnny Boy, e na sinistra <em><strong>Feiti\u00e7o na rua 23<\/strong><\/em>, parceria com Nivaldo Campopiano.<\/p>\n<p>Cheio de personalidade e vigor, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nasi<\/strong> <\/span>ri da fama de brig\u00e3o e ainda tira um sarro no t\u00edtulo de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Perigoso<\/strong><\/span>. \u201cFoi sem nenhum pudor. J\u00e1 que me colocaram esse r\u00f3tulo, vou me vender \u00e0 partir dele. Estranho seria se eu fizesse um t\u00edtulo como o do Padre Marcelo\u201d, explica ele que tem planos de relan\u00e7ar em breve seus outros discos solo (incluindo os quatro ao lado dos <span style=\"color: #008000\"><strong>Irm\u00e3os do Blues<\/strong><\/span>) num box. Tamb\u00e9m faz parte dos seus projetos uma autobiografia com a parte da hist\u00f3ria que ainda n\u00e3o pode ser contada. \u201cEssa primeira (<strong>A ira de Nasi<\/strong>) cumpre uma fun\u00e7\u00e3o de contar a minha hist\u00f3ria de vida e a hist\u00f3ria do Ira!. Mas tem muitas hist\u00f3rias que ainda n\u00e3o prescreveram, por isso n\u00e3o poderiam ser contadas. Somos uma banda de rock, t\u00ednhamos at\u00e9 obriga\u00e7\u00e3o de ter vivido aquilo\u201d, comenta repetindo que, nem de longe, queria ver sua hist\u00f3ria contada pela metade. \u201cEu n\u00e3o embarcaria num trabalho desses se fosse chapa branca. Tudo que eu n\u00e3o quero \u00e9 uma biografia Justin Bieber\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2012 tem sido um ano bom para o cantor paulistano Marcos \u201cNasi\u201d Valad\u00e3o. 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