{"id":9609,"date":"2013-01-03T12:53:06","date_gmt":"2013-01-03T15:53:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9609"},"modified":"2013-01-03T12:53:06","modified_gmt":"2013-01-03T15:53:06","slug":"herbert-vianna-numa-onda-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/01\/03\/herbert-vianna-numa-onda-diferente\/","title":{"rendered":"Herbert Vianna numa onda diferente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/herbert-vianna-numa-onda-diferente\/herbertviannavictoriacapa\/\" rel=\"attachment wp-att-9644\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9644\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/01\/herbertviannavictoriacapa.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/herbertviannavictoriacapa.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/herbertviannavictoriacapa-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/herbertviannavictoriacapa-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/herbertviannavictoriacapa-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O que tem em comum as baladas <em><strong>Se eu n\u00e3o te amasse tanto assim<\/strong><\/em>, <em><strong>Pra terminar<\/strong><\/em> e <em><strong>Nada por mim<\/strong><\/em>, sucessos, respectivamente, com Ivete Sangalo, Ana Carolina e Kid Abelha? A resposta \u00e9 simples: todas foram compostas por <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert Vianna<\/strong><\/span>. H\u00e1 30 anos assumindo firmemente a voz e a guitarra dos Paralamas do Sucesso, o paraibano de alma carioca emplaca hits e mais hits \u00e0 frente do trio e, de quebra, empresta seu talento para outros artistas. Esp\u00e9cie de porto seguro para vozes em busca de algo simples e eficiente, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong> <\/span>j\u00e1 foi gravado por contempor\u00e2neos oitentistas, divas da MPB e novas gera\u00e7\u00f5es. At\u00e9 o rei Roberto Carlos, que lhe negou a honra inicialmente, se rendeu tempos depois e p\u00f4s voz em uma de suas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em grande parte, essa onipresen\u00e7a de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert Vianna<\/strong><\/span> se explica pelo tipo de composi\u00e7\u00e3o que ele adota. Simples na linguagem, positivo nas mensagens, inteligente nas cr\u00edticas e plural nas melodias, essa \u00e9, em resumo, a f\u00f3rmula do seu sucesso. Al\u00e9m disso, seu talento para o toque da guitarra, quase sempre, acaba rendendo tamb\u00e9m uma participa\u00e7\u00e3o especial nos discos dos seus int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p>Aos 51 anos, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong> <\/span>resolveu reunir essa produ\u00e7\u00e3o paralela para compor seu quarto disco solo, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Victoria<\/strong><\/span>. Olhando em retrospecto, o m\u00fasico sempre aproveitou seus voos solo para fazer algo diferente do que faz ao lado dos amigos Bi e Barone. De 1992, <strong>\u00ca batumar\u00e9<\/strong> tem influ\u00eancia de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, \u00e9 \u00e1rido e se volta para algumas mazelas nordestinas. Cinco anos depois veio <strong>Santorini blues<\/strong>, delicado e meio ac\u00fastico, com composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e vers\u00f5es de Eric Clapton e Fito Paez. De 2000, <strong>O som do sim<\/strong> \u00e9 o solo mais pop, contando com um time valioso de vozes femininas e m\u00fasicos.<\/p>\n<p>Depois de 12 anos, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Victoria<\/strong> <\/span>chega com uma nova ideia. Para entend\u00ea-la, \u00e9 preciso lembrar que, nesse intervalo, a vida de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong> <\/span>sofreu mudan\u00e7as dr\u00e1sticas, quase todas envolvendo o acidente de 2001 que o deixou parapl\u00e9gico e vitimou sua esposa. Por isso, o disco foi batizado com o nome dela, Victoria Lucy Needham Vianna. Gravado ao longo de um ano, nos intervalos de turn\u00ea, o disco tem um tom leve, melanc\u00f3lico e, ora, triste. Ao lado do paralamico, apenas Chico Neves, produtor, amigo e m\u00fasico respons\u00e1vel por parte da sonoridade do trabalho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/herbert-vianna-numa-onda-diferente\/herbert-vianna-4-credito-mauricio-valladares-960x1280\/\" rel=\"attachment wp-att-9645\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-9645\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/01\/HERBERT-VIANNA-4-Cr\u00e9dito-Mauricio-Valladares-960x1280-550x733.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"558\" \/><\/a>Os sil\u00eancios que permeiam as 20 faixas de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Victoria<\/strong> <\/span>falam muito sobre o clima de intimidade que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong> <\/span>queria transmitir. D\u00e1 at\u00e9 para ouvir o arrastado dos dedos sobre as cordas do viol\u00e3o. Acrescentando uma percuss\u00e3o m\u00ednima, toques de minimoog (teclado muito usado nos anos 1970), s\u00edtar e xilofone, o disco parece mais um intervalo na hora do trabalho, do que um trabalho em si. E por isso ele \u00e9 relevante.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio foi formado por um punhado de grandes hits e muitas can\u00e7\u00f5es que ficaram perdidas em discos alheios. No primeiro time, est\u00e1 <em><strong>Se eu n\u00e3o te amasse tanto assim<\/strong><\/em>, a tal rejeitada por Roberto Carlos, que Ivete transformou em um dos pontos altos de sua carreira. Curiosamente, tempos depois, o Rei deu um passo atr\u00e1s e registrou a balada em dueto com a baiana. Foi pra ela tamb\u00e9m que foi oferecida <em><strong>A lua que eu te dei<\/strong><\/em>, aqui enxuta de todos os excessos t\u00edpicos da cantora. De 1992, <em><strong>S\u00f3 pra te mostrar<\/strong><\/em> tamb\u00e9m foi hit na voz de uma baiana, Daniela Mercury, e foi uma daquelas que veio na \u00e9poca com direito a dueto com o autor.<\/p>\n<p>Outra das antigas (e \u00fanica in\u00e9dita), <em><strong>Penso em voc\u00ea<\/strong><\/em> \u00e9 uma sequencia de rimas pueris que s\u00f3 se justificam pelo fato de ser a primeir\u00edssima composi\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong><\/span>, feita antes mesmo da funda\u00e7\u00e3o dos Paralamas. <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Victoria<\/strong><\/span> guarda outras curiosidades em suas faixas. <em><strong>Can\u00e7\u00e3o pra quando voc\u00ea voltar<\/strong><\/em> foi escrita em parceria com Leoni, quando o ex-Kid Abelha levou o amigo para conhecer o budismo, como uma forma de ajud\u00e1-lo a superar a perda de Lucy. A vers\u00e3o original, que encerrava com um mantra indiano, foi gravada num bel\u00edssimo dueto do paralama com Leoni no disco \u00c1udio-retrato (2003).<\/p>\n<p>E <em><strong>S\u00f3 sei amar assim<\/strong><\/em> foi a primeira m\u00fasica de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong> <\/span>gravada depois do acidente, ainda em 2001. A tarefa coube a Zizi Possi, no disco Bossa, e ainda contou com Jo\u00e3o Barone nas baquetas. J\u00e1 <em><strong>Nada por mim<\/strong><\/em> \u00e9 outra can\u00e7\u00e3o de amor, lan\u00e7ada em 1985 por Marina Lima, mas composta ao lado de Paula Toller, ent\u00e3o namorada de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Herbert<\/strong><\/span>. Doce, direta e sofrida, essa \u00e9 de uma \u00e9poca em que ele assumia ter mais facilidade para compor sobre as dores e as perdas. Hoje, ele n\u00e3o perdeu essa veia, mas prefere dar outras cores \u00e0 pr\u00f3pria tristeza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que tem em comum as baladas Se eu n\u00e3o te amasse tanto assim, Pra terminar e Nada por mim, sucessos, respectivamente, com Ivete Sangalo,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,283,312,343,1],"tags":[],"class_list":["post-9609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-nacional","category-paralamas-do-sucesso","category-rock-and-roll","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9609"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9609\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}