{"id":4743,"date":"2010-12-17T22:44:37","date_gmt":"2010-12-18T01:44:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=4743"},"modified":"2010-12-17T22:44:37","modified_gmt":"2010-12-18T01:44:37","slug":"consumo-de-drogas-cai-entre-estudantes-do-ensino-fundamental-e-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2010\/12\/17\/consumo-de-drogas-cai-entre-estudantes-do-ensino-fundamental-e-medio\/","title":{"rendered":"Consumo de drogas cai entre estudantes do ensino fundamental e m\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em>Pesquisa revela queda de 49,5 % no uso de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas pelos alunos com rela\u00e7\u00e3o a 2004. <\/em><em><\/p>\n<p><\/em>O VI Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas entre Estudantes do Ensino Fundamental e M\u00e9dio da Rede P\u00fablica e Privada nas Capitais Brasileiras, conclu\u00eddo em 2010, mostrou diminui\u00e7\u00e3o de 49,5 % no uso de drogas il\u00edcitas entre estudantes da rede p\u00fablica do pa\u00eds, na compara\u00e7\u00e3o com a \u00faltima pesquisa, realizada em 2004. Esse c\u00e1lculo levou em considera\u00e7\u00e3o o uso, continuado ou n\u00e3o, no ano, de solventes\/inalantes, ansiol\u00edticos, anfetam\u00ednicos, coca\u00edna, maconha, crack e anticolin\u00e9rgicos. Somente no caso da coca\u00edna n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o de consumo.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre as pesquisas de 2004 a 2010 tamb\u00e9m houve redu\u00e7\u00e3o expressiva dos relatos de consumo de bebidas alco\u00f3licas e tabaco pelos alunos da rede p\u00fablica. O consumo de \u00e1lcool, por exemplo, diminuiu 35,1%, enquanto o de tabaco reduziu 37,6%.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica de levantamentos compreende os anos de 1987, 1989, 1993 e 2004. At\u00e9 2004, apenas estudantes da rede p\u00fablica eram pesquisados e, at\u00e9, 1997, somente 10 capitais participavam do levantamento. O estudo atual, feito pela Senad em parceria com o Cebrid (Centro Brasileiro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Drogas) trouxe, pela primeira vez, dados do uso de drogas entre alunos da rede particular de ensino. Por meio de question\u00e1rio, de auto-preenchimento, a pesquisa foi aplicada em 789 escolas, com 50.980 estudantes pesquisados, destes 31.280 da rede p\u00fablica e 19.610 da particular.<\/p>\n<p>O VI Levantamento identificou que h\u00e1 diferen\u00e7as na propor\u00e7\u00e3o do uso de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas entre alunos da rede privada e da p\u00fablica. Foi revelado, por exemplo, que 9,9% dos estudantes das escolas p\u00fablicas utilizaram, nos 365 dias anteriores a aplica\u00e7\u00e3o do question\u00e1rio, qualquer tipo de droga, exceto \u00e1lcool e tabaco), enquanto na rede particular esse n\u00famero foi de 13,6%.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria adjunta da Senad, Paulina Duarte, \u201ca redu\u00e7\u00e3o do consumo de drogas entre os estudantes \u00e9 resultado das pol\u00edticas que vem sendo implementadas no \u00e2mbito das escolas e da sociedade como a capacita\u00e7\u00e3o de professores, a\u00e7\u00f5es junto a lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, fortalecimento da rede de prote\u00e7\u00e3o social, entre outras iniciativas da \u00e1rea\u201d, analisou.<\/p>\n<p><strong>OUTROS PA\u00cdSES<\/strong> \u2013 A compara\u00e7\u00e3o do VI Levantamento com pesquisas internacionais mostrou aspectos positivos da realidade do consumo de drogas no Brasil. Os estudantes brasileiros, por exemplo, s\u00e3o os que menos consumiram tabaco, tanto na vida quanto no ano, quando comparados os estudantes de 16 pa\u00edses, da Am\u00e9rica do Sul e Europa: Alemanha, Reino Unido, Su\u00ed\u00e7a, It\u00e1lia, Holanda, Fran\u00e7a, Uruguai, Irlanda, Col\u00f4mbia, Portugal, Chile, Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Outro destaque \u00e9 que o uso na vida de crack entre estudantes brasileiros pode ser considerado diminuto na compara\u00e7\u00e3o com estudantes europeus e sul-americanos. O Brasil e o Paraguai ocupam a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o, com a mesma preval\u00eancia de uso na vida e no ano de crack.<\/p>\n<p>O consumo de bebidas alco\u00f3licas entre estudantes brasileiros, de 15 e 16 anos, est\u00e1 dentro da m\u00e9dia internacional, tanto para uso na vida, quanto no ano. Os maiores \u00edndices s\u00e3o da Alemanha e os menores da Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre a realidade brasileira e de outros pa\u00edses foi feita com base nos relat\u00f3rios Monitoring the Future (Estados Unidos), de 2009; ESPAD (pa\u00edses europeus), de 2007; e SIDUC (pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina), de 2006. Foi realizado um recorte de faixa et\u00e1ria que permitisse a comparabilidade entre os diferentes pa\u00edses e o Brasil.<\/p>\n<p>Legenda:<br \/>\n1 &#8211; Uso no ano: uso nos \u00faltimos 12 meses; ou seja, pelo menos uma vez nos 12 meses que antecederam a pesquisa.<\/p>\n<p>2 \u2013 Uso na vida: uso experimental, ou seja, \u201cpelo menos uma vez na vida\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria de Imprensa da Senad &#8211; 61-9974-6033<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa revela queda de 49,5 % no uso de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas pelos alunos com rela\u00e7\u00e3o a 2004. 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