{"id":4854,"date":"2011-01-13T19:38:10","date_gmt":"2011-01-13T22:38:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=4854"},"modified":"2011-01-13T19:38:10","modified_gmt":"2011-01-13T22:38:10","slug":"cientistas-criam-metodo-inedito-de-diagnostico-intracraniano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2011\/01\/13\/cientistas-criam-metodo-inedito-de-diagnostico-intracraniano\/","title":{"rendered":"Cientistas criam m\u00e9todo in\u00e9dito de diagn\u00f3stico intracraniano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Por <a title=\"Posts de Marcelo Pellegrini\" href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?author=3905\">Marcelo Pellegrini<\/a> &#8211; <a href=\"mailto:marcelo.pellegrini.filho@usp.br\">marcelo.pellegrini.filho@usp.br<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_4855\" style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-4855\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/cientistas-criam-metodo-inedito-de-diagnostico-intracraniano\/usp-3\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4855\" class=\"size-full wp-image-4855\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/01\/usp.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/01\/usp.jpg 230w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/01\/usp-120x68.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4855\" class=\"wp-caption-text\">magem do aparelho de diagn\u00f3stico de press\u00e3o intracraniana com monitor acoplado<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma equipe multidisciplinar de cientistas da USP desenvolveu um m\u00e9todo capaz de diminuir os riscos de morte e os custos de interna\u00e7\u00e3o de pacientes que necessitem de monitoramento constante da press\u00e3o intracraniana (PIC), devido a doen\u00e7as como epilepsia, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumatismos, tumores cerebrais e hidrocefalia, entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O m\u00e9todo desenvolvido consiste em acoplar um pequeno sensor ao osso da caixa craniana, atrav\u00e9s de uma pequena incis\u00e3o na pele, ao inv\u00e9s de perfurar o cr\u00e2nio do paciente para realizar o monitoramento, como acontece atualmente. \u201cOs m\u00e9todos atuais colocam o sensor dentro do tecido cerebral, o que pode causar danos no tecido e tamb\u00e9m infec\u00e7\u00f5es, uma vez que abre um canal direto de comunica\u00e7\u00e3o do sistema nervoso central com o meio externo\u201d, explica Gustavo Henrique Frigieri Vilela, farmac\u00eautico-bioqu\u00edmico que comp\u00f5em a equipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com isso, a t\u00e9cnica desenvolvida pela equipe da USP apresenta-se como um m\u00e9todo de diagn\u00f3stico minimamente invasivo, ou seja, traz menos riscos de traumas e infec\u00e7\u00f5es aos pacientes, e muito mais barato, em compara\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos tradicionais. O equipamento desenvolvido pelo USP est\u00e1 estimado em R$ 6.000,00, valor do monitor, mais R$ 400,00 por cada sensor. J\u00e1 o equipamento tradicional mais utilizado nos hospitais custa R$50.000 o monitor, e R$1.500 cada sensor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do baixo valor, a t\u00e9cnica n\u00e3o requer neurocirurgi\u00f5es, centro cir\u00fargico ou leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que representa uma redu\u00e7\u00e3o ainda maior dos custos deste procedimento para os hospitais, aumentando a populariza\u00e7\u00e3o do uso deste equipamento. Atualmente, o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) n\u00e3o cobre os custos do procedimento de monitoramento da PIC, o que significa que grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 impossibilitada de fazer uso deste recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro problema apontado por Vilela \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos atuais. \u201cOs equipamentos que est\u00e3o em uso no pa\u00eds para este tipo de diagn\u00f3stico s\u00e3o importados, e quando quebram a assist\u00eancia normalmente \u00e9 feita l\u00e1 fora. Imagine o tempo que isso leva\u201d, indaga o pesquisador. \u201cNossa tecnologia, al\u00e9m de in\u00e9dita no mundo, \u00e9 100% nacional, o que traz grande rapidez na entrega e manuten\u00e7\u00e3o destes equipamentos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe formada por farmac\u00eauticos-bioqu\u00edmicos, f\u00edsicos, m\u00e9dicos, educadores f\u00edsicos, engenheiros, bi\u00f3logos, fisioterapeutas e enfermeiros iniciou o projeto em 2007, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor S\u00e9rgio Mascarenhas de Oliveira, do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos (IFSC) da USP. Segundo Vilela, \u201cdurante o desenvolvimento da ideia surgiram tantas outras possibilidades, que\u00a0 atualmente o grupo realiza pesquisa em v\u00e1rias frentes, como epilepsia, atua\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos, exerc\u00edcios f\u00edsicos, cardiologia e muitos outros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Implementa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s diversos teste em animais, a t\u00e9cnica j\u00e1 est\u00e1 sendo empregada no Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP, onde auxilia no monitoramento de oito pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente, j\u00e1 se verificou o funcionamento do m\u00e9todo, contudo ainda falta realizar mais testes em humanos, para assim, obter um estudo estat\u00edstico dos resultados da t\u00e9cnica. \u201cO pr\u00f3ximo passo, a partir de ent\u00e3o, \u00e9 entrar com a documenta\u00e7\u00e3o para registro na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA) e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para, em seguida, come\u00e7armos a produzir o equipamento em grande escala para atender o mercado\u201d, descreve Vilela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO pesquisador Luiz Eduardo Genovez Damiano, doutorando da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFScar), em parceria com nossa equipe, trabalha no desenvolvimento de um m\u00e9todo totalmente n\u00e3o invasivo, onde simplesmente tocamos a superf\u00edcie da cabe\u00e7a do paciente um sensor e, com isto, conseguimos monitorar a press\u00e3o intracraniana\u201d, relata o pesquisador que se mostra otimista em rela\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o do m\u00e9todo. \u201cAcredito que, em pouco tempo, conseguiremos popularizar o procedimento de diagn\u00f3stico e monitorar a press\u00e3o intracraniana sem qualquer invas\u00e3o no paciente\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"mailto:%20g.frigieri@gmail.com%20\" target=\"_blank\">g.frigieri@gmail.com <\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcelo Pellegrini &#8211; marcelo.pellegrini.filho@usp.br Uma equipe multidisciplinar de cientistas da USP desenvolveu um m\u00e9todo capaz de diminuir os riscos de morte e os custos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4854","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}