{"id":9676,"date":"2016-04-16T07:58:45","date_gmt":"2016-04-16T10:58:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=9676"},"modified":"2016-04-16T07:58:45","modified_gmt":"2016-04-16T10:58:45","slug":"professores-indigenas-do-acre-fazem-curso-para-dar-chance-de-estudo-a-criancas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2016\/04\/16\/professores-indigenas-do-acre-fazem-curso-para-dar-chance-de-estudo-a-criancas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Professores ind\u00edgenas do Acre fazem curso para dar chance de estudo a crian\u00e7as com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><a><img decoding=\"async\" title=\"A professora Marcilene atende alunos com defici\u00eancia, no turno oposto ao das aulas regulares: \u201cCom amor, carinho e respeito aos limites de cada um, eles v\u00e3o aos poucos avan\u00e7ando e conseguindo passar de ano\u201d (foto: arquivo da professora)\" alt=\"A professora Marcilene atende alunos com defici\u00eancia, no turno oposto ao das aulas regulares: \u201cCom amor, carinho e respeito aos limites de cada um, eles v\u00e3o aos poucos avan\u00e7ando e conseguindo passar de ano\u201d (foto: arquivo da professora)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/images\/stories\/noticias\/2016\/materia.jpg\" width=\"350\" \/><\/a><\/p>\n<p>O avan\u00e7o da pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o especial no Brasil tem revelado experi\u00eancias bem-sucedidas nas escolas ind\u00edgenas. No interior do Acre, crian\u00e7as e jovens com defici\u00eancia que n\u00e3o estudavam s\u00e3o levados \u00e0s escolas das aldeias desde 2009, quando teve in\u00edcio um trabalho de forma\u00e7\u00e3o de 300 professores ind\u00edgenas. O primeiro passo \u00e9 o convencimento e esclarecimento dos caciques de diferentes etnias sobre a legisla\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o especial e o direito dos ind\u00edgenas com defici\u00eancia de frequentar as salas de aula comuns.<\/p>\n<p>Na escola Ixub\u00e3y Rabui Puyanawa, da aldeia dos poianauas, no munic\u00edpio de M\u00e2ncio Lima, a 650 quil\u00f4metros da capital, Rio Branco, a professora Marcilene Porracai faz h\u00e1 tr\u00eas anos o atendimento de educa\u00e7\u00e3o especial a oito alunos com defici\u00eancia, no turno oposto ao das aulas regulares. \u201cCom o curso de forma\u00e7\u00e3o, amor, carinho e respeito aos limites de cada um, eles v\u00e3o aos poucos avan\u00e7ando e conseguindo passar de ano\u201d, diz a professora.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 entre eles dois alunos surdos, Marcilene teve de aprender a l\u00edngua brasileira de sinais (libras). Uma aluna surda, que est\u00e1 terminando o ensino m\u00e9dio, nunca teve contato com a libras. \u201cA professora ind\u00edgena da escola Ixub\u00e3y Rabui se esfor\u00e7ou bastante e, durante tr\u00eas meses, precisou vir de uma dist\u00e2ncia de 35 quil\u00f4metros para chegar ao munic\u00edpio de Cruzeiro do Sul e frequentar o curso de forma\u00e7\u00e3o\u201d, explica Darci Nic\u00e1cio, coordenadora do N\u00facleo de Apoio Pedag\u00f3gico \u00e0 Inclus\u00e3o (Napi) da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Acre. Com a nova l\u00edngua inserida na comunidade, os poianauas ser\u00e3o poliglotas. Al\u00e9m da l\u00edngua ind\u00edgena, as crian\u00e7as aprendem portugu\u00eas, ingl\u00eas e, agora, libras.<\/p>\n<p>Aos poucos, outras aldeias aderem \u00e0 inclus\u00e3o. A pr\u00f3xima ser\u00e1 a escola Tamakai\u00e3, da etnia catuquina, em Cruzeiro do Sul. \u201cA articula\u00e7\u00e3o com os ind\u00edgenas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, pois muitos deles nem falam portugu\u00eas e precisamos de um int\u00e9rprete para explicar a import\u00e2ncia da inclus\u00e3o, de n\u00e3o deixar ningu\u00e9m fora da escola\u201d, explica \u00darsula Maria Maia, coordenadora de educa\u00e7\u00e3o especial no estado.<\/p>\n<p><strong>Assist\u00eancia<\/strong>\u00a0\u2014 Na aldeia Rep\u00fablica, da etnia nuquini, tamb\u00e9m no munic\u00edpio de M\u00e2ncio Lima, o professor ind\u00edgena Marcos Costa Oliveira tem atuado no atendimento especial a crian\u00e7as e jovens com algum tipo de defici\u00eancia. Na Escola Pedro Ant\u00f4nio de Oliveira, onde ele trabalha, cinco alunos apresentam defici\u00eancias distintas: um tem baixa vis\u00e3o e restri\u00e7\u00f5es de locomo\u00e7\u00e3o durante o dia em raz\u00e3o da luminosidade; outro tem daltonismo e os demais, defici\u00eancia motora, de fala e intelectual.<\/p>\n<p>\u201cEu dou assist\u00eancia a todos e fa\u00e7o o que posso\u201d, diz o professor. \u201cPego at\u00e9 o barco para ir \u00e0 casa de um dos alunos, que tem defici\u00eancia motora, e \u00e9 muito dif\u00edcil para ele vir \u00e0 escola.\u201d<\/p>\n<p>O povo nuquini espalha-se por uma \u00e1rea vasta, e alguns alunos precisam vencer dist\u00e2ncias de at\u00e9 3 quil\u00f4metros de rio para chegar \u00e0 escola. A aldeia Rep\u00fablica segue o curso do rio Moa, afluente do Juru\u00e1, que des\u00e1gua no Amazonas. Marcos acrescenta que h\u00e1 necessidade de um maior n\u00famero de professores ind\u00edgenas com forma\u00e7\u00e3o especial para atender outras crian\u00e7as e jovens com defici\u00eancia em outras aldeias. \u201cEu fiz o curso porque senti que o meu povo precisava de ajuda\u201d, afirma. \u201cEsses alunos com defici\u00eancia precisavam ser inclu\u00eddos.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m de dar assist\u00eancia aos estudantes, Marcos orienta os demais professores ind\u00edgenas a prestar aten\u00e7\u00e3o nos alunos com dificuldade de aprendizagem. \u201cComo \u00e9 tudo muito novo para n\u00f3s, eles precisam estar atentos aos alunos, observ\u00e1-los para descobrir se h\u00e1 defici\u00eancias n\u00e3o percebidas ainda\u201d, esclarece. \u201cEsse processo todo nos faz refletir e respeitar as diferen\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p><em>Fonte e texto: Rov\u00eania Amorim<\/em><\/p>\n<p>Saiba mais no\u00a0<a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/jornal.html\" target=\"_blank\">Jornal do Professor<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o especial no Brasil tem revelado experi\u00eancias bem-sucedidas nas escolas ind\u00edgenas. 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