{"id":3604,"date":"2010-09-13T08:22:13","date_gmt":"2010-09-13T11:22:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=3604"},"modified":"2010-09-13T08:22:13","modified_gmt":"2010-09-13T11:22:13","slug":"3604","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2010\/09\/13\/3604\/","title":{"rendered":"Dica de leitura: &quot;O e-mail como g\u00eanero textual em sala de aula&quot;"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-3605\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/3604\/internet-6\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3605\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2010\/09\/internet-300x248.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"248\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2010\/09\/internet-300x248.gif 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2010\/09\/internet-120x99.gif 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Hoje eu\u00a0indico a leitura de um texto publicado na Revista <em>Eletr\u00f4nica Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica:&#8221; O e-mail como g\u00eanero textual em sala de aula&#8221;,<\/em> do professor universit\u00e1rio e p\u00f3s-graduado em L\u00edngua Portuguesa Wasley de Jesus\u00a0Santos.<\/p>\n<p>Boa fonte para se trabalhar em sala de aula. Al\u00e9m do mais, situa o educador no universo da net, colaborando para que essa linguagem seja utilizada em sala de aula como ferramenta pedag\u00f3gica e n\u00e3o como vil\u00e3.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabia o que fazer quando o educando perde o interesse pela aula e se conecta as redes sociais? Leia o texto e bom planejamento, pois muitos problemas poder\u00e3o ser resolvidos!<\/p>\n<h1 id=\"docid\"><em>O e-mail como g\u00eanero textual em sala de aula<\/em><\/h1>\n<p><em>Wasley de Jesus Santos (<\/em><em>Professor universit\u00e1rio, p\u00f3s-graduado em L\u00edngua Portuguesa)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Segundo Marcushi (2004), os g\u00eaneros textuais s\u00e3o os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. Eles apresentam caracter\u00edsticas sociocomunicativas definidas por seu estilo, fun\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o, conte\u00fado e canal. Para a <\/em><a title=\"Lingu\u00edstica\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lingu%C3%ADstica\" target=\"_blank\"><em>Lingu\u00edstica<\/em><\/a><em> Textual, os g\u00eaneros textuais englobam estes e todos os textos produzidos por usu\u00e1rios de uma l\u00edngua. Assim, ao lado da cr\u00f4nica e do conto, tamb\u00e9m identificamos a carta pessoal, a conversa telef\u00f4nica, o <\/em><a title=\"Email\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Email\" target=\"_blank\"><em>e-mail<\/em><\/a><em> e tantos outros exemplares de g\u00eaneros que circulam em nossa sociedade.<\/em><\/p>\n<p><em>O e-mail, inclusive, tornou-se um g\u00eanero textual altamente utilizado a partir do s\u00e9culo XX, precisamente em 1971, com o advento da era digital e do acesso ilimitado de muitas pessoas \u00e0 rede mundial de computadores. Em princ\u00edpio, \u00e9 um sistema de transmiss\u00e3o r\u00e1pida via internet em que os usu\u00e1rios se comunicam em quest\u00e3o de segundos. O correio eletr\u00f4nico, ou seja, a p\u00e1gina da internet \u00e9 o suporte e o g\u00eanero textual \u00e9 o e-mail.<\/em><\/p>\n<p><em>Apesar de apresentar desvantagens, como necessidade de provedor de acesso e certa invas\u00e3o de privacidade \u2013 pois esse g\u00eanero circula muito livremente pelo ambiente virtual, podendo ser enviado para o endere\u00e7o errado, ser copiado e at\u00e9 mesmo alterado \u2013, o e-mail tamb\u00e9m oferece vantagens que superam os previs\u00edveis preju\u00edzos. Dentre elas, a velocidade de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e a possibilidade de envio da mensagem (ao mesmo tempo) para diversos destinat\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p><em>Pensando em uma sala de aula, na vis\u00e3o de um projeto coerente e coeso de ensino de l\u00edngua materna atrav\u00e9s de g\u00eaneros textuais, o e-mail \u00e9 uma excelente op\u00e7\u00e3o para o professor utilizar em sua pr\u00e1xis. Excelente porque esse g\u00eanero est\u00e1 a todo o momento \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da necessidade sociocomunicativa do aluno e pode ter tamb\u00e9m apar\u00eancia muito semelhante \u00e0 do bilhete ou da carta pessoal, g\u00eaneros estes j\u00e1 bastante recorrentes na escola.<\/em><\/p>\n<p><em>Diante disso, \u00e9 interessante que o professor compreenda o e-mail como g\u00eanero textual; ele tem a estrutura-padr\u00e3o da carta: vocativo, texto, despedida e assinatura (podendo variar, a depender do grau de formalidade e\/ou de quem seja o destinat\u00e1rio). A linguagem varia igualmente conforme a situa\u00e7\u00e3o estabelecida entre os interlocutores. Seus par\u00e1grafos costumam ser curtos, para maior clareza na leitura do texto.<\/em><\/p>\n<p><em>Portanto, ainda dentro desse projeto de ensino de l\u00edngua materna, h\u00e1 que se pensar como esse g\u00eanero se presta ao ensino de l\u00edngua, em que contribui e de que necessita para sua efetiva\u00e7\u00e3o de uso em sala de aula.<\/em><\/p>\n<p><em>Tendo em vista o trabalho pedag\u00f3gico das aulas de linguagem com an\u00e1lise lingu\u00edstica (AL) dos mais variados g\u00eaneros textuais, o e-mail propicia um leque de pontos a serem analisados e discutidos pelos alunos e pelo professor. A avalia\u00e7\u00e3o dessas produ\u00e7\u00f5es abandona os crit\u00e9rios quase exclusivamente liter\u00e1rios ou puramente gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto n\u00e3o \u00e9 aquele que apresenta (ou s\u00f3 apresenta) caracter\u00edsticas liter\u00e1rias, mas aquele que \u00e9 adequado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o comunicacional para a qual foi produzido. Ou seja, se a escolha do g\u00eanero, a estrutura, o conte\u00fado, o estilo e o n\u00edvel de l\u00edngua est\u00e3o adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto.<\/em><\/p>\n<p><em>A aplicabilidade seria vi\u00e1vel: apenas como sugest\u00e3o de trabalho, o professor, ao tomar o e-mail como g\u00eanero textual nas aulas de l\u00edngua, poderia solicitar aos alunos que escrevessem, por exemplo, um e-mail para uma autoridade da sua cidade, convidando-a para um dado evento da escola. Depois, que outro e-mail fosse elaborado para um amigo \u00edntimo, informando-o de que tal dia n\u00e3o haver\u00e1 aula e por qual motivo.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao avaliar a produ\u00e7\u00e3o de texto do g\u00eanero e-mail, o professor atenta para que sejam observadas pelos alunos as diferen\u00e7as b\u00e1sicas de cada e-mail-texto produzido, comparando a linguagem usada e as diferen\u00e7as quanto ao conte\u00fado e \u00e0 finalidade. S\u00f3 muito depois, muito depois de que fossem discutidas, compreendidas e apreendidas as quest\u00f5es concernentes \u00e0 funcionalidade desse g\u00eanero, o professor faria revis\u00f5es e reescritas, quantas vezes precisar, para adequar a estrutura sint\u00e1tico-sem\u00e2ntica das frases, os fatores de coer\u00eancia, os mecanismos de coes\u00e3o do texto, o vocabul\u00e1rio adotado etc.<\/em><\/p>\n<p><em>O trabalho de AL, assim, ganharia mais espa\u00e7o de maneira l\u00f3gica e did\u00e1tica. As aulas de l\u00edngua n\u00e3o seriam mais preenchidas com listas de verbos, muito menos com produ\u00e7\u00f5es textuais desconexas \u00e0 realidade de mundo do aluno. Seria, portanto, cumprir a bitransitividade do verbo dizer: ensinar o que dizer e como diz\u00ea-lo a algu\u00e9m.<\/em><\/p>\n<h2><em>Refer\u00eancias<\/em><\/h2>\n<p><em>MARCUSCHI, Luiz Ant\u00f4nio. G\u00eaneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, Luiz Ant\u00f4nio; XAVIER, Ant\u00f4nio Carlos (Org.). Hipertexto e g\u00eaneros digitais: novas formas de sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004, p. 13-67.<\/em><\/p>\n<p><em>PAIVA, Vera L\u00facia Menezes de Oliveira e. E-mail: um novo g\u00eanero textual. In: MARCUSCHI, Luiz Ant\u00f4nio; XAVIER, Ant\u00f4nio Carlos (Org.). Hipertexto e g\u00eaneros digitais: novas formas de sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004, p. 68-90.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje eu\u00a0indico a leitura de um texto publicado na Revista Eletr\u00f4nica Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica:&#8221; O e-mail como g\u00eanero textual em sala de aula&#8221;, do professor universit\u00e1rio&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":79,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,3,10,4,25,229],"tags":[],"class_list":["post-3604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ceara","category-dicas-de-atividades","category-dicas-de-livros","category-educacao","category-educadores","category-leitura"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}