{"id":9766,"date":"2016-06-23T07:01:20","date_gmt":"2016-06-23T10:01:20","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/educacao\/?p=9766"},"modified":"2016-06-23T07:01:20","modified_gmt":"2016-06-23T10:01:20","slug":"violencia-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/educacao\/2016\/06\/23\/violencia-infantil\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia infantil"},"content":{"rendered":"<p>A cada hora, seis crian\u00e7as s\u00e3o espancadas, queimadas, mutiladas no Brasil. Apesar de impressionante, a dureza da estat\u00edstica n\u00e3o expressa a plenitude desse tipo de viol\u00eancia, com os efeitos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos que cada menino ou menina vivencia. Cerca de 70% das situa\u00e7\u00f5es envolvem la\u00e7os familiares e ocorrem em resid\u00eancias, seja da v\u00edtima ou do agressor.<\/p>\n<p>S\u00e3o tantos casos absurdos. Aqui no Cear\u00e1 estamos vivenciando a triste not\u00edcia de uma padrasto que estuprou um beb\u00ea de um ano e quatro meses. Uma crian\u00e7a de nove anos que foi estuprada no banheiro de uma escola p\u00fablica por cinco outros alunos com idades entre nove e onze anos. At\u00e9 quando?<\/p>\n<p>NO ESPECIAL a seguir, al\u00e9m de n\u00fameros que exp\u00f5em a dimens\u00e3o desse problema tamb\u00e9m comum em Santa Catarina, mostramos casos em que os respons\u00e1veis foram condenados pela Justi\u00e7a. Mas essa \u00e9 uma parte pequena. A estimativa \u00e9 que para cada epis\u00f3dio denunciado, 10 fiquem no anonimato.<\/p>\n<p>Santa Catarina contribui para essa estat\u00edstica dolorosa. No ano passado, 1.006 den\u00fancias chegaram \u00e0s regionais de pol\u00edcia do Estado, quase tr\u00eas por dia. Outro sinalizador dessa situa\u00e7\u00e3o perversa em territ\u00f3rio catarinense \u00e9 o Disque 100, o servi\u00e7o de atendimento telef\u00f4nico sigiloso e gratuito da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, com sede em Bras\u00edlia. Em 2015, 1.681 den\u00fancias tiveram origem em Santa Catarina.\u00a0 Um aumento de 19% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>T\u00e3o duro quanto as estat\u00edsticas \u2013 a estimativa policial \u00e9 de que para cada caso denunciado 10 fiquem no anonimato \u2013 \u00e9 saber que o espa\u00e7o em que isso ocorre se d\u00e1 exatamente onde as crian\u00e7as deveriam se sentir mais protegidas: dentro de casa. Cerca de 70% das ocorr\u00eancias no pa\u00eds s\u00e3o nas resid\u00eancias, seja da v\u00edtima ou do agressor.<\/p>\n<p>Ainda que parte dessa realidade permane\u00e7a escondida em casa ou velada por supostos acidentes, os dados servem de alerta. Em Santa Catarina, no ano de 2014, foram 253 interna\u00e7\u00f5es. Em 2015, um pouco mais, 291, sendo que 73 das v\u00edtimas tinham entre zero e nove anos.<\/p>\n<p>Em alguns casos a crueldade \u00e9 tanta que as crian\u00e7as n\u00e3o resistem e morrem. \u00c9 o que especialistas chamam de viol\u00eancia fatal. Isso aconteceu em 10 de abril com uma menina de tr\u00eas anos em Araquari, v\u00edtima de traumatismo craniano. A m\u00e3e e o companheiro foram indiciados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico pelos crimes de tortura, seguido de morte e estupro de vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>O homem, por execu\u00e7\u00e3o; a mulher, por omiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Florian\u00f3polis, a 6\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Crian\u00e7a investiga duas mortes ocorridas tamb\u00e9m neste ano. Um caso \u00e9 de um menino de tr\u00eas anos que teria ca\u00eddo de uma \u00e1rvore. H\u00e1 suspeitas de que tenha sido empurrado por um familiar adulto. A mesma equipe policial cuida de outro inqu\u00e9rito. Neste, o pai \u00e9\u00a0 suspeito. Laudo pericial sugere que os co\u00e1gulos na cabe\u00e7a da crian\u00e7a sejam consequ\u00eancia da \u201cs\u00edndrome do beb\u00ea chacoalhado\u201d.<\/p>\n<p>Leia mais em: <a href=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/sites\/swf\/dc_nos_32\/\">http:\/\/www.clicrbs.com.br\/sites\/swf\/dc_nos_32\/<\/a><\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio Catarinense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada hora, seis crian\u00e7as s\u00e3o espancadas, queimadas, mutiladas no Brasil. 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