{"id":9683,"date":"2013-01-28T11:41:16","date_gmt":"2013-01-28T14:41:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9683"},"modified":"2013-01-28T11:41:16","modified_gmt":"2013-01-28T14:41:16","slug":"cidade-negra-sela-a-volta-de-garrido-com-o-disco-hei-afro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/01\/28\/cidade-negra-sela-a-volta-de-garrido-com-o-disco-hei-afro\/","title":{"rendered":"Cidade Negra marca a volta de Garrido com o disco Hei, Afro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/cidade-negra-sela-a-volta-de-garrido-com-o-disco-hei-afro\/cidade-negra-hei-afro\/\" rel=\"attachment wp-att-9704\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9704\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/01\/cidade-negra-hei-afro.jpg\" alt=\"\" width=\"511\" height=\"500\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/cidade-negra-hei-afro.jpg 511w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/cidade-negra-hei-afro-300x294.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/cidade-negra-hei-afro-120x117.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px\" \/><\/a>A hist\u00f3ria do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Cidade Negra<\/strong><\/span> chega aos 27 anos atravessando mudan\u00e7as, reformula\u00e7\u00f5es, altos e baixos. Filhos da baixada fluminense, eles estrearam com o vocalista Ras Bernardo e gravaram dois discos marcados pelo discurso pol\u00edtico e pela sonoridade mais voltada para as ra\u00edzes do reggae. Em 1994, eles conseguem a consagra\u00e7\u00e3o popular com o \u00f3timo disco <strong>Sobre todas as for\u00e7as<\/strong>, que registrou sucessos como <em>Querem meu sangue<\/em>, <em>Onde voc\u00ea mora?<\/em> e <em>A sombra da maldade<\/em>. Em grande parte, a explica\u00e7\u00e3o para o bom resultado desse disco \u00e9 a entrada do \u00f3timo vocalista <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Toni Garrido<\/strong><\/span>, dono de um empatia autom\u00e1tica com o p\u00fablico. Rumando para um som mais pop, eles seguiram bem at\u00e9 se perderem no turbilh\u00e3o do sucesso. Com a sa\u00edda de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Toni<\/strong><\/span>, que at\u00e9 lan\u00e7ou um disco solo sem grandes repercuss\u00f5es, o <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Cidade Negra<\/strong> <\/span>agregou um novo vocalista, Alexandre Massau e gravaram o disco<strong> Que assim seja<\/strong> (2010), praticamente ignorado pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Eis que em 2012, um novo cap\u00edtulo da hist\u00f3ria do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Cidade Negra<\/strong><\/span> come\u00e7a a ser escrito com o an\u00fancio do retorno de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Toni Garrido<\/strong><\/span>. Recebido com entusiasmo, ele chegou junto com uma turn\u00ea nacional que antecedeu o disco <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Hei, Afro!<\/strong><\/span> (Som Livre), uma compila\u00e7\u00e3o de 13 faixas in\u00e9ditas que colocam o trio &#8211; agora sem o limitado guitarrista Da Gama &#8211; de volta \u00e0 rota que o fez ampliar o p\u00fablico na d\u00e9cada de 1990. Ao mesmo tempo que o disco deixa claro que eles n\u00e3o perderam aquela veia de 20 anos atr\u00e1s, tamb\u00e9m demonstra que pouca coisa mudou depois de tantas idas e vindas. <em><strong>Eu fui, voltei<\/strong><\/em> usa trechos de <em>Downtown<\/em> &#8211; &#8220;Eu fui, eu fui, eu fui&#8221; &#8211; para anunciar &#8220;voltei&#8221; e j\u00e1 antecipa poss\u00edveis cr\u00edticas dizendo &#8220;v\u00ea l\u00e1 se n\u00e3o joga pedra no telhado dos outros&#8221;. Na mesma linha, <em><strong>S\u00f3 pra detonar<\/strong><\/em> parte pra briga afirmando &#8220;se voc\u00ea j\u00e1 tem opini\u00e3o, se for do mal, n\u00e3o t\u00e1 bem, n\u00e3o vem s\u00f3 pra detonar&#8221;. A n\u00e3o ser por essa preocupa\u00e7\u00e3o com a cr\u00edtica, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Hei, Afro<\/strong><\/span> n\u00e3o tem motivos para ser &#8220;detonado&#8221;. \u00c9 um disco bem feito, com boa sonoridade e boas can\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 <em><strong>Paiol de p\u00f3lvora<\/strong><\/em>, sem trocadilhos, com um refr\u00e3o explosivo. O mesmo pode ser dito de <em><strong>Hei, Afro<\/strong><\/em>, cuja levada acelerada promete um bom momento do show. Da linha paz e amor, <em><strong>Ningu\u00e9m pode duvidar de Jah<\/strong><\/em> \u00e9 uma vers\u00e3o com letra em portugu\u00eas para <em>When love comes knockin&#8217;<\/em>, de Neil Sedaka e Carole Bayer Sager. J\u00e1 a cl\u00e1ssica <em><strong>Somewhere over the rainbow<\/strong><\/em> mant\u00e9m a letra original, mas ganha um bom andamento reggae bem bacana. Mais pr\u00f3xima da \u00e9poca Ras Bernardo, <em><strong>Diamante<\/strong><\/em> tem levada dolente e praieira, assim como <em><strong>Contato<\/strong><\/em>, parceria com Alexandre Carlo, do Natiruts. Nova moda baiana, Magary Lord (e os parceiros F\u00e1bio Alc\u00e2ntara e Leonardo Reis) cede o reggae meio lis\u00e9rgico <em><strong>Don&#8217;t wait<\/strong><\/em>. Fugindo um pouco dos clich\u00eas do reggae, <em><strong>Menino Rei<\/strong><\/em> \u00e9 irm\u00e3 g\u00eamea de <em>A cor do sol<\/em> (do disco <strong>Quanto mais curtido melhor<\/strong>), enquanto <em><strong>Mole de amor<\/strong><\/em> traz uma fus\u00e3o instigante de flautas, percuss\u00e3o e guitarras chorosas. Buscando um caminho pr\u00f3prio no meio do t\u00e3o combalido samba reggae, essa faixa aponta para um caminho interessante de sonoridade. <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Hei, Afro<\/strong> <\/span> ainda abre espa\u00e7o para outros estilos com a discoteque <em><strong>Ignorius man<\/strong><\/em> e o rock <em><strong>Naturaleza<\/strong><\/em>. Para aumentar o tom de pessoalidade de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Hei! Afro<\/strong><\/span>, apenas quatro faixas n\u00e3o s\u00e3o asinadas por Toni, Laz\u00e3o e Bino Farias. Pelo mesmo motivo, coube a eles a produ\u00e7\u00e3o de 11 faixas (outras duas foram entregues a Liminha). Apesar da capa bem feia, o resultado musical soa l\u00f3gico e coerente, mas, depois de tanto tempo longe do p\u00fablico, o verdadeiro <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Cidade Negra<\/strong><\/span> precisava de mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria do Cidade Negra chega aos 27 anos atravessando mudan\u00e7as, reformula\u00e7\u00f5es, altos e baixos. 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