{"id":295,"date":"2015-01-07T09:30:03","date_gmt":"2015-01-07T12:30:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/entreaspas\/?p=295"},"modified":"2015-01-07T09:30:03","modified_gmt":"2015-01-07T12:30:03","slug":"mouse-mouse-ou-corpo-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/entreaspas\/2015\/01\/07\/mouse-mouse-ou-corpo-corpo\/","title":{"rendered":"Mouse a mouse ou corpo a corpo?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/entreaspas\/wp-content\/uploads\/sites\/74\/2015\/01\/online-dating-640x480.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-296 aligncenter\" alt=\"online-dating-640x480\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/entreaspas\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/entreaspas\/wp-content\/uploads\/sites\/74\/2015\/01\/online-dating-640x480-550x412.jpeg\" width=\"550\" height=\"412\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mundo deu voltas e voltas. A comunica\u00e7\u00e3o humana j\u00e1 passou por muitas coisas: sinais de fuma\u00e7a, ru\u00eddo de tambores, mensageiros que viajam quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia para entregar uma correspond\u00eancia etc. Hoje, isso mudou, podemos nos comunicar atrav\u00e9s da internet sem precisar sair de casa, com apenas alguns cliques e s\u00e3o nesses cliques, onde romances ardentes queimam e florescem, uns murcham, mas h\u00e1 os que crescem e tornam a coisa s\u00e9ria. Com o boom da \u201cnet\u201d a maneira dos encontros amorosos tamb\u00e9m mudou.<\/p>\n<p>De acordo com a psic\u00f3loga e sex\u00f3loga Larissa Fabrice, a atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica parece n\u00e3o ter mais tanta import\u00e2ncia para um contato inicial. \u201c\u00c9 poss\u00edvel sim se apaixonar por id\u00e9ias inventadas, sem dono, ou cujo dono n\u00e3o \u00e9 o mesmo corpo que as teclas no computador. Podemos inventar uma outra identidade ou usar frases de outras pessoas. Vivemos numa nova era, onde encontrar-se no ciberespa\u00e7o, trocar id\u00e9ias com pessoas do outro lado do mundo sem nunca t\u00ea-las encontrado fisicamente, fazer sexo e apaixonar-se atrav\u00e9s de um chat n\u00e3o \u00e9 mais fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica. \u00c9 a pura realidade\u201d, afirma ela.<\/p>\n<p>Mas e a\u00ed, ser\u00e1 que as pessoas fazem isso porque est\u00e3o sozinhas, para facilitar o primeiro encontro ou por que \u00e9 um novo m\u00e9todo de comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos gadgets? Para a psic\u00f3loga, as rela\u00e7\u00f5es \u201cvirtuais\u201d n\u00e3o substituem os encontros f\u00edsicos nem as viagens. Podem sim auxili\u00e1-las na prepara\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o temos a resposta certa (e estamos numa era em que n\u00e3o existe somente uma resposta correta\u2026), mas nos casos de encontros amorosos, eles podem dar certo ou n\u00e3o, podem ser muito bons ou dram\u00e1ticos. E podem ser tamb\u00e9m muito l\u00fadicos e cheios de sonhos. Ou pesadelos\u201d, observa ela.<\/p>\n<p>Apesar das pessoas estarem ligadas a um aparelho, elas passam a ser espectadores, atores e diretores de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Uns preferem e satisfazem-se no clique a clique, outros n\u00e3o, gostam mesmo \u00e9 do rala e rola, do f\u00edsico, do ardente, do concreto. H\u00e1 gosto para tudo\u2026<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\"><em>\u201cEncontros virtuais servem para conversar, trocar experi\u00eancias, passar o tempo, atenuar a solid\u00e3o, namorar e at\u00e9 fazer sexo (virtual), num encontro de sociabilidades\u201d<\/em><\/span><\/strong>. Larissa Fabrice<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Eduardo Sousa || Imagem: Internet<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O mundo deu voltas e voltas. 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