{"id":9797,"date":"2013-03-05T17:10:09","date_gmt":"2013-03-05T20:10:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9797"},"modified":"2013-03-05T17:10:09","modified_gmt":"2013-03-05T20:10:09","slug":"depois-de-31-anos-tiago-araripe-lanca-o-sucessor-de-cabelos-de-sansao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/03\/05\/depois-de-31-anos-tiago-araripe-lanca-o-sucessor-de-cabelos-de-sansao\/","title":{"rendered":"Depois de 31 anos, Tiago Araripe lan\u00e7a o sucessor de Cabelos de Sans\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_9798\" style=\"width: 617px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9798\" class=\" wp-image-9798       \" alt=\"Foto: Marcelo Barreto\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto.jpg\" width=\"607\" height=\"404\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto.jpg 3543w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/03\/tiago-araripe_foto-marcelo-barreto-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9798\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marcelo Barreto<\/p><\/div>\n<p>Zeca Baleiro era um estudante no fim dos anos 1980 quando se deparou com um disco que lhe pareceu incomum. Em meio a dezenas de t\u00edtulos, <strong>Cabelos de Sans\u00e3o<\/strong> lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o pela imagem de um sujeito magrelo, de cabelos longos, sentado nu sobre um le\u00e3o. A curiosidade do maranhense foi maior ainda por saber qual a liga\u00e7\u00e3o daquela imagem com a Via-L\u00e1ctea e o sorriso do rapaz que assinava como <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago Araripe<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Sabendo que se tratava de um cearense do Crato, em meados da d\u00e9cada de 1990, Baleiro quis conhece-lo. Pediu, ent\u00e3o, sua produ\u00e7\u00e3o localizasse o respons\u00e1vel pelas can\u00e7\u00f5es que tanto o haviam impressionado, como <em><strong>Cine cassino<\/strong><\/em>, <em><strong>Fios da light<\/strong><\/em> e <em>Redemoinho<\/em>. O encontro aconteceu e, em seguida, uma amizade e algumas parcerias. Esse \u00e9 o come\u00e7o da hist\u00f3ria do rec\u00e9m-lan\u00e7ado <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Bai\u00e3o de N\u00f3s<\/strong><\/span>, disco de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago<\/strong> <\/span>que sucede, 31 anos depois, o primog\u00eanito <strong>Cabelos de Sans\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/Capa-OK-1024-1024.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-9799 alignright\" alt=\"Capa-OK-1024-1024\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/Capa-OK-1024-1024-300x263.jpg\" width=\"300\" height=\"263\" \/><\/a>Voltando algumas d\u00e9cadas nessa hist\u00f3ria, era final da d\u00e9cada de 1960, quando <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago Araripe<\/strong><\/span> resolveu sair do Crato em busca de horizontes maiores. Seu destino foi Recife, onde come\u00e7ou a estudar Arquitetura. N\u00e3o tardou para que ele conhecesse a cena musical pernambucana e fundasse a banda Nuvem 33. Bastou o primeiro show para que ele largasse de vez a faculdade. \u201cEra uma banda com um clima de experimenta\u00e7\u00e3o muito grande. N\u00f3s busc\u00e1vamos algo novo, uma nova linguagem e faz\u00edamos muitas performances\u201d, lembra o artista por telefone.<\/p>\n<p>Depois, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago<\/strong> <\/span>partiria para S\u00e3o Paulo, em busca de conhecer uma escola de m\u00fasica cuidada por Tom Z\u00e9. Embora a escola j\u00e1 tivesse fechada quando ele chegou, o baiano gostou da conversa do cearense e topou fazer alguns trabalhos juntos. Depois ele formaria a banda Papa Polui\u00e7\u00e3o, um sexteto de nordestinos que, embora tenha acabado, ainda hoje mant\u00e9m uma carteira fiel de admiradores. Como eles realizavam muitas apresenta\u00e7\u00f5es no teatro Lira Paulistana, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago<\/strong> <\/span>acabou conhecendo a gera\u00e7\u00e3o conhecida como Vanguarda Paulistana, que tinha como principais representantes Arrigo Barnab\u00e9 e Itamar Assump\u00e7\u00e3o (1949 \u2013 2003).<\/p>\n<p>E foi justamente Itamar quem sugeriu que o segundo disco do selo Lira Paulistana fosse o de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago Araripe<\/strong><\/span>. Foram mais de 300 horas de est\u00fadio ao longo de um ano de grava\u00e7\u00e3o at\u00e9 que <strong>Cabelos de Sans\u00e3o<\/strong> ficasse pronto. Fazendo fus\u00f5es de rock e m\u00fasica nordestina, com direito a uma vers\u00e3o de Jimi Hendrix (<em>Little wing<\/em> que virou <em><strong>Asa linda<\/strong><\/em>) feita por Augusto de Campos e uma participa\u00e7\u00e3o sampleada dos Beatles (em <em>Cine cassino<\/em>), o disco usou o trabalho de 33 m\u00fasicos, todos pagos somente com amizade. \u201cUma coisa boa do Lira era permitir essas colabora\u00e7\u00f5es. Era um disco arrojado pra \u00e9poca. Dificilmente algu\u00e9m bancaria um neg\u00f3cio desses\u201d, comenta o m\u00fasico que teve seu disco relan\u00e7ado em 2008 pelo selo Sarav\u00e1 Discos, de Zeca Baleiro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/Tiago-Araripe-e-Zeca-Baleiro_28-Cr\u00e9dito-Augusto-Pessoa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-9800\" alt=\"Tiago Araripe e Zeca Baleiro_28 Cr\u00e9dito Augusto Pessoa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/03\/Tiago-Araripe-e-Zeca-Baleiro_28-Cr\u00e9dito-Augusto-Pessoa-550x825.jpg\" width=\"302\" height=\"453\" \/><\/a>Diante das dificuldades para levar a carreira pra frente, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago Araripe<\/strong><\/span> foi se afastando da m\u00fasica aos poucos. Atualmente morando em Recife, onde trabalha com publicidade, o convite para uma nova grava\u00e7\u00e3o s\u00f3 veio h\u00e1 dois anos, pela Candeeiro Records. Ele ent\u00e3o convidou Zeca Baleiro para co-produzir o disco. Convite aceito, o maranhense ainda trouxe os m\u00fasicos Tuco Marcondes e Fernando Nunes para botarem mais tempero nesse <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Bai\u00e3o de N\u00f3s<\/strong><\/span>. Apesar do t\u00edtulo, as 12 faixas passeiam pelo reggae, rock, blues e outras sonoridades.<\/p>\n<p>\u201cSempre fui marcado pelo pop, desde Luiz Gonzaga at\u00e9 os Beatles. Isso me fez buscar uma universalidade, que eu achei nessa fus\u00e3o dos m\u00fasicos pernambucanos com os do Zeca\u201d, define <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Tiago<\/strong><\/span>, que dessa vez precisou de apenas dois meses para finalizar o trabalho. \u201cGostei do resultado por que me passou uma sensa\u00e7\u00e3o de renova\u00e7\u00e3o. A vida vai absorvendo a gente, a batalha da sobreviv\u00eancia, e, pra mim, foi se criando esse hiato. De repente, quando surgiu essa oportunidade, eu disse \u2018por que n\u00e3o?\u2019\u201d, acrescenta o m\u00fasico que diz ter \u201cdestampado\u201d sua veia criativa. \u201cAgora tenho coisa para outros discos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Zeca Baleiro era um estudante no fim dos anos 1980 quando se deparou com um disco que lhe pareceu incomum. 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