{"id":3713,"date":"2010-09-21T13:59:41","date_gmt":"2010-09-21T16:59:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=3713"},"modified":"2010-09-21T13:59:41","modified_gmt":"2010-09-21T16:59:41","slug":"pedagogo-explica-o-que-fazer-antes-de-escolher-a-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2010\/09\/21\/pedagogo-explica-o-que-fazer-antes-de-escolher-a-carreira\/","title":{"rendered":"Pedagogo explica o que fazer antes de escolher a carreira."},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Pedagogo explica o que fazer antes de escolher a carreira; leia entrevista na \u00edntegra <\/strong>O pedagogo Silvio Bock, diretor do Nace, empresa de orienta\u00e7\u00e3o profissional, j\u00e1 ajudou milhares de jovens no dif\u00edcil momento de decis\u00e3o por um curso superior.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"96%\">O m\u00e9todo da abordagem s\u00f3cio-hist\u00f3rica, criado por ele, leva em conta a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade, das institui\u00e7\u00f5es e das tecnologias. E emprega um processo que contextualiza as necessidades e anseios da adolesc\u00eancia com a realidade do mercado e dos campos de trabalho.\u00a0Confira a entrevista com o consultor, que fala sobre as profiss\u00f5es rec\u00e9m-criadas:\u00a0<strong>FOLHA &#8211; Como surgem as novas profiss\u00f5es?<\/strong><br \/>\n<strong>SILVIO BOCK<\/strong> &#8211; Mercado de trabalho \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o concreta de oferta e procura. Campo de trabalho \u00e9 o potencial de trabalho que uma dada \u00e1rea, n\u00e3o necessariamente convertida em mercado, possui. E a\u00ed est\u00e3o inclu\u00eddos os campos j\u00e1 conhecidos e os campos a conhecer. Ou seja, estou dizendo que as profiss\u00f5es e ocupa\u00e7\u00f5es t\u00eam movimento, elas n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticas no tempo. Se as profiss\u00f5es quiserem continuar existindo, logicamente elas t\u00eam que criar novos campos de trabalho, novas possibilidades de interven\u00e7\u00e3o \u00ad o que as profiss\u00f5es tradicionais fazem com muita percep\u00e7\u00e3o da realidade, novas possibilidades.<\/p>\n<p>\u00a0O direito, por exemplo, \u00e1rea mais tradicional do que esta n\u00e3o existe. E voc\u00ea tem \u00e1reas novas como o direito internacional, o direito ambiental, o direito do consumidor que \u00e9 muito recente, os direitos difusos que existem hoje e s\u00e3o estudados na USP, quer dizer, as profiss\u00f5es s\u00e3o capazes de criar novos campos de trabalho. Isso \u00e9 importante dizer, elas n\u00e3o surgem do nada essas necessidades, esses novos cursos. Provavelmente elas j\u00e1 existem na realidade e as institui\u00e7\u00f5es captam essa exist\u00eancia, ou uma tend\u00eancia e acabam colocando isso de uma maneira formalizada na universidade, ou num curso t\u00e9cnico, ou num curso livre.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Muitas das profiss\u00f5es criadas eram inclusive cadeiras de outros cursos.<\/strong><\/p>\n<p>Como zootecnia era uma cadeira de veterin\u00e1ria, tempos atr\u00e1s. E acaba se destacando. Esse pre\u00e2mbulo \u00e9 importante para dizer que n\u00e3o \u00e9 do nada, n\u00e3o s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es simplesmente. Elas conseguem captar uma necessidade. Se elas v\u00e3o sair da id\u00e9ia do campo para se transformar em mercado s\u00e3o outros quinhentos. Ent\u00e3o, por exemplo, os cursos da USP, tirando duas ou tr\u00eas exce\u00e7\u00f5es da zona leste, s\u00e3o invencionices que n\u00e3o tiveram respaldo no mercado de trabalho. \u00a0Aquele curso de gerontologia foi uma invencionice porque gerontologia \u00e9 um campo de trabalho da medicina, da fisioterapia, da psicologia, da fonoaudiologia, da terapia ocupacional, \u00e9 um campo conhecido.<\/p>\n<p><strong>Mas vemos sinais, no mundo todo, que a popula\u00e7\u00e3o idosa est\u00e1 crescendo, e muito, ser\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 uma defasagem de m\u00e9dicos, fisioterapeutas e profissionais para atender esse p\u00fablico? Ser\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 de fato uma demanda que n\u00e3o vem sendo suprida?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0Isso tem que ser levado em conta. Mas de qualquer forma \u00e9 uma invencionice, porque as pessoas n\u00e3o encontram local para trabalhar. Porque pode ser uma especializa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias possibilidades. N\u00e3o sou contra, de repente poderia ser um bel\u00edssimo curso de p\u00f3s, mas fazem uma gradua\u00e7\u00e3o. A\u00ed temos o problema espec\u00edfico do curso de obstetr\u00edcia. Quer dizer, inventaram esse curso em cima de uma justificativa at\u00e9 l\u00f3gica, s\u00f3 que a pr\u00f3pria USP n\u00e3o reconheceu os formandos de obstetr\u00edcia, tanto \u00e9 que o curso foi transformado em um curso de enfermagem. Ent\u00e3o, os cursos da USP, a parte t\u00eaxtil houve um bom reconhecimento, at\u00e9 mudou de nome, ele atingiu de fato uma necessidade, \u00e9 um curso que teve respaldo e teve um reflexo na realidade. Mas outros, o marketing, por exemplo, \u00e9 uma \u00e1rea existente, que eles traduzem num curso espec\u00edfico.<\/p>\n<p>\u00a0A\u00ed a pergunta \u00e9 como \u00e9 que as pessoas chegam no marketing, ou via publicidade ou pela administra\u00e7\u00e3o de empresas, s\u00e3o duas possibilidades de forma\u00e7\u00e3o. A USP inventa esse curso, que pode ser interessante, mas n\u00e3o fica claro que profissional \u00e9 esse. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos que tomar cuidado em falar de novas \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o e novos cursos.<\/p>\n<p>\u00a0Quer dizer, a nanotecnologia \u00e9 uma \u00e1rea que j\u00e1 existe, est\u00e1 havendo um desenvolvimento vis\u00edvel, j\u00e1 tem f\u00edsicos, engenheiros trabalhando com isso, e de repente surge uma nova \u00e1rea, como a biotecnologia tamb\u00e9m, \u00e1rea de trabalhar com gen\u00e9tica, transg\u00eanicos&#8230; e a nossa quest\u00e3o geral \u00e9 que o problema da gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 que cada vez existem mais especialidades, esse educomunica\u00e7\u00e3o, da USP, \u00e9 muito interessante, \u00e9 feito na comunica\u00e7\u00e3o, quer dizer&#8230; habilita para dar aulas de comunica\u00e7\u00e3o e desenvolver projetos midi\u00e1ticos no ensino fundamental e no terceiro setor. \u00c9 uma coisa muito interessante, formar um profissional para essa \u00e1rea, n\u00e3o acho ruim. Agora&#8230; tem pedagogia aqui? Cad\u00ea a pedagogia? N\u00e3o estou vendo&#8230; n\u00e3o tem. \u00c9 um curso que est\u00e1 percebendo uma realidade, agora, saber se ele vai encontrar respaldo nessa realidade \u00e9 outra hist\u00f3ria. A FAAP tem um curso de p\u00f3s nessa \u00e1rea, de educomunica\u00e7\u00e3o. A\u00ed vem gente da comunica\u00e7\u00e3o, da pedagogia, da psicologia. Ent\u00e3o, na minha opini\u00e3o, falta um pouco de crit\u00e9rio. As faculdades privadas est\u00e3o garimpando mercado e buscando novas possibilidades de ganho. Quem \u00e9 muito perspicaz nisso \u00e9 a Anhembi, que tem muitos ursos diferentes. Alguns pegam e outros n\u00e3o pegam. Os que n\u00e3o pegam eles fecham, n\u00e3o tem problema algum, e logo lan\u00e7am outros.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Nessa quest\u00e3o da nanotecnologia, h\u00e1 um documento, do programa preliminar do Plano Plurianual 2004 &#8211; 2007 para Desenvolvimento da Nanoci\u00eancia e da Nanotecnologia no Brasil que alega inviabilidade na cria\u00e7\u00e3o de cursos de gradua\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0Vamos lembrar&#8230; isso de n\u00e3o ser vi\u00e1vel \u00e9 complicado. Muitos anos atr\u00e1s surgiu um curso de oceanografia no Rio de Janeiro, em uma faculdade privada que n\u00e3o me lembro o nome. E a USP falava n\u00e3o, oceanografia n\u00e3o pode ser um curso de gradua\u00e7\u00e3o, tem que ser um curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, eles tinham o instituto oceanogr\u00e1fico, tinham uma bel\u00edssima p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e nunca abriram o curso de oceanografia. Estamos falando da d\u00e9cada de 80, 90, eles tinham essa posi\u00e7\u00e3o. E hoje, recentemente, a pr\u00f3pria USP abriu um curso de oceanografia. Quer dizer, falar que n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel tamb\u00e9m n\u00e3o diz muita coisa. N\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel segundo a perspectiva de algu\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Temos que alertar o pessoal sobre os cursos &#8220;ca\u00e7a-n\u00edquel&#8221;, que em entidades privadas s\u00e3o compreens\u00edveis, mas nas p\u00fablicas, acontecem por pura falta de crit\u00e9rio?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0Eu me interessei e fui atr\u00e1s de informa\u00e7\u00f5es para saber por que fizeram esses cursos na zona leste. E a resposta \u00e9 que foram feitos estudos, e que n\u00e3o pode haver cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na mesma \u00e1rea, \u00e9 uma norma do estatuto. Mas vamos lembrar outras hist\u00f3rias. A USP, muitos anos atr\u00e1s, teve uma divis\u00e3o no curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e criaram o curso de Esportes. Ent\u00e3o hoje existem esportes e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, que n\u00e3o existia antes. Se voc\u00ea verificar porque isso aconteceu, o que aconteceu, h\u00e1 um estudo aprofundado? Que nada, \u00e9 uma briga de departamento, uma briga de pessoas e existe at\u00e9 hoje perturbando a vida de nossos infelizes alunos do ensino m\u00e9dio que precisam optar entre um e outro e nunca fica muito claro o que o outro faz.<\/p>\n<p>\u00a0Ent\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 pra pensar que tudo foi feito numa s\u00f3lida base&#8230; Quer dizer, o curso de gerontologia n\u00e3o precisa fazer pesquisa, \u00e9 s\u00f3 pegar a quest\u00e3o demogr\u00e1fica no mundo e no Brasil tamb\u00e9m, a popula\u00e7\u00e3o idosa \u00e9 crescente, por isso v\u00e1rias profiss\u00f5es come\u00e7am a se dedicar tamb\u00e9m a quest\u00e3o do idoso, ent\u00e3o voc\u00ea tem o turismo do idoso, a fisioterapia, a medicina, a terapia ocupacional, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica&#8230; e a\u00ed se cria o curso de gerontologia, que traz um foco espec\u00edfico, o que \u00e9 interessante, mas&#8230; onde \u00e9 que vai trabalhar esse cara da gerontologia, que n\u00e3o \u00e9 m\u00e9dico, que n\u00e3o \u00e9 fisioterapeuta, que n\u00e3o \u00e9 educador, eu n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>\u00a0N\u00e3o sei se vai encontrar espa\u00e7o, apesar de dizer: o mundo est\u00e1 envelhecendo. As profiss\u00f5es n\u00e3o surgem do nada, na verdade a necessidade vem se constituindo na mudan\u00e7a da sociedade, nas mudan\u00e7as da tecnologia, e de repente um curso se destaca. Em geral j\u00e1 existem pessoas intervindo nessa \u00e1rea antes da formaliza\u00e7\u00e3o do curso, quase sempre, se n\u00e3o for um curso inventado. A nanotecnologia surgiu porque algumas pessoas de algumas \u00e1reas, principalmente da qu\u00edmica, come\u00e7aram a atuar nessa \u00e1rea, l\u00f3gico que \u00e9 uma \u00e1rea nova. Agora, se formar nessa possibilidade diretamente \u00e9 um risco, porque voc\u00ea n\u00e3o tem outras forma\u00e7\u00f5es que pudessem te deixar mais flex\u00edvel no mercado, por outro lado, voc\u00ea tem uma superespecializa\u00e7\u00e3o que \u00e9 uma vantagem.<\/p>\n<p>\u00a0No caso da nanotecnologia que dizem que \u00e9 uma tecnologia que veio pra ficar, que est\u00e1 nas nossas vidas, n\u00e3o que seja futuro, j\u00e1 est\u00e1 presente em nossas vidas.<\/p>\n<p>\u00a0A\u00ed depende de caso por caso, porque no Brasil n\u00f3s temos a tradi\u00e7\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica. Estava lendo um artigo de um pesquisador, engenheiro, onde ele prop\u00f5e a normatiza\u00e7\u00e3o de nomenclatura para cursos. Porque hoje, a USP oferece vinte e tantas engenharias, e tem muito mais. Engenharia f\u00edsica, ser\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1ria? Com esse nome? Algu\u00e9m inventou.. ent\u00e3o \u00e9 um movimento de p\u00eandulo, \u00e9 um avan\u00e7o que pode tamb\u00e9m significar um retrocesso, pode significar ainda uma esperteza de algu\u00e9m para abrir um curso e capturar algum tost\u00e3o, a universidade p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bonita e perfeita, um grupo de professores que decide rachar e consegue poder para instituir uma nova faculdade&#8230;<\/p>\n<p><strong>Como se precaver?<\/strong><\/p>\n<p>Tem que buscar informa\u00e7\u00f5es de todos os lados. Ele tem que n\u00e3o s\u00f3 ler o folheto do curso, que \u00e9 uma fonte de informa\u00e7\u00e3o, mas tentar buscar outras possibilidades, conversando com profissionais, da \u00e1rea ou que est\u00e3o pr\u00f3ximos da \u00e1rea. Tamb\u00e9m pesquisando a qualidade da institui\u00e7\u00e3o que oferece o curso, hoje se tem a avalia\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o como um todo, o MEC promove, se \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o que est\u00e1 bem ou n\u00e3o avaliada, tamb\u00e9m d\u00e1 o car\u00e1ter disso.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Na sua opini\u00e3o, algum dos cursos n\u00e3o deveria estar na lista?<\/strong><br \/>\nA obstetr\u00edcia, da USP, educa\u00e7\u00e3o especial, eu n\u00e3o entendo isso. Eu sou pedagogo de forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma possibilidade de forma\u00e7\u00e3o dentro da pedagogia e j\u00e1 existia, n\u00e3o \u00e9 nova, quer dizer, \u00e9 nova em fun\u00e7\u00e3o deste momento, que fala-se em legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da \u00e1rea, que busca integra\u00e7\u00e3o, mas dizer que \u00e9 nova, n\u00e3o sei. Jogos digitais \u00e9 uma realidade de fato, que junta design com computa\u00e7\u00e3o. Agroecologia, eu conhe\u00e7o mil interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0\u00c9 um curso espec\u00edfico para fazer a produ\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria de forma ecol\u00f3gica. \u00c9 uma vis\u00e3o, eu conhe\u00e7o a termacultura, que \u00e9 uma filosofia de resposta ao mundo, de como deveriam ser as moradias e o plantio. Essa aqui pega uma moda, perfeito&#8230; agora, porque n\u00e3o ser uma grande cadeira do curso de agronomia? Petr\u00f3leo e g\u00e1s, na verdade poderia ser uma especializa\u00e7\u00e3o de cursos que j\u00e1 existem como engenharia de minas e geologia, que vem com essa moda do pr\u00e9-sal, que vai contra o digamos assim, pessoal mais ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Sobre as gradua\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Essas forma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas se multiplicaram com a id\u00e9ia de suprir as necessidades regionais. \u00c9 como o curso de fotografia do SENAC, \u00e9 super legal, mas quatro anos&#8230; \u00e9 como esse outro de est\u00e9tica, o visagismo. \u00c9 \u00f3timo, mas podia ser tecnol\u00f3gico, e n\u00e3o bacharelado de quatro anos&#8230; mas isso ainda precisa se provar no mercado. A quest\u00e3o do mercado de trabalho no Brasil \u00e9 uma coisa complicada, primeiro porque h\u00e1 uma disfun\u00e7\u00e3o salarial muito desequilibrada, e o mercado se aproveita disso.<\/p>\n<p>\u00a0Ent\u00e3o, de repente, o mercado pode come\u00e7ar a considerar que a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o de segunda linha. Eu n\u00e3o sou contra, mas pode considerar, e a pessoa pode ter dificuldades de ascens\u00e3o por n\u00e3o ter bacharelado. Pode ser um crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o. Mas ainda \u00e9 muito pouco tempo pra que se tenha clareza, o que se sabe \u00e9 que esse mercado tecnol\u00f3gico na \u00e1rea de eletr\u00f4nica tem sido capaz de incorporar as pessoas formadas. Mas ser\u00e1 que est\u00e1 havendo uma diferencia\u00e7\u00e3o (e isso eu n\u00e3o sei te responder) entre sal\u00e1rios e cargos de tecn\u00f3logos e bachar\u00e9is?<\/p>\n<p><strong>De qualquer maneira, os tecn\u00f3logos podem continuar complementando a forma\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0Podem inclusive complementar seus estudos e conseguir um bacharelado, ou entrar direto em uma p\u00f3s, sem problema algum.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: Folha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedagogo explica o que fazer antes de escolher a carreira; leia entrevista na \u00edntegra O pedagogo Silvio Bock, diretor do Nace, empresa de orienta\u00e7\u00e3o profissional,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3713","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3713","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3713"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3713\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}