{"id":841,"date":"2009-08-02T06:25:48","date_gmt":"2009-08-02T11:25:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog4.opovo.com.br\/educacao\/?p=841"},"modified":"2009-08-02T06:25:48","modified_gmt":"2009-08-02T11:25:48","slug":"crescem-os-primeiros-filhos-da-aids-por-transmissao-vertical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2009\/08\/02\/crescem-os-primeiros-filhos-da-aids-por-transmissao-vertical\/","title":{"rendered":"Crescem os primeiros filhos da Aids por transmiss\u00e3o vertical"},"content":{"rendered":"<p>A primeira gera\u00e7\u00e3o de beb\u00eas infectados pelo HIV por transmiss\u00e3o vertical (de m\u00e3e para filho) nos anos 80 chegou \u00e0 juventude. Quase todos passaram a inf\u00e2ncia enfrentando doen\u00e7as oportunistas e tiveram de se acostumar com termos t\u00e9cnicos como carga viral, linf\u00f3citos CD4 ou genotipagem. Mas, apesar dos problemas como enfrentar o preconceito e conviver com interna\u00e7\u00f5es constantes, eles dizem que se fortaleceram com as dificuldades e hoje encaram a Aids como uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, que exige cuidados, mas que n\u00e3o os impede de aproveitar a vida e fazer planos.<\/p>\n<p>A assistente social Luciana Basile notou essa caracter\u00edstica ao ouvir alguns desses jovens para seu mestrado, defendido em mar\u00e7o, na Pontif\u00edcia Universidade do Rio Grande do Sul (PUC-RS). &#8220;Eles n\u00e3o pensam muito na morte nem t\u00eam a autoestima abalada. A expectativa de vida \u00e9 grande&#8221;, destaca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-842\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog4.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/filhos.bmp\" alt=\"filhos\" \/>Segundo o sanitarista do Departamento de DST e Aids do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Marcelo de Freitas, a infec\u00e7\u00e3o do HIV em crian\u00e7as \u00e9 mais agressiva. Por\u00e9m, com o advento de novas drogas, elas tiveram a vida prolongada.<\/p>\n<p>A partir de 1996, foi implantada no Pa\u00eds a pol\u00edtica de profilaxia da transmiss\u00e3o vertical, que inclui oferecer antirretrovirais (rem\u00e9dios que impedem a multiplica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus) para a gestante e o beb\u00ea. A chance de contamina\u00e7\u00e3o, que era de 25%, hoje \u00e9 de 1% ou menos. Para Freitas, a Aids tem padr\u00e3o de doen\u00e7a cr\u00f4nica, mas s\u00f3 quando h\u00e1 boa ades\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n<p>Sidnei Pimentel, infectologista do Centro Estadual de Refer\u00eancia e Treinamento em DST\/Aids de S\u00e3o Paulo, diz que alguns deles ficam desmotivados para seguirem adiante com o tratamento, por tomarem medicamento desde novos e n\u00e3o apresentarem sintomas. \u00c0 medida que essas crian\u00e7as crescem, surgem novas quest\u00f5es a serem enfrentadas, como a transi\u00e7\u00e3o entre o setor pedi\u00e1trico e o de adultos no hospital.<\/p>\n<p>No centro, foi criado h\u00e1 um ano um ambulat\u00f3rio de transi\u00e7\u00e3o, que prepara o jovem para a mudan\u00e7a de setor. &#8220;Na pediatria, eles s\u00e3o mais protegidos. O setor de adultos tem mais pacientes, pode ser chocante mudar&#8221;, afirma Pimentel. Conforme dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, casos de transmiss\u00e3o vertical de Aids foram registrados no Brasil de 1980 a junho de 2008.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Folha de S. Paulo (SP), Fl\u00e1via Mantovani<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira gera\u00e7\u00e3o de beb\u00eas infectados pelo HIV por transmiss\u00e3o vertical (de m\u00e3e para filho) nos anos 80 chegou \u00e0 juventude. 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