{"id":4314,"date":"2010-11-08T05:16:43","date_gmt":"2010-11-08T08:16:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=4314"},"modified":"2010-11-08T05:16:43","modified_gmt":"2010-11-08T08:16:43","slug":"montaria-reabilita-vitimas-de-derrame-mostra-estudo-da-unicamp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2010\/11\/08\/montaria-reabilita-vitimas-de-derrame-mostra-estudo-da-unicamp\/","title":{"rendered":"Montaria reabilita v\u00edtimas de derrame, mostra estudo da Unicamp."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Quando perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, o mestre de obras Jo\u00e3o Batista Cerqueira Viana n\u00e3o sabia se iria voltar a andar a p\u00e9. Muito menos a cavalo. Mas foi em cima da montaria que ele recuperou sua capacidade motora, comprometida por um derrame.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Viana, 61, foi um dos pacientes avaliados em uma pesquisa sobre o uso da equoterapia na recupera\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de AVC (acidente vascular cerebral).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisa, apresentada na Unicamp como tese de mestrado da fisioterapeuta Fernanda Beinotti, mostrou que o uso terap\u00eautico da montaria em cavalos, al\u00e9m de ser eficaz, pode dar resultados mais r\u00e1pidos do que a fisioterapia convencional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Beinotti, n\u00e3o h\u00e1 na literatura cient\u00edfica nenhum trabalho controlado sobre o uso em adultos que sofreram derrame. \u201cJ\u00e1 vi relatos de casos isolados mostrando melhoras. Quis fazer um estudo com mais pessoas e um grupo controle.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fisioterapeuta selecionou pacientes que tinham tido derrame havia mais de um ano e que n\u00e3o apresentavam outras doen\u00e7as, como hipertens\u00e3o ou diabetes. Todos tinham grau de comprometimento motor semelhante: j\u00e1 conseguiam andar, embora n\u00e3o com marcha normal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Durante 16 semanas, metade dos volunt\u00e1rios recebeu tr\u00eas sess\u00f5es de 30 minutos semanais de fisioterapia convencional. A outra metade realizou, na mesma dura\u00e7\u00e3o, duas sess\u00f5es de fisioterapia e uma de equoterapia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foram dez participantes em cada grupo. \u201cN\u00e3o \u00e9 um n\u00famero grande, mas, pela primeira vez, foi usado grupo de controle. Al\u00e9m disso, a padroniza\u00e7\u00e3o [das condi\u00e7\u00f5es dos pacientes e dos tratamentos] permite algumas conclus\u00f5es mais objetivas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>RESULTADOS <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Beinotti, os resultados mais significativos foram a recupera\u00e7\u00e3o da habilidade de contrair e relaxar os flexores plantares (m\u00fasculos dos p\u00e9), a melhora nos movimentos da perna, a melhora no equil\u00edbrio e no padr\u00e3o da marcha (forma de andar).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O neurologista Eduardo Mutarelli, do hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, v\u00ea l\u00f3gica nesse processo de reabilita\u00e7\u00e3o, mas desconhece outros trabalhos sobre a a\u00e7\u00e3o da equoterapia em casos de derrame. \u201cEssa \u00e9 uma pesquisa pequena.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Mirto Prandini, chefe do departamento de neurologia e neurocirurgia da Unifesp, a pesquisa mostra boas possibilidades. \u201cComo no estudo, v\u00edtimas de derrame que n\u00e3o t\u00eam outras doen\u00e7as podem ser beneficiadas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/811165-montaria-reabilita-vitimas-de-derrame-mostra-estudo-da-unicamp.shtml\">Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, o mestre de obras Jo\u00e3o Batista Cerqueira Viana n\u00e3o sabia se iria voltar a andar a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4314","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4314\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}