{"id":417,"date":"2020-06-30T15:21:36","date_gmt":"2020-06-30T18:21:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/?p=417"},"modified":"2020-07-01T21:23:59","modified_gmt":"2020-07-02T00:23:59","slug":"estudantes-lgbt-na-escola-acolhimento-ou-sofrimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/2020\/06\/30\/estudantes-lgbt-na-escola-acolhimento-ou-sofrimento\/","title":{"rendered":"Estudantes LGBT na escola: acolhimento ou sofrimento?"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\">Para o cientista social Ricardo Braga, \u201ca escola \u00e9 um ba\u00fa de muitas dores\u201d. \u00c9 preciso, portanto, construir uma escola acolhedora para estudantes LGBT.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estudantes LGBT consideram a escola como um ambiente de acolhimento? Para certo estudante gay paulista de 17 anos, a resposta \u00e9 n\u00e3o. Isso porque ele relata o seguinte: \u201cOs estudantes LGBT precisam ser tratados como s\u00e3o os estudantes heterossexuais. N\u00e3o queremos ser tratados de maneira privilegiada, nem queremos ser melhores que os outros. Queremos direitos como qualquer outro cidad\u00e3o. \u00c9 preciso fazer isso logo, o mundo n\u00e3o percebe, mas somos t\u00e3o humanos quanto os outros, por\u00e9m estamos morrendo. O preconceito est\u00e1 nos matando. A cada vez que voc\u00ea ofende uma pessoa LGBT, o seu senso de valor \u00e9 destru\u00eddo. [&#8230;]\u201d.<\/p>\n<p>Esse depoimento foi coletado na <a href=\"https:\/\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2016\/08\/IAE-Brasil-Web-3-1.pdf\">Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil (2016)<\/a>, realizada com a participa\u00e7\u00e3o de 1.016 estudantes com entre 13 e 21 anos de idade de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. A pesquisa analisou as experi\u00eancias de adolescentes e jovens l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) relacionadas a sua orienta\u00e7\u00e3o sexual e\/ou identidade\/express\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 direito de todas as crian\u00e7as e jovens frequentarem a escola. Por\u00e9m, estar dentro da sala de aula n\u00e3o necessariamente significa fazer parte do processo educativo, tampouco sentir acolhido por quem deveria estar cumprindo a fun\u00e7\u00e3o de educar e cuidar. A pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) mostra que quase inexiste uma escola acolhedora para estudantes LGBT e escancara essa falta de apoio tanto das institui\u00e7\u00f5es educacionais quanto das fam\u00edlias diante de situa\u00e7\u00f5es de conflito pelas quais eles passam<\/p>\n<h2><strong>Escola: lugar de aprendizado ou de medo?<\/strong><\/h2>\n<p>Como promover esse desenvolvimento se a escola se torna, para o cientista social Ricardo Braga e pesquisador do Grupo G\u00eanero, Corpo e Sexualidade (GCS), \u201cum lugar de muita dor\u201d para muitos jovens, principalmente os jovens LGBT?<\/p>\n<p>Essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada por n\u00fameros. A pesquisa traz os seguintes dados:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>73% dos jovens ouvidos foram agredidos\/as verbalmente<\/strong> por causa de sua orienta\u00e7\u00e3o sexual;<\/li>\n<li><strong>27% dos\/das estudantes LGBT foram agredidos\/as fisicamente<\/strong> por causa de sua orienta\u00e7\u00e3o sexual;<\/li>\n<li><strong>56% dos\/das estudantes LGBT foram assediados\/as sexualmente<\/strong> na escola.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_418\" style=\"width: 194px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-418\" class=\" wp-image-418\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/06\/Ricardo-Braga_edit.jpg\" alt=\"Ricardo Braga, cientista social\" width=\"184\" height=\"412\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/06\/Ricardo-Braga_edit.jpg 202w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/06\/Ricardo-Braga_edit-120x269.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 184px) 100vw, 184px\" \/><p id=\"caption-attachment-418\" class=\"wp-caption-text\">Ricardo estuda a rela\u00e7\u00e3o entre escola\/estudantes na quest\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade.<\/p><\/div>\n<p>Essas situa\u00e7\u00f5es continuam gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o porque a escola n\u00e3o se coloca na fun\u00e7\u00e3o de reconhecer a exist\u00eancia desses estudantes LGBT e acaba refor\u00e7ando a ideia de que o estudante que tem uma orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, fora dos padr\u00f5es hegem\u00f4nicos do g\u00eanero da sexualidade, est\u00e1 errado. Essa ideologia de exclus\u00e3o comum fora da escola acaba sendo reproduzida tamb\u00e9m dentro dos seus muros.<\/p>\n<p>Para Ricardo Braga, que \u00e9 tamb\u00e9m mestre e doutorando em Antropologia Social, as crian\u00e7as s\u00e3o obrigadas a reproduzir padr\u00f5es no ambiente escolar, sem entender o porqu\u00ea, mas sabendo que se n\u00e3o o fizer estar\u00e3o fora da \u201clinha da normalidade\u201d. \u201cA gente tra\u00e7a uma linha da normalidade e diz o que \u00e9 normal, convencional e o que n\u00e3o \u00e9. E aqueles que est\u00e3o fora da linha da normalidade tamb\u00e9m est\u00e3o fora da linha da pr\u00f3pria humanidade. A gente cria corpos normalizados e cria corpos abjetos, desumanos, monstruosos, a partir da escola e passa a produzir o\/a menino\/a de verdade, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 identidade de g\u00eanero\u201d, reflete.<\/p>\n<h2><strong>Estudantes LGBT, os \u201cexclu\u00eddos no interior\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>Essa defini\u00e7\u00e3o de \u201cnormal\u201d para as escolas cria um abismo entre o real significado da escola e o que ela de fato representa. A escola, portanto, perde o seu sentido. Isso porque, al\u00e9m de n\u00e3o terem uma Educa\u00e7\u00e3o que o construa socialmente, eles passam por sofrimento, humilha\u00e7\u00e3o, invisibiliza\u00e7\u00e3o e falta de reconhecimento. \u201cA gente tem que pensar numa escola para n\u00e3o ser lembrada pela dor, pelo sofrimento; para que essas crian\u00e7as que est\u00e3o hoje na escola, daqui a 20 anos, se lembrem da escola como lugar includente, democr\u00e1tico, aberto, que considera todas as viv\u00eancias, esse \u00e9 um espa\u00e7o extremamente importante\u201d, comenta Ricardo.<\/p>\n<p>Essa s\u00e9rie de infort\u00fanios pelos quais os estudantes LGBT passam se assemelha a um fen\u00f4meno estudado pelo soci\u00f3logo Pierre Bourdieu: os \u201cexclu\u00eddos no interior\u201d. Como explica o cientista social Ricardo, \u201celes est\u00e3o dentro [da escola] mas n\u00e3o tomam parte das benesses da Educa\u00e7\u00e3o por conta do tipo de acesso que possuem\u201d.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><em>Para Ricardo, \u201cisso acontece exatamente porque fazem quest\u00e3o de n\u00e3o reconhecer sua diferen\u00e7a\u201d, pois <strong>\u201ca cisgeneridade e a heterossexualidade s\u00e3o regimes pol\u00edticos, s\u00e3o instrumentos que funcionam como manuten\u00e7\u00e3o de um poder<\/strong> \u2013 sobretudo fundado no homem. A escola \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o que serve pra manter essa ideia\u201d.<\/em><\/p>\n<h2><strong>Por que a escola n\u00e3o \u00e9 acolhedora?<\/strong><\/h2>\n<p>Esse n\u00e3o reconhecimento gera situa\u00e7\u00f5es constrangedoras para o aluno que v\u00e3o reverberar por toda a sua vida. A \u201ccrian\u00e7a afeminada\u201d ou a \u201cmenina machinho\u201d sofrem diariamente com agress\u00f5es verbais e\/ou f\u00edsicas bullying, falta de aten\u00e7\u00e3o dos pais e descaso dos professores.<\/p>\n<p>\u201cE quando isso acontece\u201d, diz Ricardo, \u201ca escola n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed,\u00a0 os professores n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed. Isso porque o jovem LGBT tem que sofrer como um processo de corre\u00e7\u00e3o, para que eles tenham uma identidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual conforme os modelos hegem\u00f4nicos determinam\u201d. A pesquisa aponta que 36% dos\/das respondentes acreditaram que foi \u201cineficaz\u201d a resposta dos\/das profissionais para impedir as agress\u00f5es. Isso mostra o quanto os educadores precisam melhor na tratativa do tema.<\/p>\n<p>No entanto, essa melhoria no zelo por alunos LGBT vai muito al\u00e9m de uma vontade de gestores escolares. A escola como vemos hoje, excludente e desigual, faz parte de, segundo o cientista social, \u201cum projeto de manuten\u00e7\u00e3o poder\u201d, que refor\u00e7a o ideal cisg\u00eanero\/heterossexual como natural e mant\u00e9m o tema como tabu, para que n\u00e3o seja tratado.<\/p>\n<h3><strong>\u201cManto da neutralidade\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>Isso tem a ver com o que o especialista chama de \u201cmanto da neutralidade\u201d. Essa teoria diz que na escola todos s\u00e3o iguais, n\u00e3o havendo \u201cmelhor\u201d nem \u201cpior\u201d. No entanto, essa concep\u00e7\u00e3o acaba refor\u00e7ando ainda mais as desigualdades e invisibilizando quem precisa de apoio.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><em>\u201cA partir do momento que a escola diz tratar todos iguais, ela tende a reproduzir os privil\u00e9gios daqueles que os t\u00eam. <strong>Fen\u00f4meno similar ao do racismo, que, quando o negamos e tentamos fazer passar a ideia de que todos s\u00e3o iguais, apagamos ainda mais as exist\u00eancias subalternas<\/strong>\u201d, explica Ricardo Braga.<\/em><\/p>\n<p>Outro ponto diz respeito \u00e0 pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o dos professores. Al\u00e9m de n\u00e3o serem formados com disciplinas que discutem temas sociais, poucas s\u00e3o as escolas que t\u00eam forma\u00e7\u00f5es ou uma pol\u00edtica de incentivo ao acolhimento. A pesquisa da ABGLT indica que apenas 8,3% dos\/das estudantes afirmaram que o regulamento da escola tinha alguma disposi\u00e7\u00e3o sobre orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade\/express\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os educadores tamb\u00e9m acabam levando para a escola suas pr\u00f3prias vis\u00f5es de mundo, muitas vezes pautada pela religi\u00e3o ou concep\u00e7\u00f5es morais pr\u00f3prias. Esse fator resulta em uma exclus\u00e3o e falta de preparo para compreender fen\u00f4menos sociais como a homofobia, o racismo, a misoginia etc.<\/p>\n<h2><strong>Entre avan\u00e7os e retrocessos<\/strong><\/h2>\n<p>No governo Lula (2003-2010), houve a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda anti-homofobia, a exemplo do programa \u201cBrasil sem homofobia\u201d, que tinha o objetivo de promover a cidadania e os direitos humanos da comunidade LGBT, a partir da equipara\u00e7\u00e3o de direitos e do combate \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o; da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, Alfabetiza\u00e7\u00e3o e Diversidade, vinculada ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o; e do programa G\u00eanero e Diversidade na Escola, no qual professores de todo o pa\u00eds recebiam qualifica\u00e7\u00f5es para tratar da quest\u00e3o da diversidade.<\/p>\n<p>No entanto, no decorrer dos anos e com o passar das gest\u00f5es federais, essas pol\u00edticas foram sendo esvaziadas e o tema voltou a tornar-se tabu em Bras\u00edlia. Uma das pol\u00eamicas mais recentes girou em torno da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).<\/p>\n<p>O documento indica as diretrizes para a constru\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos de rede e escolas de todo o pa\u00eds, atendendo \u00e0s necessidades e especificidades de cada regi\u00e3o e buscando englobar diversos aspectos sociais. Entretanto, em sua \u00faltima vers\u00e3o, os termos \u201cg\u00eanero\u201d e \u201corienta\u00e7\u00e3o sexual\u201d foram retirados. O epis\u00f3dio foi considerado uma vit\u00f3ria para a bancada evang\u00e9lica no Congresso.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, muitas foram as cr\u00edticas. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) disse, em nota, que a exclus\u00e3o dos termos \u201cal\u00e9m de ferir a constitui\u00e7\u00e3o federal, vai contra todos os debates realizados durante os \u00faltimos anos nos espa\u00e7os constitu\u00eddos de forma democr\u00e1tica\u201d. At\u00e9 o Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) se posicionou contr\u00e1rio \u00e0 medida.<\/p>\n<p>O ato de abolir tais palavras dos documentos oficiais, apontam especialistas, significa um retrocesso na abordagem das quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade e contribui ainda mais para o fortalecimento de estere\u00f3tipos, para as pr\u00e1ticas de viol\u00eancia dentro e fora do ambiente escolar e para a perpetua\u00e7\u00e3o da LGBTfobia.<\/p>\n<h2><strong>Caminhos para transformar essa escola<\/strong><\/h2>\n<p>Esses dados corroboram o depoimento do estudante paulista e de tantos outros de que a escola n\u00e3o \u00e9 um ambiente acolhedor para estudantes LGBT. Segundo especialistas, ela s\u00f3 se tornar\u00e1 acolhedora caso passe por uma transforma\u00e7\u00e3o, que vai desde a constru\u00e7\u00e3o de um novo curr\u00edculo ao investimento em a\u00e7\u00f5es que promovam a diversidade sexual.<\/p>\n<p>Para o cientista social Ricardo Braga, \u201ca escola tem um papel extremamente importante na conformidade de biografias das pessoas que por ela passam e no desenvolvimento cognitivo, emocional, afetivo, social das crian\u00e7as e jovens\u201d.<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 tornar natural a exist\u00eancia, na escola, de outras formas de ser na sociedade, n\u00e3o trazendo para o centro das aten\u00e7\u00f5es apenas uma vez ao ano, mas sim cumprindo uma agenda perene que lute contra o preconceito no dia a dia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><em>\u201cDessa forma, <strong>a constru\u00e7\u00e3o de uma escola plural e includente, que recebe e dialoga com os v\u00e1rios atores sociais que a comp\u00f5em, passa necessariamente pela reformula\u00e7\u00e3o estrutural de todo um sistema ideol\u00f3gico<\/strong> que, direta ou indiretamente, edifica as nossas institui\u00e7\u00f5es sociais, como a escola\u201d, sugere o cientista social.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 muitos anos discute-se acerca de uma grande reforma educacional. Embora tenha se abstido do assunto, a BNCC veio justamente para sugerir essa transforma\u00e7\u00e3o. Mas ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u00c9 preciso transformar o modelo de educa\u00e7\u00e3o existente, oriundo de s\u00e9culos passados, para que as crian\u00e7as e jovens n\u00e3o reproduzam mais pr\u00e1ticas preconceituosas de hoje. A escola precisa ser pensada como um lugar de inclus\u00e3o e de acolhimento para os estudantes LGBT para que, enfim, cumpra a sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o cientista social Ricardo Braga, \u201ca escola \u00e9 um ba\u00fa de muitas dores\u201d. \u00c9 preciso, portanto, construir uma escola acolhedora para estudantes LGBT. &nbsp;&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":262,"featured_media":419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[23,3,31,45,26,59],"class_list":["post-417","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem","tag-conteprajeduca","tag-educacao","tag-educacao-basica","tag-educacao-infantil","tag-estudantes","tag-lgbt"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/users\/262"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=417"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":423,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417\/revisions\/423"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/docedu\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}