{"id":3088,"date":"2010-07-26T21:18:08","date_gmt":"2010-07-27T00:18:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=3088"},"modified":"2010-07-26T21:18:08","modified_gmt":"2010-07-27T00:18:08","slug":"deficiente-supera-mudanca-de-vida-para-obter-independencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2010\/07\/26\/deficiente-supera-mudanca-de-vida-para-obter-independencia\/","title":{"rendered":"Deficiente supera mudan\u00e7a de vida para obter independ\u00eancia."},"content":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as na vida e na rela\u00e7\u00e3o com a comunidade de pessoas que se tornaram deficientes f\u00edsicas ap\u00f3s serem v\u00edtimas de acidentes s\u00e3o descritas no trabalho de tr\u00eas pesquisadoras da Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades (EACH) da USP.\u00a0 O estudo aponta que a participa\u00e7\u00e3o em projetos de esporte adaptado e o conv\u00edvio com outros portadores de defici\u00eancia auxiliaram na reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade.\u00a0 A pesquisa acaba de ganhar o pr\u00eamio do Centro para Reconstru\u00e7\u00e3o de Comunidades Sustent\u00e1veis Ap\u00f3s Desastres (CRSCAD) da Universidade de Massachusetts (UMASS), em Boston (Estados Unidos).<\/p>\n<p>\u00a0Esporte adaptado ajudou portadores de defici\u00eancia a se reintegrarem. De acordo com a professora Michele Schultz Ramos de Andrade, da EACH, que orientou a pesquisa, a ideia inicial era a de tentar identificar se algumas pol\u00edticas de acessibilidade chegavam efetivamente aos portadores de defici\u00eancia f\u00edsica. \u201cDurante a elabora\u00e7\u00e3o do ensaio, no entanto, considerou-se a perspectiva do desastre e procurou-se discutir aspectos da rela\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia com a comunidade\u201d, observa.<\/p>\n<p>As pesquisadoras realizaram entrevistas semi estruturadas com portadores de defici\u00eancias f\u00edsicas que tinham como ponto de partida duas perguntas: \u201cComo foi o momento que voc\u00ea se tornou portador de defici\u00eancia? Se voc\u00ea pudesse mudar alguma coisa na comunidade, o que seria?\u201d.\u00a0 A professora aponta que \u201ca transi\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo demorado repleto de rompimentos individuais e sociais.\u00a0 A depend\u00eancia e a compaix\u00e3o do outro foram pontos comuns nas entrevistas\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0No estudo, os entrevistados relataram que inicialmente tinham total depend\u00eancia para a realiza\u00e7\u00e3o das atividades cotidianas, tais como a \u00a0higiene pessoal. \u201cAp\u00f3s o per\u00edodo de reabilita\u00e7\u00e3o o processo de independ\u00eancia come\u00e7ou a ser adquirido\u201d, conta Michelle. Outro aspecto comum entre os entrevistados foi que todos est\u00e3o inseridos em projetos de esporte adaptado. \u201cNos relatos ficou claro a rela\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o nos projetos e aquisi\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Apoio<br \/>\n<\/strong>Os relatos dos entrevistados mostram que houve apoio dos familiares, embora alguns trechos indiquem nega\u00e7\u00e3o e revolta. \u201cFicou evidente que o maior apoio encontrado foi quando eles tiveram oportunidade de conv\u00edvio com pessoas que tamb\u00e9m possu\u00edam alguma defici\u00eancia\u201d, afirma a professora da EACH.<\/p>\n<p>\u00a0Michele explica que a pesquisa traz a possibilidade de cada pessoa refletir sobre a sua contribui\u00e7\u00e3o no meio em que vive. \u201cA compreens\u00e3o do processo iniciado a partir do desastre \u00e9 essencial para essa tarefa\u201d, ressalta. Outra conclus\u00e3o destacada pela professora \u00e9 que o papel do Estado na reconstru\u00e7\u00e3o de uma comunidade sustent\u00e1vel \u00e9 de suma import\u00e2ncia. \u201cAo mesmo tempo, viu-se tamb\u00e9m que o desastre passa pela pr\u00f3pria pessoa que o sofre, pela fam\u00edlia, pela comunidade ao redor, chega ao Estado e atinge propor\u00e7\u00f5es ainda maiores\u201d, e nesse contexto, o cen\u00e1rio atual de inclus\u00e3o ainda pode ser questionado.\u201d<\/p>\n<p>O estudo aponta que reconstruir uma comunidade sustent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 tarefa simples que cabe a determinadas pessoas, \u00f3rg\u00e3os estatais, nacionais ou supra-nacionais. \u201c\u00c9 tarefa conjunta de todos aqueles que a constituem e desfrutam de seu espa\u00e7o que possibilita uma intera\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com a pessoa que tem uma defici\u00eancia\u201d, destaca a professora Michele.<\/p>\n<p>O CRSCAD concedeu men\u00e7\u00e3o honrosa ao trabalho durante a Confer\u00eancia Internacional sobre Reconstru\u00e7\u00e3o de Comunidades Sustent\u00e1veis para Pessoas Idosas e Pessoas Com Defici\u00eancia ap\u00f3s Desastres (Rebuilding Sustainable Communities with the Elderly and Disabled People after Disasters), na Universidade de Massachusetts (UMASS), em Boston (Estados Unidos), entre 12 e 15 de julho.<\/p>\n<p>\u00a0As autoras foram homenageadas e apresentaram o estudo em uma das sess\u00f5es do evento. Al\u00e9m da professora Michele Schultz Ramos de Andrade, participaram da pesquisa as alunas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Alessandra Marques Sohn, do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Atividade F\u00edsica da EACH, e Giovanna Pereira Ottoni, ex-aluna de Ci\u00eancias da Atividade F\u00edsica e atual estudante da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as na vida e na rela\u00e7\u00e3o com a comunidade de pessoas que se tornaram deficientes f\u00edsicas ap\u00f3s serem v\u00edtimas de acidentes s\u00e3o descritas no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3088","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3088","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3088"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3088\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3088"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3088"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3088"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}