{"id":1230,"date":"2009-10-04T07:14:36","date_gmt":"2009-10-04T10:14:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/educacao\/?p=1230"},"modified":"2009-10-04T07:14:36","modified_gmt":"2009-10-04T10:14:36","slug":"crianca-nao-trabalha-crianca-da-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2009\/10\/04\/crianca-nao-trabalha-crianca-da-trabalho\/","title":{"rendered":"&#034;Crian\u00e7a n\u00e3o trabalha. Crian\u00e7a d\u00e1 trabalho&#034;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1231\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2009\/10\/trabalho-infantil.jpg\" alt=\"trabalho infantil\" width=\"560\" height=\"438\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2009\/10\/trabalho-infantil.jpg 560w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2009\/10\/trabalho-infantil-300x235.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2009\/10\/trabalho-infantil-120x94.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/>Abaixo dos 14 anos de idade, \u00e9 proibido trabalhar. Dos 14 aos 15, s\u00f3 se estiver inserido no sistema de aprendizado. Entre 17 e 18, \u00e9 poss\u00edvel, desde que a fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja noturna ou insalubre.<\/p>\n<p>\u00a0Apesar da exist\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o que protege a crian\u00e7a e o adolescente do trabalho infantil, n\u00e3o \u00e9 bem assim que funciona no pa\u00eds. Embora ainda seja uma realidade para quase um milh\u00e3o de crian\u00e7as, o trabalho infantil est\u00e1 em queda no Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0Em 2008, 993 mil pessoas com at\u00e9 treze anos estavam empregadas no pa\u00eds uma queda de 19,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2007 (1,2 milh\u00e3o). O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o de pessoas entre cinco e treze anos de idade j\u00e1 \u00e9 o menor da d\u00e9cada, com 3,2% de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) 2008, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Cerca de 4,5 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalham no Brasil, o que corresponde a 10,2% da popula\u00e7\u00e3o nessa faixa et\u00e1ria, um n\u00famero menor do que o registrado em 2007, quando 4,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as e jovens trabalhavam. Ou seja, houve uma queda de 7,6% nesta faixa et\u00e1ria mais ampla.<\/p>\n<p>A maior parte trabalha em atividades dom\u00e9sticas (51,6%). Outros 35,5% trabalhavam em atividades agr\u00edcolas. A m\u00e9dia salarial ficou em R$ 269 mensais &#8211; o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 R$ 465 atualmente.<\/p>\n<p>Em 2008, 141 mil crian\u00e7as nessa idade trabalhavam, menos que as 158 mil que trabalhavam no ano anterior. A regi\u00e3o Nordeste, mesmo registrando queda de 13,4% em 2007 para 12,3% (1,7 milh\u00e3o), em 2008, ainda apresentava a maior propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes nessa faixa de idade ocupadas. A pesquisa aponta uma queda gradual desse \u00edndice desde 1992, quando ele estava em 19,6%.<\/p>\n<p>Pernambuco tem a menor taxa da regi\u00e3o, com 10,6% dessas crian\u00e7as e adolescentes trabalhando. A pior situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a do Piau\u00ed, com 15% de trabalhadores infantis. Na Bahia, 21 mil crian\u00e7as dos cinco aos nove anos estavam exercendo atividade remunerada nesse per\u00edodo, sendo que a maioria (17 mil) estava na \u00e1rea agr\u00edcola.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que crian\u00e7as entre dez e 14 anos est\u00e3o trabalhando mais no Cear\u00e1, e o crescimento do trabalho infantil no estado acontece entre as meninas. Enquanto em 2007, 8,5% delas trabalhavam, no ano passado, esse n\u00famero subiu para 10,2%. O resultado \u00e9 quase o dobro da m\u00e9dia nacional para mulheres entre dez e 14 anos: 5,9%. J\u00e1 os garotos dessa mesma faixa et\u00e1ria est\u00e3o trabalhando menos: em 2007, eram 19,4% da popula\u00e7\u00e3o, no ano passado, 18,2%.<\/p>\n<p>\u00a0Na regi\u00e3o metropolitana de Fortaleza, o IBGE estima haver 20 mil crian\u00e7as de dez a 14 anos em situa\u00e7\u00e3o economicamente ativa, o equivalente a 5,8% das pessoas nessa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>No Sudeste foi registrado o menor n\u00edvel de trabalhadores entre cinco e 17 anos: 7,9% deles tinha emprego no ano passado. Para a gerente de programas e projetos da Funda\u00e7\u00e3o Abrinq, Denise Cesario, o governo tem boas pol\u00edticas para a redu\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, mas &#8220;est\u00e1 muito distante de garantir o direito das crian\u00e7as e adolescente&#8221;, afirma. Segundo ela, o maior desafio \u00e9 diminuir a ocupa\u00e7\u00e3o nesta faixa et\u00e1ria no meio rural, que concentrava 35,5% das crian\u00e7as ocupadas.<\/p>\n<p>Como diz a m\u00fasica do Paulo Tati e\u00a0Sandra, do Palavra Cantada, &#8220;Crian\u00e7a n\u00e3o trabalha. Crian\u00e7a d\u00e1 trabalho&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abaixo dos 14 anos de idade, \u00e9 proibido trabalhar. Dos 14 aos 15, s\u00f3 se estiver inserido no sistema de aprendizado. 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