{"id":10055,"date":"2017-04-23T08:09:21","date_gmt":"2017-04-23T11:09:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=10055"},"modified":"2017-04-23T08:09:21","modified_gmt":"2017-04-23T11:09:21","slug":"brasil-ainda-tem-25-milhoes-fora-da-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2017\/04\/23\/brasil-ainda-tem-25-milhoes-fora-da-escola\/","title":{"rendered":"Brasil ainda tem 2,5 milh\u00f5es fora da escola"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dez anos, o Brasil aumentou o acesso de parcelas mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 escola, de acordo com levantamento do movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o (TPE). De 2005 a 2015,\u00a0 o acesso daqueles que t\u00eam de 4 a 17 anos aumentou principalmente entre a popula\u00e7\u00e3o parda e negra, entre os de baixa renda e entre moradores do campo. Os avan\u00e7os foram maiores que os registrados entre brancos, ricos e moradores da cidade.<\/p>\n<p>O levantamento foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad). Entre os mais pobres, em 2005, 86,8% estavam na escola, contra 97% dos mais ricos. Em 2015, esses \u00edndices passaram, respectivamente, para 93,4% e 98,3%. Entre aqueles que moram no campo, o acesso subiu de 83,8% para 92,5%, enquanto a taxa dos moradores de zonas urbanas passou de 90,9% para 94,6%. O crescimento do acesso entre negros e pardos &#8211; que passou, respectivamente, de 87,8% para 92,3% e de 88,1% para 93,6% &#8211; foi maior que o da popula\u00e7\u00e3o branca &#8211; que passou de 91,2% para 95,3%.<\/p>\n<p>Na avali\u00e7\u00e3o do movimento, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de desigualdade &#8220;importante, embora n\u00e3o suficiente&#8221;, pois mesmo que os indicadores tenham avan\u00e7ado, ainda est\u00e3o entre essas popula\u00e7\u00f5es as maiores concentra\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as e jovens fora da escola. &#8220;S\u00e3o aqueles que mais precisam da educa\u00e7\u00e3o para superar a exclus\u00e3o e a pobreza. Muitos s\u00e3o crian\u00e7as e jovens com defici\u00eancia e moradores de lugares ermos. Muitos t\u00eam gera\u00e7\u00f5es na fam\u00edlia que nunca pisaram na escola&#8221;, diz a presidente executiva do Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, Priscila Cruz.<\/p>\n<p>Por lei, todas as crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos devem estar matriculados na escola. Pela Emenda Constitucional 59 de 2009, incorporada no Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), lei sancionado em 2014, o Brasil teria que universalizar o atendimento at\u00e9 2016.<\/p>\n<p><strong>Universaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os dados de 2015 mostram que o pa\u00eds tem 2.486.245 crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. A maior parte tem de 15 a 17 anos, s\u00e3o 1.543.713 jovens que n\u00e3o frequentam as salas de aula.<\/p>\n<p>O maior avan\u00e7o dos \u00faltimos dez anos se deu entre os mais novos. Em 2005, 72,5% das crian\u00e7as com 4 e 5 anos estavam na escola. Esse percentual passou para 90,5% em 2015. Entre aqueles com idade entre 15 e 17 anos, o percentual passou de 78,8% para 82,6% no mesmo per\u00edodo. A faixa de 6 a 14 anos \u00e9 tida como universalizada, atualmente 98,5% est\u00e3o na escola. No entanto, isso ainda significa dizer que h\u00e1 430 mil adolescentes nessa faixa et\u00e1ria fora da escola.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que tomar cuidado quando se diz que estamos quase universalizando. Esse discurso tirou press\u00e3o nos governos&#8221;, diz Priscila. &#8220;\u00c9 a quest\u00e3o que mais deveria envergonhar os brasileiros, saber que temos 2,5 milh\u00f5es de crian\u00e7as e jovens fora da escola em pleno s\u00e9culo 21&#8221;.<\/p>\n<p>O TPE estabeleceu, em 2006, metas para melhorar a educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2022, ano do bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia do Brasil. A primeira delas \u00e9 a matr\u00edcula de pelo menos 98% das crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos na escola. Para chegar a esse percentual, a entidade estabeleceu metas intermedi\u00e1rias. Para 2015, a meta tra\u00e7ada era que o pa\u00eds tivesse inclu\u00eddo 96,3%, \u00edndice superior \u00e0 taxa atual de 94,2%.<\/p>\n<p>Fonte: www.ebc.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dez anos, o Brasil aumentou o acesso de parcelas mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 escola, de acordo com levantamento do movimento Todos pela&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":79,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,4,266,27,116],"tags":[],"class_list":["post-10055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ceara","category-educacao","category-educacao-familiar","category-escolas","category-politicas-publicas"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}