{"id":4252,"date":"2010-10-31T12:27:48","date_gmt":"2010-10-31T15:27:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=4252"},"modified":"2010-10-31T12:27:48","modified_gmt":"2010-10-31T15:27:48","slug":"meniscos-operar-nem-sempre-e-a-solucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2010\/10\/31\/meniscos-operar-nem-sempre-e-a-solucao\/","title":{"rendered":"Meniscos: operar nem sempre \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2>Para quem teve uma les\u00e3o, as cirurgias est\u00e3o cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural, operar pode n\u00e3o fazer diferen\u00e7a.<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><a rel=\"attachment wp-att-4253\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/meniscos-operar-nem-sempre-e-a-solucao\/joelho\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4253\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2010\/10\/joelho.jpg\" alt=\"\" width=\"296\" height=\"376\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2010\/10\/joelho.jpg 296w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2010\/10\/joelho-120x152.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px\" \/><\/a>Os meniscos funcionam como amortecedores dos joelhos. Ficam entre os dois maiores ossos do nosso esqueleto, a t\u00edbia e o f\u00eamur, e auxiliam para que o contato deles aconte\u00e7a sem atrito. Tamb\u00e9m protegem a cartilagem que recobre esses ossos e n\u00e3o t\u00eam capacidade de regenera\u00e7\u00e3o. Mas essas importantes estruturas s\u00e3o sens\u00edveis: se submetidos a uma carga excessiva ou, pior, a tor\u00e7\u00f5es e movimentos bruscos, os meniscos podem se romper. Nos mais jovens essa estrutura \u00e9 rica em \u00e1gua, que vai diminuindo ao longo da vida. A idade tamb\u00e9m desgasta essa parte do joelho, deixando-a mais seca e quebradi\u00e7a. Resultado: problemas nos meniscos s\u00e3o comuns entre esportistas \u2013 sobretudo aqueles submetidos a viradas s\u00fabitas, como jogadores de t\u00eanis e futebol \u2013 e entre pessoas mais velhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim como a origem do problema varia, tamb\u00e9m sua solu\u00e7\u00e3o tem abordagens distintas. Para quem teve uma les\u00e3o, as cirurgias \u2013 chamadas artroscopias \u2013 est\u00e3o cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural do menisco provocado pela osteoartrose, operar ou n\u00e3o pode ter o mesmo resultado, j\u00e1 que a interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera o rumo da degenera\u00e7\u00e3o. Foi o que demonstrou um trabalho realizado com pacientes canadenses com osteoartrose do joelho e publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa mostrou que havia um excesso de indica\u00e7\u00e3o de artroscopias para esse tipo de paciente. Ficou claro que o melhor procedimento seria n\u00e3o mexer na regi\u00e3o, tratando o joelho com fisioterapia e analgesia sempre que necess\u00e1rio, j\u00e1 que a dor permanece com ou sem a cirurgia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estudo mostrou que, no caso do desgaste natural do menisco, operar ou n\u00e3o pode ter o mesmo resultado, pois a interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera o rumo da degenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se para o desgaste natural h\u00e1 poucas sa\u00eddas, o mesmo n\u00e3o pode ser dito para os problemas ocasionados por les\u00f5es. D\u00e9cadas atr\u00e1s, a remo\u00e7\u00e3o dos meniscos era o procedimento mais aplicado, op\u00e7\u00e3o que aposentou atletas promissores antes da hora. Tirar os meniscos significa expor a cartilagem e os ossos da regi\u00e3o, levando a um doloroso processo degenerativo \u2013 a mesma osteoartrose que pode vir com a idade avan\u00e7ada. A evolu\u00e7\u00e3o da artroscopia, interven\u00e7\u00e3o minimamente invasiva, praticamente eliminou essa solu\u00e7\u00e3o radical. Hoje, procura-se manter ao m\u00e1ximo as estruturas da regi\u00e3o, fazendo uma ressec\u00e7\u00e3o parcial ou uma sutura, dependendo do caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo assim, ainda n\u00e3o se chegou a um resultado satisfat\u00f3rio para restaurar a \u00e1rea perdida do menisco. O transplante \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel em casos muito espec\u00edficos e que depende da (rara) disponibilidade de material. A solu\u00e7\u00e3o pode estar na engenharia de tecidos, pois se acredita que, em breve, novos materiais que reproduzem as fun\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas dos meniscos poder\u00e3o ser implantados para recuperar \u00e1reas lesionadas. V\u00e1rias pesquisas envolvendo culturas de c\u00e9lulas e matrizes sint\u00e9ticas e biol\u00f3gicas, uma delas usa col\u00e1geno retirado de tend\u00e3o bovino, por exemplo, est\u00e3o acontecendo em diferentes centros de ponta em todo o mundo, inclusive no Brasil. A julgar pela velocidade dos avan\u00e7os nessa \u00e1rea, uma novidade tecnol\u00f3gica n\u00e3o deve demorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.einstein.br\">www.einstein.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem teve uma les\u00e3o, as cirurgias est\u00e3o cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural, operar pode n\u00e3o fazer diferen\u00e7a. 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