{"id":9615,"date":"2013-01-08T13:45:12","date_gmt":"2013-01-08T16:45:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9615"},"modified":"2013-01-08T13:45:12","modified_gmt":"2013-01-08T16:45:12","slug":"celebration-day-mostra-a-atualidade-da-obra-do-led-zeppelin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/01\/08\/celebration-day-mostra-a-atualidade-da-obra-do-led-zeppelin\/","title":{"rendered":"Celebration Day mostra a atualidade da obra do Led Zeppelin"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9655\" rel=\"attachment wp-att-9655\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-9655\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/01\/Press_Photo_2.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"408\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/Press_Photo_2.jpg 4992w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/Press_Photo_2-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/Press_Photo_2-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/Press_Photo_2-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/Press_Photo_2-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Houve um tempo em que o rock era levado a s\u00e9rio como um g\u00eanero que combinava energia, vanguardismo e vontade de chutar o balde. Era uma \u00e9poca em que nomes como Jimi Hendrix (1942 \u2013 1970), Janis Joplin (1943 \u2013 1970), Beatles e The Doors davam as cartas com uma fus\u00e3o de rock, blues e black music, al\u00e9m de adiantarem tend\u00eancias e exagerarem em muitas doses. Vivendo suas vidas com urg\u00eancia, como se j\u00e1 soubessem que morreriam cedo, eles todos, em muito pouco tempo, imortalizaram suas carreiras e passaram a ser objeto de adora\u00e7\u00e3o pelo mundo inteiro.<\/p>\n<p>Outra v\u00edtima dessa loucura setentista foi o baterista John Bonham, encontrado morto na manh\u00e3 de 25 de setembro de 1980. Asfixiado com o pr\u00f3prio v\u00f4mito, o acidente aconteceu depois dele consumir cerca de 40 doses de vodka. O apetite voraz do m\u00fasico selou definitivamente a hist\u00f3ria de um dos gigantes do rock de todos os tempos, a banda <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Led Zeppelin<\/strong><\/span>. O quarteto virtuoso, completado por Jimmy Page (guitarra), Robert Plant (voz) e John Paul Jones (baixo), viu que nunca poderia continuar de outra forma e, ali, partiu cada um para seu caminho.<\/p>\n<p>O abismo deixado na cena musical foi tamanho, que os f\u00e3s nunca deixaram de aguardar um reencontro dos sobreviventes. Foram 27 anos de espera, at\u00e9 que, em 10 de dezembro de 2007, os tr\u00eas deuses do rock voltaram a dividir um palco, o do O2 Arena em Londres, para tocar aquele repert\u00f3rio de cl\u00e1ssicos. Para quem duvida da adora\u00e7\u00e3o e do endeusamento dedicado ao <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Zeppelin<\/strong><\/span>, foram 20 milh\u00f5es de inscritos em busca dos parcos 18 mil ingressos postos \u00e0 venda.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?attachment_id=9656\" rel=\"attachment wp-att-9656\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-9656\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/01\/111963791SZ.jpg\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"432\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/111963791SZ.jpg 1000w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/111963791SZ-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/111963791SZ-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/111963791SZ-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/111963791SZ-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/111963791SZ-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/a>O reencontro da banda, agora lan\u00e7ado no pacote de CD e DVD<span style=\"color: #0000ff\"><strong> Celebration Day<\/strong><\/span>, foi para homenagear o empres\u00e1rio Ahmet Ertegun, dono da gravadora Atlantic Records, falecido um ano antes. Respons\u00e1vel por trabalhos do Velvet Underground, Rush e MC5, foi a Atlantic quem deu liberdade para que o <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Zeppelin<\/strong> <\/span>gravasse seu primeiro \u00e1lbum, em 1969, que trazia pepitas douradas como <em><strong>Good times bad times<\/strong><\/em>, <em><strong>Dazed and confused<\/strong><\/em> e <em><strong>Babe I\u2019m gonna leave you<\/strong><\/em>. Era o rastilho que precisava para dar in\u00edcio a uma hist\u00f3ria de cerca de 300 milh\u00f5es de discos vendidos.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es para n\u00fameros t\u00e3o grandiosos n\u00e3o se perderam ao longo dessas quase tr\u00eas d\u00e9cadas que os Zeppelins ficaram afastados. Com todos passando dos 60 anos, a f\u00faria, o peso e a energia que os tr\u00eas provocam juntos ainda \u00e9 capaz de arrancar l\u00e1grimas de muito marmanjo. Para preencher a aus\u00eancia John Bonhan, eles convocaram seu filho Jason Bonhan, que hoje integra o supergrupo Black Country Communion, ao lado de Glenn Hughes, Joe Bonamassa e Derek Sherinian. Defendendo o legado de seu pai com muita honra, Jason recebe constantes sinais de aprova\u00e7\u00e3o ao longo do show.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que a voz de Robert Plant n\u00e3o permite mais aqueles agudos de outrora. No entanto, mais do que pirotecnia, seu instrumento ainda \u00e9 o mais perfeito na hora de entoar hinos lis\u00e9rgicos como <em><strong>Stairway to heaven<\/strong><\/em> ou <em><strong>Whole lotta love<\/strong><\/em>. Ao seu lado, Jimmy Page, com cabelos mais brancos que os de Saruman, continua sendo um dos melhores guitarristas do mundo, com dedilhado certeiro e improvisa\u00e7\u00f5es vigorosas. Na cozinha, John Paul Jones segura o ritmo com a mesma classe de 40 anos atr\u00e1s e ainda assume o teclado em na \u201csteviewonderiana\u201d <em><strong>Trampled under foot<\/strong><\/em>. Encerrando as duas horas de apresenta\u00e7\u00e3o com a hedonista <em><strong>Rock and roll<\/strong><\/em>, os quatro senhores se despedem j\u00e1 deixando claro que n\u00e3o pensam em turn\u00ea juntos. O mais refrat\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o a um novo encontro do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Led Zeppelin<\/strong><\/span>, Robert Plant sequer encomprida conversa quando lhe questionam sobre o assunto. Em grande parte, isso se deve ao fato dele preferir seguir em frente com seu elogiado trabalho solo. Mas, claro, nada impede deles voltarem de vez em quando para mostrar quem \u00e9 que manda no rock.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que o rock era levado a s\u00e9rio como um g\u00eanero que combinava energia, vanguardismo e vontade de chutar o balde. 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