{"id":11767,"date":"2020-07-27T08:40:00","date_gmt":"2020-07-27T11:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/?p=11767"},"modified":"2020-07-10T10:03:49","modified_gmt":"2020-07-10T13:03:49","slug":"os-efeitos-do-confinamento-na-saude-mental-de-criancas-e-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2020\/07\/27\/os-efeitos-do-confinamento-na-saude-mental-de-criancas-e-adolescentes\/","title":{"rendered":"Os efeitos do confinamento na sa\u00fade mental de crian\u00e7as e adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 860 milh\u00f5es de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ninos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">crian\u00e7as<\/a>\u00a0do mundo todo sa\u00edram um dia das aulas e na manh\u00e3 seguinte n\u00e3o puderam voltar \u00e0 escola, nem brincar com seus amigos, visitar os av\u00f3s ou correr ao ar livre. Enquanto o n\u00famero de cont\u00e1gios e mortes por coronav\u00edrus aumentavam com o passar dos dias e semanas de confinamento, os problemas de sa\u00fade mental tamb\u00e9m cresciam, mas de forma silenciosa.<\/p>\n<p>\u201cUm evento traum\u00e1tico massivo \u2212 que pode ser uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/pandemia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pandemia<\/a>, mas tamb\u00e9m atentados como o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/11_m\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">11M<\/a>\u00a0[ataques de 11 de mar\u00e7o de 2004 em Madri] e grandes cat\u00e1strofes naturais \u2212 provoca um trauma agudo, que pode atingir crian\u00e7as e adultos. O fato de n\u00e3o apresentarem sintomas agora n\u00e3o significa que n\u00e3o apare\u00e7am nos pr\u00f3ximos meses. As crian\u00e7as est\u00e3o sujeitas a um perigo invis\u00edvel que provoca mortes, em uma situa\u00e7\u00e3o de extrema gravidade, inesperada, chocante, que provoca uma rea\u00e7\u00e3o normal do organismo no n\u00edvel psicol\u00f3gico, e isso j\u00e1 est\u00e1 sendo registrado pelas pesquisas dos primeiros estudos que tentam medir como a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2020-04-20\/um-mundo-de-ansiedade-medo-e-estresse.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pandemia est\u00e1 afetando a sa\u00fade mental<\/a>\u201d, assinala Abigail Huertas, psiquiatra do Hospital Gregorio Mara\u00f1\u00f3n de Madri e porta-voz da Associa\u00e7\u00e3o Espanhola de Psiquiatria da Crian\u00e7a e do Adolescente. \u201cA essa amea\u00e7a invis\u00edvel se somam outros fatores estressantes, como a perda da rotina escolar e do relacionamento social com os amigos. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que algum familiar tenha passado a doen\u00e7a isolado em um quarto da casa, ou que tenha sido levado de ambul\u00e2ncia para o hospital. Talvez a crian\u00e7a tenha sofrido alguma perda e n\u00e3o tenha podido assimilar o luto, nem se despedir, ou talvez seus pais tenham ficado desempregados, com tudo o que isso implica. Sempre assinalamos que o ambiente da crian\u00e7a \u00e9 fundamental para sua sa\u00fade mental: se os pais n\u00e3o estiverem bem, as crian\u00e7as n\u00e3o estar\u00e3o bem\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Embora ainda n\u00e3o tenha passado tempo suficiente para prever as sequelas psicol\u00f3gicas que a pandemia deixar\u00e1, alguns especialistas j\u00e1 falam de uma \u201cquarta onda\u201d sanit\u00e1ria. Se a primeira onda foi a avalanche de doentes de covid-19 nos hospitais, a segunda e a terceira ser\u00e3o os pacientes de outras patologias urgentes ou cr\u00f4nicas que exigiam cuidados m\u00e9dicos adiados pela pandemia. A quarta onda corresponderia a uma segunda epidemia, de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/smoda\/2020-03-14\/medo-e-ansiedade-com-a-crise-do-coronavirus-conselhos-dos-psicologos-para-tranquiliza-lo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">transtornos de sa\u00fade mental<\/a>, que transformar\u00e1 as listas de espera em situa\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n<p>Um dos primeiros estudos sobre o impacto psicol\u00f3gico do coronav\u00edrus, feito com 1.210 pessoas em 194 prov\u00edncias da China, incluindo 344 jovens de 12 a 21 anos, revelou que 53,8% dos pesquisados consideravam moderado ou grave esse impacto, 16,5%\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2020-04-10\/todo-mundo-em-wuhan-padece-de-um-trauma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">relataram sintomas depressivos moderados a graves<\/a>\u00a0e 28,8%, sintomas de ansiedade moderada a grave. O principal medo (75,2% dos pesquisados) era que algum parente contra\u00edsse a doen\u00e7a. Outra pesquisa, feita com 4.872 pessoas na China, alertou para o perigo da \u201cinfodemia\u201d, o excesso de informa\u00e7\u00f5es sobre o coronav\u00edrus atrav\u00e9s das redes sociais, que aumentou significativamente a preval\u00eancia da depress\u00e3o, da ansiedade e da combina\u00e7\u00e3o das duas. Por isso, psic\u00f3logos e psiquiatras recomendam limitar a exposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u00e0s not\u00edcias.<\/p>\n<p><strong>Confinamento e depress\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os problemas de sa\u00fade mental t\u00eam a ver n\u00e3o s\u00f3 com o medo de um v\u00edrus invis\u00edvel, mas tamb\u00e9m com o distanciamento social. V\u00e1rios estudos preliminares apontam a rela\u00e7\u00e3o entre longas quarentenas e maior angustia psicol\u00f3gica, que pode se manifestar como pesadelos, terrores noturnos, medo de sair de casa de que seus pais voltem ao trabalho, irritabilidade, hipersensibilidade emocional, apatia, nervosismo, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e at\u00e9 um leve atraso no desenvolvimento cognitivo da crian\u00e7a. Em 2013, a Universidade de Kentucky publicou uma an\u00e1lise do impacto das medidas de isolamento como controle de doen\u00e7as, segundo a qual 30% das crian\u00e7as confinadas e 25% de seus pais atendiam aos crit\u00e9rios para diagnosticar transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. Uma pesquisa recente, realizada na prov\u00edncia chinesa de Hubei, destacou o aumento de sintomas depressivos e de ansiedade em uma amostra de 2.330 estudantes, depois de apenas 34 dias de confinamento devido ao coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Na Espanha, um dos pa\u00edses com medidas mais r\u00edgidas de confinamento, os menores de 14 anos n\u00e3o sa\u00edram de casa entre 15 de mar\u00e7o e 26 de abril,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020\/04\/26\/album\/1587896904_810893.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">quando foram autorizados os primeiros passeios<\/a>. O Grupo de Pesquisa, An\u00e1lise, Interven\u00e7\u00e3o e Terapia Aplicada com Crian\u00e7as e Adolescentes da Universidade Miguel Hern\u00e1ndez iniciou um estudo pioneiro, que analisa o impacto emocional do confinamento em crian\u00e7as italianas e espanholas, atrav\u00e9s de 1.143 pesquisas com pais que t\u00eam filhos de 3 a 18 anos.<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo \u00e9 examinar<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020-04-07\/crie-uma-rotina-com-os-filhos-na-quarentena-e-nao-os-subestimem-eles-sabem-que-tem-algo-acontecendo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0como o confinamento afeta crian\u00e7as e adolescentes<\/a>, a fim de que os resultados sirvam de guia para que pais e profissionais detectem e previnam esses poss\u00edveis problemas. Os resultados indicam que a quarentena imposta devido \u00e0 Covid-19 afeta psicologicamente as crian\u00e7as. Embora tenham grande capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a novas situa\u00e7\u00f5es, parece que n\u00e3o t\u00eam habilidades suficientes para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o de confinamento vivida na Espanha sem se afetar emocionalmente\u201d, afirma Mireia Orgil\u00e9s, uma das autoras do estudo, que posteriormente incluir\u00e1 tamb\u00e9m dados de Portugal.<\/p>\n<p>Nove de cada dez pais relataram mudan\u00e7as no estado emocional e comportamental de seus filhos, em compara\u00e7\u00e3o com antes da quarentena. \u201cAl\u00e9m disso, os h\u00e1bitos tamb\u00e9m mudaram: 25% das crian\u00e7as passaram a comer mais do que o habitual, 73% usaram dispositivos eletr\u00f4nicos mais de 90 minutos por dia, em compara\u00e7\u00e3o com 15% que faziam isso antes da quarentena, e apenas 14% praticavam 60 minutos di\u00e1rios de atividade f\u00edsica, que \u00e9 o recomend\u00e1vel segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade\u201d, assinala Orgil\u00e9s. Diferen\u00e7as nas medidas de confinamento, segundo sua pesquisa, fizeram com que as crian\u00e7as espanholas ficassem mais afetadas psicologicamente do que as italianas.<\/p>\n<p><strong>Ansiedade e trauma<\/strong><\/p>\n<p>Na Espanha, os servi\u00e7os de sa\u00fade mental j\u00e1 atendiam 30% da popula\u00e7\u00e3o infanto-juvenil antes da pandemia. Nos pr\u00f3ximos meses, ser\u00e1 poss\u00edvel verificar se as previs\u00f5es negativas ser\u00e3o confirmadas e se essa propor\u00e7\u00e3o aumentar\u00e1. Antes que isso ocorra, v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es e sociedades cient\u00edficas de psiquiatria e psicologia j\u00e1 fizeram um apelo ao ministro espanhol da Sa\u00fade, Salvador Illa, para que a sa\u00fade mental de crian\u00e7as e jovens n\u00e3o seja negligenciada, como at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Jovens com psicopatologias anteriores e crian\u00e7as sob medidas de prote\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os sociais, que j\u00e1 viviam situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis de pobreza, viol\u00eancia intrafamiliar, depress\u00e3o ou consumo de subst\u00e2ncias psicoativas, s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis. Em um semin\u00e1rio pela Internet organizado recentemente pela Associa\u00e7\u00e3o Espanhola de Psiquiatria da Crian\u00e7a e do Adolescente, a doutora Itziar Baltasar, psiquiatra da Unidade de Adolescentes do Hospital Gregorio Mara\u00f1\u00f3n, o segundo com mais atendimentos de Madri, descreveu como a pandemia for\u00e7ou um reajuste no funcionamento dessa unidade, onde n\u00e3o podia ser oferecido nem mesmo conforto f\u00edsico a pacientes jovens com instabilidade emocional.<\/p>\n<p>Adolescentes com quadros depressivos pr\u00e9vios, que n\u00e3o tinham tido contato anteriormente com o servi\u00e7o de sa\u00fade mental, necessitaram de hospitaliza\u00e7\u00e3o durante o confinamento, enquanto outros, que n\u00e3o tinham psicopatologias pr\u00e9vias ou apresentavam sintomas depressivos subsindr\u00f4micos, desenvolveram patologias graves como resultado da pandemia. Se antes podiam se distrair dos pensamentos negativos saindo com amigos ou praticando esportes ou atividades culturais fora de casa, o confinamento fez que suas preocupa\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00e3o de isolamento se multiplicassem. Da mesma forma, os servi\u00e7os de emerg\u00eancia do hospital detectaram um aumento de tentativas de suic\u00eddio por precipita\u00e7\u00e3o. \u201cEnquanto que no ano passado inteiro recebemos dois ou tr\u00eas casos, nas \u00faltimas semanas tivemos quatro pacientes, inclusive pacientes que n\u00e3o tinham contato anterior com o setor de sa\u00fade mental\u201d, assinala a psiquiatra.<\/p>\n<p>Como diferenciar tristeza e ansiedade normais, que desaparecer\u00e3o de forma natural, de traumas e sequelas de longo prazo? A doutora Abigail Huertas lembra que \u201cs\u00f3 se fala de transtorno depressivo ou luto traum\u00e1tico depois de alguns meses, com sintomas que se prolongam no tempo ou limitam o desenvolvimento normal de sua vida\u201d.<\/p>\n<p>O transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico costuma estar ligado a um trauma vivido em primeira pessoa pela crian\u00e7a ou a um trauma indireto, quando ela reflete um traumas vivido por seus pais, como o que podem ter sofrido os profissionais de sa\u00fade, por exemplo. \u201cDistingue-se porque aparece mais tarde, depois que passam alguns meses. Al\u00e9m de tristeza e ansiedade desproporcionais, ocorrem vis\u00f5es de eventos traum\u00e1ticos, ou seja, surgem lembran\u00e7as ou\u00a0<em>flashbacks<\/em>\u00a0que as invadem e paralisam, a ponto de n\u00e3o poder seguir em frente com sua vida nesse momento. Provoca lembran\u00e7as invasivas, ins\u00f4nia, irritabilidade, bloqueios emocionais e comportamentos esquivos. Por exemplo, crian\u00e7as que n\u00e3o querem pisar na casa de seus av\u00f3s falecidos porque evoca lembran\u00e7as, ou n\u00e3o querem nem se aproximar do telefone porque ficaram chocadas ao ver sua m\u00e3e gritando e chorando quando recebeu um telefonema sobre um familiar falecido\u201d, aponta a doutora Huertas.<\/p>\n<p>Levar\u00e1 tempo e exigir\u00e1 ajuda profissional, mas os psiquiatras e psic\u00f3logos esperam continuar criando uma rede que mantenha a sa\u00fade mental dos mais jovens. At\u00e9 agora, os terapeutas t\u00eam se dedicado a registrar recomenda\u00e7\u00f5es para seus pr\u00f3prios pacientes, fornecendo tamb\u00e9m estrat\u00e9gias e ferramentas para que os pais possam ajudar crian\u00e7as e adolescentes com vulnerabilidade pr\u00e9via. Tamb\u00e9m est\u00e3o em contato com pediatras e m\u00e9dicos de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, para que detectem o quanto antes os primeiros sintomas. \u201cA tristeza, o medo e a raiva s\u00e3o normais, mas caso se detecte que essas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito intensas ou prolongadas no tempo, nossa recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que nunca seja negligenciado o sofrimento emocional de uma crian\u00e7a\u201d, conclui a doutora Huertas. Se um adolescente diz que quer morrer, ficar em sil\u00eancio ou fingir que n\u00e3o h\u00e1 nenhum problema n\u00e3o ajuda. Podemos lhe perguntar do que precisa, se h\u00e1 algo que possamos fazer ou deixar de fazer para que se sinta melhor \u2212 sem obrig\u00e1-lo a falar, mas sem ignor\u00e1-lo \u2212, incentiv\u00e1-lo a praticar esporte, a sair com seus amigos, a desenvolver sua criatividade. E sempre que tivermos d\u00favidas devemos consultar um profissional, porque em sa\u00fade mental tamb\u00e9m \u00e9 melhor prevenir que remediar.<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> EL PA\u00cdS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 860 milh\u00f5es de\u00a0crian\u00e7as\u00a0do mundo todo sa\u00edram um dia das aulas e na manh\u00e3 seguinte n\u00e3o puderam voltar \u00e0 escola, nem brincar com seus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":79,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,360,4,266,25,28],"tags":[],"class_list":["post-11767","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ceara","category-coronavirus","category-educacao","category-educacao-familiar","category-educadores","category-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11767"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11767\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11768,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11767\/revisions\/11768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}