{"id":9873,"date":"2013-04-04T14:13:03","date_gmt":"2013-04-04T17:13:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=9873"},"modified":"2013-04-04T14:13:03","modified_gmt":"2013-04-04T17:13:03","slug":"amelinha-de-janelas-abertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/04\/04\/amelinha-de-janelas-abertas\/","title":{"rendered":"Amelinha de janelas abertas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/04\/0404va0102.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-9874\" alt=\"0404va0102\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/04\/0404va0102.jpg\" width=\"612\" height=\"409\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/0404va0102.jpg 3000w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/0404va0102-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/0404va0102-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/0404va0102-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/0404va0102-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Principal voz feminina da gera\u00e7\u00e3o setentista da m\u00fasica cearense, Am\u00e9lia Cl\u00e1udia Garcia Collares Bucaretchi, a <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong><\/span>, passou dos 30 anos de carreira sem ter um disco que fizesse jus \u00e0 sua boa voz. Mesmo em \u00e9pocas em atingiu o sucesso popular, can\u00e7\u00f5es marcantes como <em>Mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor<\/em>, <em>Gemedeira<\/em> e <em>Frevo mulher<\/em> ladearam escolhas equivocadas, como o abuso de elementos datados. Tanto que, depois de uma fase no forr\u00f3 ralo e mercadol\u00f3gico, ela acabou, injustamente, num longo per\u00edodo de ostracismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Foram dez anos sem disco de in\u00e9ditas, at\u00e9 que o DJ Z\u00e9 Pedro a convidou para um projeto em sua gravadora Joia Moderna. Lan\u00e7ado em 2011, o disco<strong> Janelas do Brasil<\/strong> foi uma esp\u00e9cie de reden\u00e7\u00e3o para a int\u00e9rprete cearense que, h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, trocou o calor de Fortaleza pelo de Niter\u00f3i (RJ). Acompanhada em est\u00fadio apenas pelo violonista Dino Barioni, ela transp\u00f4s para CD as inten\u00e7\u00f5es e a leveza do show ac\u00fastico que vinha apresentando h\u00e1 algum tempo.<\/p>\n<p>O tom \u00edntimo e inspirado de <strong>Janelas do Brasil<\/strong> refrescou a mem\u00f3ria de um p\u00fablico que h\u00e1 tempos n\u00e3o ouvia a voz rouca e aconchegante de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>em grande estilo. Bem recebido pela cr\u00edtica, o disco agora ganha um desdobramento ao vivo, registrado no Teatro Fecap em 16 de maio de 2012. <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Janelas do Brasil Ao Vivo<\/strong><\/span> (Lua Music) traz de volta Thiago Marques Luiz na produ\u00e7\u00e3o e Dino Barioni, agora dividindo os viol\u00f5es com Emiliano Castro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/04\/amelinhadvdjanelasdobrasilcapa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-9875\" alt=\"amelinhadvdjanelasdobrasilcapa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/04\/amelinhadvdjanelasdobrasilcapa.jpg\" width=\"408\" height=\"578\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/amelinhadvdjanelasdobrasilcapa.jpg 510w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/amelinhadvdjanelasdobrasilcapa-300x425.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/04\/amelinhadvdjanelasdobrasilcapa-120x170.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 408px) 100vw, 408px\" \/><\/a>O projeto foi bancado por Thiago Marques Luiz para, s\u00f3 em seguida, ser vendido a alguma gravadora. Isso explica a simplicidade de alguns detalhes. As imagens s\u00e3o burocr\u00e1ticas e n\u00e3o garantem muita proximidade da artista com o espectador. O som \u00e9 apresentado no DVD apenas na op\u00e7\u00e3o 2.0, o que \u00e9 pouco para quem tem home theater. Bonito e bem aproveitado pela ilumina\u00e7\u00e3o, o cen\u00e1rio remete \u00e0 capa feita para o disco de est\u00fadio, que, por sinal, remete aos secos garranchos do semi\u00e1rido brasileiro.<\/p>\n<p>No entanto, as limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Janelas do Brasil Ao Vivo<\/strong><\/span> se esvaem na hora que se aperta o play. Apesar de nervosa, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>segura o show com a sutileza de quem tem experi\u00eancia em embalar plateias. Foram 18 can\u00e7\u00f5es escolhidas \u2013 incluindo <em><strong>Sol de primavera<\/strong><\/em> (Beto Guedes\/ Ronaldo Bastos), nos extras \u2013 que, juntas, contam um pouco da hist\u00f3ria dessa int\u00e9rprete cearense. \u00c9 o caso, por exemplo, de <em><strong>Ai, quem me dera<\/strong><\/em>, feita pelo padrinho art\u00edstico Vinicius de Moraes na casa de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong><\/span>. Ela, assim como Clara Nunes, Maria Beth\u00e2nia e Maria Creuza, foi uma das vozes femininas escolhidas pelo Poetinha para excursionarem juntos. Ainda para relembrar esses tempos, <span style=\"color: #003300\"><strong>Toquinho<\/strong> <\/span>sobe ao palco para contar causos (nos extras) e colocar seu viol\u00e3o virtuoso em <em><strong>Valsinha<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Da vers\u00e3o est\u00fadio de <strong>Janelas do Brasil<\/strong>, foram tiradas sete faixas, com destaque para as \u00f3timas <em><strong>Quando fugias de mim<\/strong><\/em> (Alceu Valen\u00e7a\/ Emannoel Cavalcanti) e <em><strong>Ponta do Seixas<\/strong><\/em> (C\u00e1tia de Fran\u00e7a). <em><strong>Asa partida<\/strong><\/em> \u00e9 rebobinada com o refor\u00e7o de <span style=\"color: #008000\"><strong>Zeca Baleiro<\/strong><\/span> nos vocais. As demais can\u00e7\u00f5es mesclam velhos sucessos e raridades, como <em><strong>L\u00e9gua tirana<\/strong><\/em> (Luiz Gonzaga\/ Humberto Teixeira), gravada no tributo <strong>100 Anos de Gonzag\u00e3o<\/strong> (Lua Music). Dentro do contexto de viol\u00f5es, o arranjo de <em><strong>Frevo mulher<\/strong><\/em> (Z\u00e9 Ramalho) \u00e9 t\u00e3o bom quanto o original. Assim como <em><strong>Foi Deus que fez voc\u00ea<\/strong><\/em> (Luiz Ramalho), que cresce sem as camas de teclados.<\/p>\n<p>O amigo e conterr\u00e2neo <span style=\"color: #003366\"><strong>Raimundo Fagner<\/strong><\/span> comparece em voz e viol\u00e3o na faixa <em><strong>Depende<\/strong> <\/em>(Fagner\/ Abel Silva), repetindo o dueto registrado em <strong>Flor da Paisagem<\/strong>, disco de estreia de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>(1977). Em seguida, <span style=\"color: #003366\"><strong>Fagner<\/strong> <\/span>e <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>chamam<span style=\"color: #008000\"><strong> Zeca Baleiro<\/strong><\/span> de volta para encerrar o show com <em><strong>Flor da Paisagem<\/strong><\/em> (Robertinho de Recife\/ Fausto Nilo). Em p\u00e9, sem recursos grandes c\u00eanicos ou trocas de figurinos, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>estreia em DVD cercada apenas pela voz firme e por boas can\u00e7\u00f5es. O suficiente para que ela volte a habitar os palcos e r\u00e1dios do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principal voz feminina da gera\u00e7\u00e3o setentista da m\u00fasica cearense, Am\u00e9lia Cl\u00e1udia Garcia Collares Bucaretchi, a Amelinha, passou dos 30 anos de carreira sem ter um&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,90,139,283,423],"tags":[],"class_list":["post-9873","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-amelinha","category-criticas","category-fagner","category-nacional","category-zeca-baleiro"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9873"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9873\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}