{"id":2747,"date":"2010-06-16T12:09:55","date_gmt":"2010-06-16T15:09:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=2747"},"modified":"2010-06-16T12:09:55","modified_gmt":"2010-06-16T15:09:55","slug":"pessoas-com-algum-tipo-de-deficiencia-nao-tem-necessidades-atendidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2010\/06\/16\/pessoas-com-algum-tipo-de-deficiencia-nao-tem-necessidades-atendidas\/","title":{"rendered":"Pessoas com algum tipo de defici\u00eancia n\u00e3o tem necessidades atendidas."},"content":{"rendered":"<p>Quase metade dos pernambucanos que t\u00eam algum tipo de defici\u00eancia n\u00e3o tem suas necessidades atendidas. Essa \u00e9 a queixa de 40,5% das 1.753 pessoas com defici\u00eancias inclu\u00eddas no primeiro Levantamento do Perfil Epidemiol\u00f3gico da Pessoa com Defici\u00eancia, realizado pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES). As principais reclama\u00e7\u00f5es s\u00e3o referentes \u00e0 necessidade de interven\u00e7\u00e3o ambulatorial (53,1%), laboratorial ou cir\u00fargica (26%), de \u00f3rteses, pr\u00f3teses ou aparelhos (12,4%) e de medicamentos (7,5%).<\/p>\n<p>&#8220;Essas pessoas alegam n\u00e3o receber tratamento adequado para todas as necessidades que sentem. Precisamos trabalhar nessa \u00e1rea, viabilizando o acesso tanto f\u00edsico quanto \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e capacitando os profissionais para que eles saibam lidar com esse p\u00fablico&#8221;, analisou a coordenadora de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da pessoa com defici\u00eancia da SES, Arabela Velloso. Problemas sentidos, principalmente, por aqueles que t\u00eam defici\u00eancia auditiva (45,3%) e mental (45,2%), seguidos por pessoas que apresentam defici\u00eancia visual (43%), m\u00faltipla (38,9%) e, por fim, f\u00edsica (35,4%).<\/p>\n<p>Os dados foram extra\u00eddos de question\u00e1rios aplicados em 4,4 mil domic\u00edlios, escolhidos aleatoriamente em todo o estado. Com o resultado das an\u00e1lises, os pesquisadores verificaram que 10,1% da amostra pesquisada (17.391 indiv\u00edduos) s\u00e3o pessoas com alguma defici\u00eancia. O que permitiu concluir que houve uma redu\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o de deficientes no estado, que era de 17%, segundo o Censo do IBGE de 2000.\u00a0 A pesquisa tamb\u00e9m permitiu tra\u00e7ar um perfil da pessoa com defici\u00eancia no estado. A defici\u00eancia mais prevalente \u00e9 a visual (32,1%), seguida pela f\u00edsica (24,9%) e pela auditiva (24,8%). As mulheres s\u00e3o maioria no geral e no subgrupo dos indiv\u00edduos com defici\u00eancia visual (66,1%). Mais de 60% das 1.753 pessoas que participaram da pesquisa pertencem \u00e0s classes sociais D e E. E a maior parcela (48,9%) tem entre 20 e 59 anos, seguida pela formada por pessoas com 60 anos ou mais (34,6%).\u00a0 Segundo Arabela Velloso, &#8220;\u00e9 durante a juventude que as pessoas adquirem com mais frequ\u00eancia algum tipo de defici\u00eancia, o que justifica o fato de o n\u00famero de pessoas, entre 20 e 60 anos, ser quase tr\u00eas vezes maior do que na faixa et\u00e1ria entre zero e 20 anos&#8221;. A conclus\u00e3o da coordenadora de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da pessoa com defici\u00eancia da SES \u00e9 baseada nos dados que mostram que a maioria dos pernambucanos com defici\u00eancias visuais, auditivas ou f\u00edsicas adquirem a nova condi\u00e7\u00e3o ao longo da vida, como consequ\u00eancia de doen\u00e7as, acidentes ou viol\u00eancias, por exemplo. A exce\u00e7\u00e3o fica por conta da defici\u00eancia intelectual que, em geral, \u00e9 cong\u00eanita (o indiv\u00edduo j\u00e1 nasce com ela) ou tem causa desconhecida. A defici\u00eancia f\u00edsica de Elaine Paz Rodrigues \u00e9 fruto de uma distrofia muscular causada por uma doen\u00e7a degenerativa. Os sintomas come\u00e7aram a surgir quando ela tinha 8 anos. Aos 12, n\u00e3o conseguia mais andar. Hoje se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas. Elaine tem 28 anos e \u00e9 tetrapl\u00e9gica. Ela se enquadra no percentual de pessoas com defici\u00eancia que luta para ter suas necessidades b\u00e1sicas atendidas. No caso dela, a batalha \u00e9 por acesso a fisioterapia e a terapia ocupacional. Mas mais que isso, ela trava uma guerra di\u00e1ria contra um inimigo n\u00e3o-paup\u00e1vel, mas velho conhecido de muitas pessoas com defici\u00eancia: o preconceito. &#8220;Temos a mesma capacidade das outras pessoas&#8221;, disse Elaine, que tem uma filha de 12 anos.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais<\/strong> Portadores de defici\u00eancia \u00e9 quem tem impedimentos de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial permanentes, que, devido a barreiras diversas, podem obstruir sua participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva na sociedade<\/p>\n<p><strong>Por dentro da pesquisa<br \/>\n<\/strong>4,4 mil domic\u00edlios pesquisados<\/p>\n<p>17.391 foi o universo total de pessoas inclu\u00eddas no estudo<br \/>\nDessas, 1.753 tinham algum tipo de defici\u00eancia. Al\u00e9m deles, 4 era pessoas ostomizadas com drenagem de urina e 7 eram casos de nanismos<br \/>\n<strong>Propor\u00e7\u00e3o de defici\u00eancias<br \/>\n<\/strong>32,1% visual<br \/>\n24,9% f\u00edsica<br \/>\n24,8% auditiva<br \/>\n17,4% mental<br \/>\n0,6% m\u00faltipla<br \/>\n<strong>Idade<br \/>\n<\/strong>48,9% &#8211; 20 a 59 anos<br \/>\n34,6% &#8211; 60 anos ou mais<br \/>\n10,4% &#8211; 10 a 19 anos<br \/>\n6,1% &#8211; 0 a 9 anos<br \/>\n<strong>Sexo<br \/>\n<\/strong>53,5% &#8211; feminino<br \/>\n46,5% &#8211; masculino<br \/>\n<strong>As mulheres s\u00e3o maioria em:<br \/>\n<\/strong>defici\u00eancia visual &#8211; 66,1%<br \/>\n<strong>Os homens s\u00e3o maioria em:<br \/>\n<\/strong>defici\u00eancia f\u00edsica &#8211; 51,1%<br \/>\ndefici\u00eancia m\u00faltipla &#8211; 66,7%<br \/>\nmental &#8211; 57,4%<br \/>\nauditiva &#8211; 50,7%<br \/>\n<strong>Classe social<br \/>\n<\/strong>63,4% &#8211; D e E<br \/>\n32,5% &#8211; C<br \/>\n3,9% &#8211; A e B<\/p>\n<p>Fonte: Secretaria Estadual de Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade dos pernambucanos que t\u00eam algum tipo de defici\u00eancia n\u00e3o tem suas necessidades atendidas. 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