{"id":9684,"date":"2013-02-28T11:30:00","date_gmt":"2013-02-28T14:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9684"},"modified":"2013-02-28T11:30:00","modified_gmt":"2013-02-28T14:30:00","slug":"veteranos-do-blues-dr-john-e-robert-cray-apresentam-folego-em-novos-discos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/02\/28\/veteranos-do-blues-dr-john-e-robert-cray-apresentam-folego-em-novos-discos\/","title":{"rendered":"Veteranos do blues, Dr. John e Robert Cray apresentam f\u00f4lego em novos discos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/cover.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-9782\" alt=\"Print\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/cover-550x550.jpg\" width=\"367\" height=\"367\" \/><\/a>Os 72 anos parecem ter feito muito bem ao veterano\u00a0 <span style=\"color: #800000\"><strong>Dr. John<\/strong><\/span>. Com mais de 50 anos de carreira, cinco Grammys na estante e rec\u00e9m entrado para o Hall da Fama do Rock, este americano de New Orleans demonstra que n\u00e3o perdeu a veia venenosa no seu novo disco, <span style=\"color: #000080\"><strong>Locked down<\/strong><\/span> (Warner). O hiato de quatro anos sem discos foi quebrado quando\u00a0Dan Auerbach, m\u00fasico da banda &#8220;novidade do rock&#8221; Black Keys, foi bater \u00e0 porta daquele senhor de barbas brancas lhe propondo a grava\u00e7\u00e3o que h\u00e1 anos ele n\u00e3o fazia.\u00a0 Foi preciso a neta de <span style=\"color: #800000\"><strong>John<\/strong> <\/span>explicar quem era o rapaz para que o av\u00f4 o recebesse com um m\u00ednimo e respeito. O encontro deu certo e <span style=\"color: #000080\"><strong>Locked Down<\/strong><\/span> \u00e9 um trabalho de jazz, funk, soul e blues que deve ser ouvido por qualquer um que se diga f\u00e3 de boa m\u00fasica. Cheio de grooves poderosos e sonoridade vintage, o disco exp\u00f5e as rugas adquiridas pelo tempo de um artista que, embora n\u00e3o seja t\u00e3o conhecido no Brasil, \u00e9 muito respeitado nos nichos bluseiros. Essas rugas est\u00e3o expressas em can\u00e7\u00f5es que falam sobre os novos tempo, fam\u00edlia Deus e Sat\u00e3. <em><strong>My Children, my angels<\/strong><\/em>, por exemplo, faz uma ponte entre o presente e os tempos de folk-rock tipo Bread e Allman Brothers. J\u00e1 <em><strong>Revolution<\/strong> <\/em>\u00e9 uma pedrada suingada que faz sentir saudade de Amy Winehouse, a filha que <span style=\"color: #800000\"><strong>Dr. John<\/strong><\/span> n\u00e3o teve. Sem pontos altos ou baixos, <span style=\"color: #000080\"><strong>Locked Down<\/strong><\/span> \u00e9 um disco linear, inspirado e obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/1rc1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-9783\" alt=\"1rc1\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/02\/1rc1-550x545.jpg\" width=\"367\" height=\"363\" \/><\/a>Embora conte menos idade, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Robert Cray<\/strong><\/span> tamb\u00e9m tem experi\u00eancia no assunto blues. Com 59 anos de vida, metade deles dedicados \u00e0 m\u00fasica, este americano da Georgia tem parcerias com gente do nipe de Eric Clapton e Albert Collins, e traz no curr\u00edculo 16 discos. O mais recente \u00e9 <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Nothin but love<\/strong><\/span> (Som Livre), um trabalho focado em boas melodias constru\u00eddas sobre sua guitarra virtuosa. Refor\u00e7ado por um trio de baixo (Richard Cousins), bateria (Tony Braunagel) e piano (Jim Pugh), o disco produzido por Kevin Shirley usa a favor de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Robert<\/strong> <\/span>todos os bons clich\u00eas do blues, principalmente as can\u00e7\u00f5es cheias de sentimento interpretadas com vigor. As 10 faixas escritas foram pelos membros da banda (e eventuais parceiros), com exce\u00e7\u00e3o de <em><strong>Blues get off my shoulder<\/strong><\/em>, balada lan\u00e7ada por Bobby Parker em 1958. Feito para pegar o ouvinte logo na primeira audi\u00e7\u00e3o, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Nothin but love<\/strong><\/span> tem alguns momentos merecem destaque, como <em><strong>Side dish<\/strong><\/em>, um rock acelerado que animaria qualquer pista dos anos 50 at\u00e9 2013.\u00a0 Pisando de leve no soul, <em><strong>A memo<\/strong><\/em> caminha sobre um riff simples e bonito de org\u00e3o. Com sonoridade at\u00edpica, <em><strong>Sadder days<\/strong><\/em> encerra o disco com a melancolia de um amor acabado. Bela e chorosa, a can\u00e7\u00e3o traz embutida a esperan\u00e7a de que tudo pode melhorar. Com esses dois discos, podem mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os 72 anos parecem ter feito muito bem ao veterano\u00a0 Dr. John. 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