{"id":1140,"date":"2009-09-13T07:36:23","date_gmt":"2009-09-13T10:36:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/educacao\/?p=1140"},"modified":"2009-09-13T07:36:23","modified_gmt":"2009-09-13T10:36:23","slug":"criancas-valorizadas-e-incentivadas-pelos-pais-se-tornam-adultos-bem-resolvidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2009\/09\/13\/criancas-valorizadas-e-incentivadas-pelos-pais-se-tornam-adultos-bem-resolvidos\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as valorizadas e incentivadas pelos pais se tornam adultos bem resolvidos"},"content":{"rendered":"<p>Carinho e cuidado s\u00e3o o que os pais costumam considerar a base da educa\u00e7\u00e3o dos filhos pequenos. Acreditam ser o suficiente nos primeiros anos. O que muitos n\u00e3o imaginam \u00e9 que gentileza e valoriza\u00e7\u00e3o dos acertos fazem toda a diferen\u00e7a para que os filhos se tornem pessoas confiantes. Essa ess\u00eancia da autoestima se forma cedo, at\u00e9 os sete anos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1141\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/famlia1-300x261.gif\" alt=\"famlia1\" width=\"300\" height=\"261\" \/>De acordo com a psic\u00f3loga Ana Maria Rossi, da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), nessa fase, a crian\u00e7a j\u00e1 desenvolveu o pr\u00f3prio ego de acordo com os exemplos dos pais e da sociedade. &#8220;\u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o que depende inteiramente da rela\u00e7\u00e3o com os adultos importantes para ela&#8221;, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 quem \u00e9 massacrado pelo excesso de expectativas dos pais, \u00e9 humilhado e reprimido em sua espontaneidade, pode ter o futuro comprometido. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o imut\u00e1vel&#8221;, afirma Ana Maria. &#8220;Mas sofrimento e preju\u00edzos s\u00e9rios nesse per\u00edodo marcam profundamente.&#8221;<\/p>\n<p>Um estudo da Lund University, na Su\u00e9cia, publicado no m\u00eas passado no &#8220;Journal of Psychiatry and Menthal Health Nursing&#8221;, aponta que a baixa autoestima est\u00e1 associada \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cientistas da Universidade McGill, no Canad\u00e1, descobriram que pessoas que se sentem desvalorizadas podem apresentar uma diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel por armazenar lembran\u00e7as, como as da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Pais que exigem demais dos filhos e aparentam decep\u00e7\u00e3o quando eles n\u00e3o atingem o idealizado minam a confian\u00e7a em desenvolvimento. A crian\u00e7a, em sua fantasia, acredita que n\u00e3o ser capaz diante do olhar paterno e materno, o que significa n\u00e3o merecer amor.<\/p>\n<p>Segundos os especialistas, negligenciar a express\u00e3o de sentimentos e reprimir com frases como &#8220;cala a boca&#8221; ou &#8220;isso \u00e9 assunto de adulto&#8221; tamb\u00e9m s\u00e3o mal\u00e9ficas.<\/p>\n<p>Para a professora de psicopatologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie de S\u00e3o Paulo, Cristine Lacet, o di\u00e1logo \u00e9 a chave para a garotada aprender a confiar e a verbalizar sentimentos e opini\u00f5es. &#8220;Acolher dificuldades durante a conversa, sem criticar, ajuda na seguran\u00e7a, assim como ter os avan\u00e7os reconhecidos tamb\u00e9m \u00e9 fundamental&#8221;, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>De acordo com ela, \u00e9 assim que eles percebem que est\u00e3o indo bem ao vencer barreiras como timidez ou medo de n\u00e3o entender o que a professora explica em sala de aula.<\/p>\n<p>\u00a0Para o terapeuta de fam\u00edlia Mois\u00e9s Groisman, a baixa autoestima n\u00e3o \u00e9 um tra\u00e7o de personalidade e, sim, o reflexo de desajustes em casa. &#8220;A autoestima fraca n\u00e3o \u00e9 o primeiro sintoma das crian\u00e7as que aparecem no consult\u00f3rio&#8221;, diz. &#8220;Elas chegam, geralmente, com problemas de aprendizado. Depois, descubro que n\u00e3o s\u00e3o valorizadas na fam\u00edlia, que h\u00e1 dificuldade de relacionamento entre os pais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Saber que o erro faz parte das possibilidades, sem deixar se intimidar, \u00e9 uma caracter\u00edstica de quem tem autoestima.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1142\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/e-bom-ter-se-familia-300x204.jpg\" alt=\"e-bom-ter-se-familia\" width=\"300\" height=\"204\" \/>\u00c9, ser pai ou m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. Adultos bem resolvidos orientam seus filhos para serem tamb\u00e9m bem resolvidos. O problema \u00e9 que s\u00e3o tantas quest\u00f5es, tantas premissas para se chegar nesse modelo.<\/p>\n<p>Leia mais na mat\u00e9ria da Revista Isto\u00c9. Bem interessante os pontos de vistas apresentados.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Revista Isto\u00e9 \u2013 \u00a0edi\u00e7\u00e3o de 06\/09\/2009<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carinho e cuidado s\u00e3o o que os pais costumam considerar a base da educa\u00e7\u00e3o dos filhos pequenos. Acreditam ser o suficiente nos primeiros anos. 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