{"id":9789,"date":"2013-03-01T17:55:59","date_gmt":"2013-03-01T20:55:59","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9789"},"modified":"2018-02-22T22:36:57","modified_gmt":"2018-02-23T01:36:57","slug":"musica-em-cores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/03\/01\/musica-em-cores\/","title":{"rendered":"M\u00daSICA EM CORES: Lar das Maravilhas (1975)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18095\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/maquinas.jpg 953w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Tr\u00eas assuntos caminhavam praticamente juntos entre as bandas de rock do anos 1970: psicodelia, ousadia e LSD. Foi assim num mundo que ainda estava absorvendo os sons que ecoaram do Woodstock em diante. Inspirados em Santana, Motown, Yes e Emerson, Lake &amp; Palmer, a juventude se defendia de uma s\u00e9rie de revolu\u00e7\u00f5es que pipocavam pelo planeta, sempre usando guitarras, sintetizadores e poesia. Foi assim, tamb\u00e9m, com a banda <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Casa das M\u00e1quinas<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>A banda foi formada em 1973 a partir da reuni\u00e3o de m\u00fasicos j\u00e1 tarimbados em outras bandas. Aroldo (vocal e guitarra) e Netinho (bateria e percuss\u00e3o) faziam parte dos Incr\u00edveis, enquanto Pique (piano, \u00f3rg\u00e3o, saxofone e flauta) tocava com Roberto Carlos. A eles, somaram-se Carlos Geraldo (vocal e baixo) e Pisca (vocal e guitarras). Com essa forma\u00e7\u00e3o, eles lan\u00e7aram um elogiado disco em 1974, todo permeado de guitarras distorcidas e vocais harmonizados. Com uma pegada mais roqueira, o primeiro trabalho dos paulistanos j\u00e1 abre com uma levada de bateria cortada por um riff de guitarra. Os vocais afinados de <em><strong>A Natureza<\/strong><\/em>, marca do quinteto, falam sobre uma transa divina que deu origem ao homem. A faixa seguinte, <em><strong>Tudo Por Que eu Te Amo<\/strong><\/em>, um blues recitado onde um filho pede desculpas ao pai por ter se tornado roqueiro.<\/p>\n<p>Essas e outras faixas, como o black cafona <em><strong>Mundo de Paz<\/strong><\/em>, que cheira a motel barato, comp\u00f5em um disco que serviu como carta de inten\u00e7\u00f5es e ensaio para o que viria a ser considerado o verdadeiro cl\u00e1ssico. No ano seguinte, uma nova forma\u00e7\u00e3o entra em est\u00fadio para gravar o igualmente bem recebido <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Lar das Maravilhas<\/strong><\/span>. Com a sa\u00edda de Pique, entram o tecladista M\u00e1rio Testoni e do segundo baterista Marinho Tomaz. Assim como as quatro baquetas, a forte presen\u00e7a dos teclados foi uma novidade deste disco, mais voltado para o rock progressivo. Temas como <em><strong>Astraliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> e\u00a0<em><strong>Liberdade espacial<\/strong><\/em> d\u00e3o o tom de uma \u00e9poca onde a paz e o amor eram o tema da hora.<\/p>\n<p>A abertura \u00e9 com\u00a0<em><strong>Vou morar no ar<\/strong><\/em>, um quase hit marcado por grooves pesados e efeitos viajand\u00f5es. Os vocais afinados se conectam aos toques de teclado. A natureza, o espa\u00e7o sideral e o homem se confrontam em letras assumidamente psicod\u00e9licas. &#8220;Eu vou dormir\/\u00a0Para sonhar\/ Poder sair e me elevar\/\u00a0Vou viajar\/\u00a0Num beija-flor entre canais espaciais&#8221;, \u00e9 o que avisa a faixa-t\u00edtulo, um hai kaicantado em marcha lenta. E o que dizer de O Sol, com o astro rei falando em primeira pessoa sobe suas ang\u00fastias. Na contram\u00e3o, Epidemia de Rock \u00e9 uma pedrada stoniana acelerada e sem meias palavras.<\/p>\n<p>Mais um disco seria lan\u00e7ado pelo <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Casa das M\u00e1quinas<\/strong><\/span> em 1976 (<strong>Casa de rock<\/strong>), agora com uma terceira forma\u00e7\u00e3o. Mas, dois anos depois, eles n\u00e3o resistiram aos novos tempos e encerram a carreira. Um retorno, mais discreto, se deu em 2003, com a participa\u00e7\u00e3o no festival Psicod\u00e1lia. Mesmo sem a magia dos anos 1970, um novo <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Casa das M\u00e1quinas<\/strong>\u00a0<\/span>mant\u00e9m vivo um repert\u00f3rio ainda cultuado por f\u00e3s saudosistas. Da forma\u00e7\u00e3o setentista, se mantiveram na banda o baterista Marinho e o tecladista Mario Testoni. Aos tr\u00eas discos originais se somam registros caseiros de ensaios e shows recentes. A cada registro uma nova forma\u00e7\u00e3o, mas preservando as mesmas inten\u00e7\u00f5es de falar do homem, da natureza e do espa\u00e7o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Casa das M\u00e1quinas # Vou Morar No Ar (Original.1978)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SLLcF6x4gb4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Faixas de Lar das Maravilhas <\/strong>(1978)<strong>:<\/strong><br \/>\n1. <strong>Vou Morar no Ar<\/strong> (Aroldo\/ Carlos Geraldo\/ Netinho) 3:36<br \/>\n2. <strong>Lar de Maravilhas<\/strong> (Aroldo\/ Carlos Geraldo\/ Netinho\/ Pisca) 6:15<br \/>\n3. <strong>Liberdade Espacial<\/strong> (Carlos Geraldo\/ Catalau\/ Netinho) 2:20<br \/>\n4. <strong>Astraliza\u00e7\u00e3o<\/strong> (Netinho\/ Pisca) 5:30<br \/>\n5. <strong>Cilindro C\u00f4nico<\/strong> (Carlos Geraldo\/ Netinho) 5:09<br \/>\n6. <strong>Vale Verde<\/strong> (Netinho\/ Pisca) 6:55<br \/>\n7. <strong>Raios de Lua<\/strong> (Catalau\/ Netinho\/ Pisca) 3:00<br \/>\n8.<strong> Epidemia de Rock<\/strong> (Aroldo\/ Catalau\/ Netinho) 3:00<br \/>\n9. <strong>O Sol<\/strong> (Aroldo\/ Carlos Geraldo\/ Netinho)<br \/>\n10. <strong>Reflexo Ativo<\/strong> (Pisca) 7:56<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt; Vou Morar no Ar <\/strong>(Aroldo\/ Carlos Geraldo\/ Netinho)<strong> por Carlus Campos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/casaDASmaquinas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9791\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/casaDASmaquinas.jpg\" alt=\"casaDASmaquinas\" width=\"612\" height=\"933\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/casaDASmaquinas.jpg 1417w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/casaDASmaquinas-300x457.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/casaDASmaquinas-768x1171.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/casaDASmaquinas-740x1128.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/casaDASmaquinas-120x183.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":74,"featured_media":18095,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,71,90,278,283],"tags":[],"class_list":["post-9789","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-casa-das-maquinas","category-criticas","category-musica-em-cores","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9789"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9789\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18093,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9789\/revisions\/18093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}