{"id":9681,"date":"2013-02-25T10:54:26","date_gmt":"2013-02-25T13:54:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9681"},"modified":"2013-02-25T10:54:26","modified_gmt":"2013-02-25T13:54:26","slug":"amigos-discos-e-nada-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/02\/25\/amigos-discos-e-nada-mais\/","title":{"rendered":"Amigos, discos e nada mais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-9776\" alt=\"photo by Da Pa Virada | Dani Gurgel\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel.jpg\" width=\"648\" height=\"437\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel.jpg 2582w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel-300x202.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel-768x517.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel-740x498.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/Todos-Dani-Gurgel-120x81.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 648px) 100vw, 648px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Maior que o talento de Elis Regina, somente a saudade que ela deixou entre os f\u00e3s famosos e an\u00f4nimos. Desde que foi encontrada morta no dia 19 de janeiro de 1982, vitimada por uma ainda inexplic\u00e1vel overdose de \u00e1lcool e coca\u00edna, o mito da maior cantora do Brasil passou a crescer cada vez mais e tornou-se algo pr\u00f3ximo de uma verdade absoluta. Por esse motivo, no ano passado, quando se lembrou os 30 anos da sua partida, as homenagens mais variadas partiram de todos os cantos do Pa\u00eds. Foi de um singelo tributo no Teatro Antonieta Noronha, protagonizado pela carioca de alma cearense Lorena Nunes, at\u00e9 um megaprojeto coroado com uma turn\u00ea da filha Maria Rita se debru\u00e7ando exclusivamente sobre o repert\u00f3rio da m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">J\u00e1 pr\u00f3ximo do fim do ano, outro filho da artista entrou nesse hall de homenagens. Filho de Elis com o pianista C\u00e9sar Camargo Mariano,<span style=\"color: #0000ff\"> <strong>Pedro Mariano<\/strong><\/span> realizou um tributo onde convidou somente amigos cantores para dar uma vis\u00e3o masculina sobre a obra da m\u00e3e. Lan\u00e7ado pelo selo do pr\u00f3prio cantor, o Nau, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Elis por Eles<\/strong><\/span> estava sendo planejado desde 2009, mas teve que esperar pequenezes como libera\u00e7\u00e3o de verbas e a agenda dos convidados. Gravado na disputada noite de 2 de agosto de 2012, no Teatro Positivo, em Curitiba, o show teve a presen\u00e7a de 14 nomes de v\u00e1rios nichos da m\u00fasica brasileira, cada dando sua medida de emo\u00e7\u00e3o a um dos repert\u00f3rios mais preciosos que se tem conhecimento.<\/p>\n<p>Misturando alguns hits obrigat\u00f3rios com can\u00e7\u00f5es menos conhecidas,<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Elis por Eles<\/strong><\/span> abre caminho, principalmente, para uma nova gera\u00e7\u00e3o de artistas, que ainda era crian\u00e7a quando foi anunciada a morte de Elis Regina. A exce\u00e7\u00e3o fica para dois nomes, <span style=\"color: #993300\"><strong>Jair Rodrigues<\/strong><\/span> e <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cauby Peixoto<\/strong><\/span>, ambos amigos pr\u00f3ximos da cantora. Ao primeiro, velho parceiro do Fino da Bossa, a quem ela chamava carinhosamente de Cachorr\u00e3o, coube a interpreta\u00e7\u00e3o de dois cl\u00e1ssicos absolutos. Cheio de for\u00e7a e personalidade, o cantor de 73 anos defende <em><strong>Upa neguinho<\/strong><\/em> (Gianfrancesco Guarnieri\/ Edu Lobo) e <em><strong>Arrast\u00e3o<\/strong><\/em> (Edu Lobo\/ Vinicius de Moraes). Sem ter podido comparecer ao vivo, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cauby<\/strong><\/span> se faz presente atrav\u00e9s do tel\u00e3o, colocando melancolia em <em><strong>Dois pra l\u00e1, dois pra c\u00e1<\/strong><\/em> (Aldir Blanc\/ Jo\u00e3o Bosco). A faixa, j\u00e1 gravada pelo niteroiense no projeto <strong>Songbook Jo\u00e3o Bosco<\/strong>, acaba comprometida pelo distanciamento de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cauby<\/strong><\/span>, mas n\u00e3o poderia faltar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/imagemCAFGEB7E.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-9777\" alt=\"imagemCAFGEB7E\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/imagemCAFGEB7E.jpg\" width=\"300\" height=\"426\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/imagemCAFGEB7E.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/imagemCAFGEB7E-300x426.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/02\/imagemCAFGEB7E-120x170.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As demais can\u00e7\u00f5es, todas escolhidas pelos convidados juntos com <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Pedro Mariano<\/strong><\/span>, flutuam entre uma vontade meio pregui\u00e7osa de encontrar um novo vi\u00e9s e o cover tradicional. <span style=\"color: #333399\"><strong>Jorge Vercillo<\/strong><\/span> e <strong><span style=\"color: #666699\">Diogo Nogueira<\/span><\/strong> s\u00e3o protocolares, respectivamente, em <em><strong>Mestre-sala dos mares<\/strong><\/em> (Aldir Blanc\/ Jo\u00e3o Bosco) e <em><strong>Amor at\u00e9 o fim<\/strong><\/em> (Gilberto Gil), mas n\u00e3o comprometem. Pouco \u00e0 vontade, <span style=\"color: #800080\"><strong>Jair Oliveira<\/strong><\/span> chama mais aten\u00e7\u00e3o pelo cachecol vermelho, do que pela interpreta\u00e7\u00e3o de <em><strong>Madalena<\/strong> <\/em>(Ivan Lins\/ Ronaldo Monteiro de Souza). Elegante e confirmando ser uma das nossas mais belas vozes masculinas, <span style=\"color: #993366\"><strong>Em\u00edlio Santiago<\/strong><\/span> aposta no \u00f3bvio e vai de <em><strong>S\u00f3 tinha de ser com voc\u00ea<\/strong><\/em>\u201d (Tom Jobim\/ Aloysio de Oliveira).<\/p>\n<p>Mas <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Elis por Eles<\/strong><\/span> tamb\u00e9m guarda algumas boas surpresas. Tangenciando com leveza o reggae, <span style=\"color: #808000\"><strong>Paulinho Moska<\/strong><\/span> exibe sua boa voz em <em><strong>Nada ser\u00e1 como antes<\/strong><\/em> (Milton Nascimento \/ Ronaldo Bastos). O mais jovem do time, <span style=\"color: #003366\"><strong>Filipe Catto<\/strong><\/span> dosa na medida a dramaticidade de\u00a0<em><strong>Tatuagem<\/strong><\/em> (Ruy Guerra\/ Chico Buarque), assim como <span style=\"color: #008080\"><strong>Lenine<\/strong> <\/span>que assume corajosamente <em><strong>Atr\u00e1s da porta<\/strong><\/em> (Chico Buarque\/ Francis Hime), a \u00fanica can\u00e7\u00e3o realmente feminina do projeto. No fim das contas, os \u00fanicos escorreg\u00f5es ficam para o arranjo vocal pueril do <span style=\"color: #00ff00\"><strong>Roupa Nova<\/strong><\/span>, em <em><strong>Casa no campo<\/strong><\/em> (Tavito\/ Z\u00e9 Rodrix), e para os trinados sempre exagerados de <span style=\"color: #33cccc\"><strong>Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3<\/strong><\/span> em <em><strong>Como nossos pais<\/strong><\/em> (Belchior).<\/p>\n<p>O encerramento de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Elis por Eles<\/strong><\/span> fica com <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Pedro Mariano<\/strong><\/span>, emocionado ao cantar <em><strong>O b\u00eabado e a equilibrista<\/strong><\/em> (Aldir Blanc\/ Jo\u00e3o Bosco). Em seguida, todos se encontram no palco para fazer uma roda em <em><strong>Redescobrir<\/strong> <\/em>(Gonzaguinha). Entrecortado ainda por depoimentos de amigos de Elis, como Guilherme Arantes, Tom Jobim e Milton Nascimento, o projeto cumpre uma fun\u00e7\u00e3o importante de manter viva a hist\u00f3ria de uma artista fundamental para a cultura brasileira. Pontuado pela sinceridade dos convidados, todos f\u00e3s confessos da Pimentinha, o que se sobressai s\u00e3o can\u00e7\u00f5es marcantes e uma saudade que parece n\u00e3o acabar nunca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior que o talento de Elis Regina, somente a saudade que ela deixou entre os f\u00e3s famosos e an\u00f4nimos. 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