{"id":10186,"date":"2017-09-16T08:06:12","date_gmt":"2017-09-16T11:06:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=10186"},"modified":"2017-09-16T08:06:12","modified_gmt":"2017-09-16T11:06:12","slug":"praticas-inovadoras-na-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2017\/09\/16\/praticas-inovadoras-na-educacao\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1ticas inovadoras na educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Uma escola que respeite individualidades, que leve os alunos a colocarem a &#8220;m\u00e3o na massa&#8221; e que ensine de maneira criativa. Esse foi o modelo encontrado pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/porvir.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener\">Portal Porvir<\/a>\u00a0&#8211; dedicado a mapear pr\u00e1ticas inovadoras na educa\u00e7\u00e3o &#8211; ao realizar uma pesquisa com 132 mil jovens para saber qual seria a &#8220;escola dos sonhos&#8221;. Diante desses anseios, um dos resultados do estudo chamou aten\u00e7\u00e3o: 75% dos entrevistados afirmaram que gostariam de utilizar recursos tecnol\u00f3gicos em sua educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Tatiana Klix, editora do Porvir, a mensagem \u00e9 clara: os alunos n\u00e3o querem mais ser coadjuvantes na escola. Os estudantes est\u00e3o mais engajados em promover mudan\u00e7as em seus col\u00e9gios e sua participa\u00e7\u00e3o pode ser potencializada pela tecnologia.<\/p>\n<p>&#8211; Assim como a tecnologia conseguiu revolucionar a maneira como a gente se relaciona, a sa\u00fade, o modo como as pessoas se locomovem, ela tamb\u00e9m muda a maneira como se ensina e se aprende, de forma que a escola converse mais com os anseios dos jovens e fa\u00e7a mais sentido para eles. Que ajude a enfrentar os desafios deste s\u00e9culo &#8211; diz Tatiana. &#8211; O jovem v\u00ea muito mais sentido no que ele faz do que apenas em algo que leu. Quando algu\u00e9m transmite um conte\u00fado e ele tem uma atividade passiva. O aluno tem a necessidade de participar da atividade e existem novas ferramentas que possibilitam novas formas de colocar a m\u00e3o na massa.<\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o de aulas mais pr\u00e1ticas e com foco em uma participa\u00e7\u00e3o ativa dos alunos foi a escolha da prefeitura de S\u00e3o Paulo para aproximar as escolas do modelo demandado pelos estudantes do s\u00e9culo XXI. Foi em uma aula de rob\u00f3tica que um aluno cego desenvolveu, junto com seus colegas, um sensor para que n\u00e3o esbarrasse em outros estudantes durante o recreio. Tamb\u00e9m nessas aulas, uma estudante com defici\u00eancia f\u00edsica programou sua cadeira de rodas para funcionar de maneira mais adaptada \u00e0s suas atividades cotidianas. Hist\u00f3rias como essas se tornaram frequentes a partir de 2015, quando o N\u00facleo de Tecnologias para Aprendizagem da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo come\u00e7ou a oferecer cursos que formassem os professores para atuarem com rob\u00f3tica.<\/p>\n<p>A partir das oficinas, professores e alunos ganharam kits de rob\u00f3tica para levar \u00e0s suas escolas. A iniciativa impulsionou o trabalho de professores da rede que j\u00e1 atuavam desenvolvendo modelos pautados nas novas m\u00eddias e hoje j\u00e1 s\u00e3o mais de 600 profissionais levando a nova linguagem para dentro das salas de aula. Atualmente, de 570 escolas municipais, 452 desenvolvem trabalhos relacionados a novas tecnologias.<\/p>\n<p>&#8211; A motiva\u00e7\u00e3o e o engajamento s\u00e3o o maior resultado que temos. A rela\u00e7\u00e3o horizontal que se estabelece entre professores e alunos \u00e9 n\u00edtida. Essa forma de ensinar e aprender os uniu. A rob\u00f3tica e a linguagem de programa\u00e7\u00e3o abriu espa\u00e7o para o potencial dos alunos com defici\u00eancia &#8211; contou Regina Celia Gavassa, coordenadora do N\u00facleo de Tecnologias para Aprendizagem da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Mapear iniciativas inovadoras em escolas espalhadas pelo pa\u00eds \u00e9 o trabalho desenvolvido pelo projeto Inova Escola, da Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica Vivo. A iniciativa acompanha de perto e presta consultoria para seis escolas p\u00fablicas brasileiras para ajud\u00e1-las a encontrar sua voca\u00e7\u00e3o para a inova\u00e7\u00e3o. Uma das unidades atendidas \u00e9 a Escola Municipal Andr\u00e9 Urani &#8211; Gin\u00e1sio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (Gente), localizada na Rocinha, no Rio. Os monitores do projeto se re\u00fanem com a equipe da escola e debatem o foco daquela institui\u00e7\u00e3o. A partir disso, s\u00e3o feitos cursos de forma\u00e7\u00e3o, entre outras pr\u00e1ticas que ajudam a escola a colocar seus projetos em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o tem uma receita. Cada escola tem seu processo de inova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 um igual ao outro. Esses processos s\u00e3o \u00fanicos. \u00c9 a escola que diz o que quer fazer, por onde quer inovar e o que quer mudar- explica Mila Gon\u00e7alves, gerente de projetos da Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica Vivo, acrescentando ainda que eles tamb\u00e9m levam forma\u00e7\u00e3o a qualquer escola interessada, a partir de cursos on-line:<\/p>\n<p>&#8211; Com isso, conseguimos levar inspira\u00e7\u00e3o a muito mais escolas. Talvez assim consigamos ajudar as comunidades a fazerem as transforma\u00e7\u00f5es que os jovens est\u00e3o pedindo.<\/p>\n<p>O Educa\u00e7\u00e3o 360 Tecnologia \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o O GLOBO e Extra, com patroc\u00ednio da Petrobras, do Col\u00e9gio PH e Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica, apoio da Unesco e Unicef, parceria de m\u00eddia da TV Globo, Canal Futura, revista Crescer, revista Galileu e TechTudo e colabora\u00e7\u00e3o do Instituto Inspirare e Porvir.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma escola que respeite individualidades, que leve os alunos a colocarem a &#8220;m\u00e3o na massa&#8221; e que ensine de maneira criativa. 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