{"id":10187,"date":"2017-09-18T10:03:29","date_gmt":"2017-09-18T13:03:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=10187"},"modified":"2017-09-18T10:03:29","modified_gmt":"2017-09-18T13:03:29","slug":"alunos-criam-solucoes-para-melhorar-vida-de-pessoas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2017\/09\/18\/alunos-criam-solucoes-para-melhorar-vida-de-pessoas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Alunos criam solu\u00e7\u00f5es para melhorar vida de pessoas com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 60 adolescentes de 14 e 15 anos, estudantes de escola p\u00fablica, passaram uma semana em uma universidade particular de S\u00e3o Paulo desenvolvendo projetos que usam a tecnologia para solucionar problemas da comunidade. Tr\u00eas grupos escolheram um objetivo espec\u00edfico: levar maior conforto a pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s assistirem a aulas e a workshops sobre engenharia e empreendedorismo, os jovens dessas equipes projetaram e programaram prot\u00f3tipos \u2013 usaram impressoras 3D, cortadoras a laser e outras m\u00e1quinas de laborat\u00f3rio. Eles foram orientados por alunos de engenharia do Insper que participam do \u201cTechEdu\u201d, programa que busca ensinar no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de tecnologia para alunos do ensino p\u00fablico.<\/p>\n<p>Milena Maluli, do segundo ano de engenharia, passou seus \u00faltimos dias de f\u00e9rias colaborando com um projeto de aux\u00edlio a cadeirantes. \u201cA gente quer mostrar que os jovens podem usar a tecnologia para solucionar problemas. Aprendem a programar, a entender o usu\u00e1rio e melhorar o projeto a cada prot\u00f3tipo\u201d, afirma. Warlen Rodrigues, outro monitor, refor\u00e7a a import\u00e2ncia de mostrar aos estudantes a possibilidade de concretizar seus planos. \u201cCom esses conceitos que a gente passa para eles, d\u00e1 para eles perceberem que as ideias s\u00e3o boas e que podem ser desenvolvidas\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>M\u00e3o motorizada<\/strong><\/p>\n<p>Os alunos participantes foram selecionados pelo Ismart Online, plataforma virtual de estudos.<\/p>\n<p>Um dos grupos \u00e9 formado por seis meninas e um menino, todos alunos de diferentes escolas estaduais de S\u00e3o Paulo: Maysa Francisquini, Mariana Campos, Marianna Moura, Manoela Souza, Maria Eduarda Alves, Marjhoree Bilandzic e Maicon Gambini. Eles perceberam que \u00e9 incomum ver cadeirantes sozinhos em supermercados. \u201cEles n\u00e3o conseguem alcan\u00e7ar as prateleiras mais altas sem a ajuda de algu\u00e9m. Por isso, quisemos desenvolver uma pr\u00f3tese de bra\u00e7o, com uma m\u00e3o rob\u00f3tica\u201d, diz Marianna.<\/p>\n<p>O prot\u00f3tipo inicial foi feito em papel\u00e3o cortado a laser, com canudos, barbante, cola quente e el\u00e1stico, e programado para ter o movimento dos dedos. Depois, o projeto avan\u00e7ou para o MDF (tipo de madeira). Em setembro, os alunos v\u00e3o se reunir novamente para concluir o projeto.<\/p>\n<p>\u201cDepois de a gente conseguir finalizar a m\u00e3o motorizada, o objetivo vai ser acopl\u00e1-la em um carrinho de supermercado. A\u00ed a pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o precisa se preocupar em ter algu\u00e9m que empurre para ela. \u00c9 s\u00f3 usar a m\u00e3o motorizada para pegar o objeto que est\u00e1 no alto \u2013 e a m\u00e1quina j\u00e1 coloca o produto no carrinho\u201d, explica Maysa.<\/p>\n<p><strong>\u00d3culos e tornozeleira<\/strong><\/p>\n<p>Outro grupo decidiu focar nas dificuldades de uma pessoa com defici\u00eancia visual conseguir andar na rua sem o aux\u00edlio de uma bengala ou de um c\u00e3o-guia. \u201cA gente queria que o cego pudesse andar com as m\u00e3os livres\u201d, diz Giselle Toledo, de 15 anos.<\/p>\n<p>Para concretizar o projeto, ela se uniu a Karina Deamo e a Selena Passos, tamb\u00e9m de 15 anos, para criar \u00f3culos e tornozeleiras com sensor. \u201cOs \u00f3culos detectam obst\u00e1culos que aparecem na altura da cabe\u00e7a, como um orelh\u00e3o ou uma placa, e apitam. J\u00e1 a tornozeleira vibra se aparece algo pelo ch\u00e3o\u201d, explica Karina.<\/p>\n<p><strong>Pulseira com sensor<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas com defici\u00eancia visual tamb\u00e9m foram o p\u00fablico-alvo do grupo de Nicolas Steigmann, Luiz Henrique de Paula, Thomas Pilnik, Miri\u00e3 Gon\u00e7alves e Nathan Avoletta. Alguns integrantes da equipe conheciam cegos que enfrentavam um mesmo problema: n\u00e3o encontravam utens\u00edlios b\u00e1sicos em casa, como a carteira, a chave ou a bengala.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi criar uma pulseira com sensor. \u201cA pessoa precisaria colar um adesivo espec\u00edfico nos objetos que ela quer monitorar. A\u00ed, quando apertar o bot\u00e3o da pulseira, esses itens disparam um alarme\u201d, explica Nicolas.<\/p>\n<p>Pela audi\u00e7\u00e3o, os cegos conseguiriam facilmente localizar seus pertences. \u201cA gente quer dar mais autonomia a eles\u201d, completa.<\/p>\n<p>Fonte: Globo.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 60 adolescentes de 14 e 15 anos, estudantes de escola p\u00fablica, passaram uma semana em uma universidade particular de S\u00e3o Paulo desenvolvendo projetos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":79,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,4,25,27],"tags":[],"class_list":["post-10187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ceara","category-educacao","category-educadores","category-escolas"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}