{"id":9352,"date":"2015-11-25T07:32:00","date_gmt":"2015-11-25T10:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=9352"},"modified":"2015-11-25T07:32:00","modified_gmt":"2015-11-25T10:32:00","slug":"no-mundo-do-circo-criancas-cuidam-da-saude-enquanto-desenvolvem-habilidades-para-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2015\/11\/25\/no-mundo-do-circo-criancas-cuidam-da-saude-enquanto-desenvolvem-habilidades-para-a-vida\/","title":{"rendered":"No mundo do circo crian\u00e7as cuidam da sa\u00fade enquanto desenvolvem habilidades para a vida"},"content":{"rendered":"<p>Nata\u00e7\u00e3o para sobreviv\u00eancia, futebol para os meninos e bal\u00e9 para as meninas. Na busca por estimular a pr\u00e1tica de uma atividade f\u00edsica j\u00e1 na\u00a0<a id=\"hgg8gl\" href=\"http:\/\/imgsapp.sites.correioweb.com.br\/#\" rel=\"nofollow\">inf\u00e2ncia<\/a>, muitas fam\u00edlias se at\u00eam a quest\u00f5es pr\u00e1ticas que mesclam a combina\u00e7\u00e3o entre utilidade e exerc\u00edcio ou optam pelo que tradicionalmente \u00e9 atribu\u00eddo como prefer\u00eancia de cada g\u00eanero. No entanto, para mudar o cen\u00e1rio em que 45,9% das pessoas entre 14 e 75 anos s\u00e3o sedent\u00e1rias no Brasil, \u00e9 preciso muito mais do que exemplo e matricular uma crian\u00e7a em uma academia.<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. Para isso, vale tentar modalidades n\u00e3o t\u00e3o convencionais e observar o interesse de cada crian\u00e7a.\u00a0Para um n\u00famero cada vez mais crescente delas, as aulas de circo t\u00eam se mostrado uma alternativa certeira. Que o diga a servidora p\u00fablica Elza F\u00e1tima Rezende Herrerias. Ela conta que a\u00a0<a id=\"gvtqpvtb\" href=\"http:\/\/imgsapp.sites.correioweb.com.br\/#\" rel=\"nofollow\">filha<\/a>\u00a0Rafaela, de 10 anos, n\u00e3o dava continuidade a nenhuma atividade f\u00edsica. A garotinha tentou nata\u00e7\u00e3o, dan\u00e7a e v\u00f4lei e, segundo a m\u00e3e, \u201csempre desanimava logo no in\u00edcio e inventava uma s\u00e9rie de motivos para n\u00e3o ir\u201d. Foi durante uma conversa de Elza com a pr\u00f3pria terapeuta que ela recebeu a indica\u00e7\u00e3o da especialista para tentar com a filha a aula de circo. Matriculada desde julho deste ano, Rafaela aparenta motiva\u00e7\u00e3o, afinidade com o trap\u00e9zio e interesse pelo universo da aula. Diante de qualquer dificuldade, pede aux\u00edlio ao professor e se esfor\u00e7a para executar a atividade corretamente.<\/p>\n<p>Para Elza, a filha se sente estimulada pelos desafios de cada exerc\u00edcio.\u00a0Professor de inicia\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas circenses para\u00a0<a id=\"bna1f\" href=\"http:\/\/imgsapp.sites.correioweb.com.br\/#\" rel=\"nofollow\">crian\u00e7as<\/a>\u00a0e adolescentes, Rodrigo Ferrari \u00e9 quem d\u00e1 aula para Rafaela e sua turma no Studio A. Segundo ele, o circo para crian\u00e7as age em v\u00e1rias inst\u00e2ncias da vida de meninos e meninas: desde os benef\u00edcios f\u00edsicos e mentais, al\u00e9m do desenvolvimento da coordena\u00e7\u00e3o motora e equil\u00edbrio, at\u00e9 sentimentos como confian\u00e7a em si mesmas. \u201cQuando a crian\u00e7a v\u00ea uma apresenta\u00e7\u00e3o circense, ela n\u00e3o se v\u00ea capaz de conseguir fazer igual. Com as aulas, elas v\u00e3o compreendendo as in\u00fameras possibilidades f\u00edsicas do corpo. Conseguir ficar de ponta \u00e0 cabe\u00e7a \u2013 mesmo que seja simples para alguns \u2013 \u00e9 uma supera\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o se imagina capaz daquilo\u201d, explica. As aulas de circo para crian\u00e7as geralmente adotam o sistema de circuito para que cada aluno ou aluna possa ter contato com o universo do circo e experimentar as possibilidades do pr\u00f3prio corpo para conquistar a consci\u00eancia corporal. As acrobacias, por exemplo, trabalham alongamento, flexibilidade e for\u00e7a. \u201cA crian\u00e7a descobre tamb\u00e9m o que \u00e9 capaz de fazer com o corpo do outro e o que o corpo pode fazer sozinho\u201d, diz Rodrigo Ferrari.<\/p>\n<p>Para o professor, como o universo do circo est\u00e1 muito relacionado ao l\u00fadico, \u00e0 brincadeira e \u00e0 divers\u00e3o, \u00e9 mais f\u00e1cil para as crian\u00e7as se envolverem nas atividades propostas. \u201cNo entanto, tem-se um treinamento f\u00edsico dif\u00edcil por tr\u00e1s de todo esse imagin\u00e1rio. \u00c9 poss\u00edvel se divertir treinando, mas temos tamb\u00e9m o lado s\u00e9rio da educa\u00e7\u00e3o corporal. O corpo da crian\u00e7a precisa estar preparado para fazer tudo aquilo que ela acha bonito de ver num espet\u00e1culo circense\u201d, salienta.\u00a0H\u00e1 seis anos dando aulas de circo para crian\u00e7as Rodrigo Ferrari coleciona alguns relatos de fam\u00edlias que demonstram como o circo interfere positivamente em outros \u00e2mbitos da vida de quem o pratica. \u201cUm exemplo bom s\u00e3o as aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da escola. A crian\u00e7a que faz circo se sente mais segura para a pr\u00e1tica de um esporte coletivo ou outra atividade f\u00edsica proposta e tamb\u00e9m se torna mais apta a interagir nas brincadeiras e com o outro\u201d, explica.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Laura, de 7, \u00e9 um exemplo que ilustra bem a fala do professor. A pedagoga Kelly Cristina Mamine dos Bernardon \u00e9 m\u00e3e da garotinha e tamb\u00e9m de Juliano, de 12. Ela conta que uma fisioterapeuta indicou a aula de circo para a ca\u00e7ula, que trope\u00e7ava e ca\u00eda muito. \u201cA fisioterapeuta indicou o circo porque conhecia a aula e falou que era din\u00e2mica e l\u00fadica. A Laura fazia bal\u00e9, mas reclamava.\u201d Al\u00e9m disso, aos olhos da m\u00e3e, Laura parecia muito t\u00edmida e tinha certa dificuldade para se entrosar. \u201cQuando levei minha filha para fazer uma aula experimental, ela se apaixonou. A Laura tem loucura com o circo.\u201d\u00a0A pedagoga diz que, al\u00e9m do salto no desenvolvimento motor, as aulas de circo ajudaram a menina a se soltar, a se comunicar melhor e a interagir n\u00e3o importa o ambiente. \u201cQuando tinha aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica na escola, minha filha costumava voltar ralada. Ia brincar, ca\u00eda. E tamb\u00e9m trope\u00e7ava demais e torcia o p\u00e9 com certa frequ\u00eancia. Depois que ela entrou no circo, tudo isso acabou\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Para Kelly, os ganhos para outros aspectos da vida da Laura tamb\u00e9m s\u00e3o muito n\u00edtidos. \u201cEla \u00e9 uma menina confiante e segura. Antes, quando a gente ia a alguma festinha ela reclamava que n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m e ficava sentadinha, emburrada num canto. Hoje, ela se comunica com a maior facilidade e n\u00e3o preciso intermediar nada. A autoestima melhorou muito\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Fonte: www.correioweb.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nata\u00e7\u00e3o para sobreviv\u00eancia, futebol para os meninos e bal\u00e9 para as meninas. 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