{"id":5107,"date":"2011-02-21T08:31:39","date_gmt":"2011-02-21T11:31:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=5107"},"modified":"2011-02-21T08:31:39","modified_gmt":"2011-02-21T11:31:39","slug":"uma-familia-chamada-superacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2011\/02\/21\/uma-familia-chamada-superacao\/","title":{"rendered":"Uma Fam\u00edlia Chamada Supera\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"100%\">\n<strong>13\/2\/2011 &#8211; Aos 13 anos ela sofreu um acidente de moto e perdeu o movimento de seu p\u00e9. Deu a volta por cima e \u00e9 a diretora do site Amputados Vencedores<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"100%\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"100%\"><strong>Jane Peralta, 43 anos, assistente social e diretora do Amputados Vencedores, casada com Fl\u00e1vio Peralta. Aos 13 anos sofreu um acidente de trabalho de trajeto, com moto. Levou graves cortes em sua perna direita e cortou o nervo que levanta o p\u00e9.<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.amputadosvencedores.com.br\/\">www.amputadosvencedores.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<a rel=\"attachment wp-att-5108\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/uma-familia-chamada-superacao\/peralta\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-5108\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/02\/Peralta-550x412.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"392\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>1)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>No que consiste a sua defici\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Em 1981 eu era uma adolescente no auge dos meus 13 anos de idade. Vivia o que as outras garotas vivam: horm\u00f4nios latentes, curiosidade de tudo e uma energia avassaladora. No dia 14.05.1981, em Umuarama-Paran\u00e1, parecia que seria mais um dia comum em minha adolesc\u00eancia. Levantei-me, tomei meu caf\u00e9 e me vesti para ir trabalhar. Trabalhava com meu pai em sua construtora. J\u00e1 independente e bastante teimosa me deslocava com minha pr\u00f3pria moto, com autoriza\u00e7\u00e3o de meu pai. Num dia cinzento e nublado sa\u00ed para mais um dia de trabalho. Para uma menina de treze anos que j\u00e1 tinha 1,74 de altura, eu j\u00e1 me considerava uma adulta em todas as minhas atitudes. Depois de um dia normal, era hora de voltar para casa. Quando pisei na cal\u00e7ada e subi na minha moto eu vi uma fam\u00edlia, que morava no pr\u00e9dio ao lado, saindo no mesmo momento em que eu sa\u00eda. Os cumprimentei e ambos sa\u00edmos pela mesma dire\u00e7\u00e3o. Eu me dirigi por uma rua e eles foram por outra. Uns 800 metros depois da minha sa\u00edda, eu resolvi n\u00e3o parar em uma esquina preferencial, j\u00e1 perto da minha casa. Eu pensei: \u201cSempre passo por aqui e nunca cruzei com um carro, desta vez eu vou passar direto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o vi nada e n\u00e3o me lembro da cena do acidente. Bati justamente naquele vizinho que eu havia cumprimentado minutos antes. O farol do carro se quebrou e estra\u00e7alhou minha perna direita, abaixo do joelho. Ca\u00ed a alguns metros da moto e o sangue jorrava para todo lado (eu cortei a art\u00e9ria). Uma amiga que vira meu acidente teve que tomar calmante para dormir \u00e0 noite. Aquele senhor ficou t\u00e3o desesperado que n\u00e3o conseguia nem sair do lugar. Um outro que passou no momento parou seu fusca, me colocou dentro do carro e me levou para o hospital. O sangue jorrou pelo seu carro sem d\u00f3 nem piedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando cheguei ao hospital eu j\u00e1 estava em estado de choque. Perdi quase todo meu sangue e rapidamente fizeram uma transfus\u00e3o de sangue para garantir minha vida. Naquela noite foi um desespero para meu pai e minha m\u00e3e. Ao passarem pelo local ap\u00f3s o acidente eles acharam que eu havia morrido. O m\u00e9dico falou para eles rezarem muito por mim, pois, ele n\u00e3o garantia nem a minha vida. Ao passar o risco de morte ele avisou que eu poderia perder a perna. Ela estava estralha\u00e7ada, toda retalhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia seguinte come\u00e7aria uma jornada longa de recupera\u00e7\u00e3o, muitos curativos e outras cirurgias. Como a extens\u00e3o do corte era grande, tive que fazer uma nova cirurgia dois meses depois para realizar um enxerto de pele. Retirei a pele das n\u00e1degas e foi muito dif\u00edcil. Ficar deitada de barriga para cima, em cima de uma raspagem for\u00e7ada nas n\u00e1degas foi um grande desafio. Depois que cessou a fase da dor, iniciou a fase da cicatriza\u00e7\u00e3o que provocava uma coceira terr\u00edvel. Parecia que a dor era mais suport\u00e1vel do que a coceira. Depois de muita paci\u00eancia e resist\u00eancia tudo cicatrizou. As cicatrizes que ganhei nas n\u00e1degas valeram o resultado alcan\u00e7ado na perna. Mais uma vez o m\u00e9dico avisou que poderia n\u00e3o dar certo. Na hora da cirurgia eu escutava: \u201cEssa l\u00e2mina n\u00e3o est\u00e1 cortando nada\u201d. Aben\u00e7oado Dr. Carlos Alberto Potier que ag\u00fcentou minhas crises, meus choros e meu mau humor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No final das contas cortei o nervo que levanta o p\u00e9 e fiquei com uma cicatriz enorme na perna (83 pontos). Para conseguir andar precisei usar uma goteira de polipropileno para manter meu p\u00e9 em 90 graus, j\u00e1 que ficou ca\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a02)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando a pessoa adquire a defici\u00eancia em algum momento de sua vida \u00e9 preciso reaprender muitas coisas para se adaptar \u00e0 nova realidade. Em seu caso, qual foi a adapta\u00e7\u00e3o que voc\u00ea considera que foi a mais dif\u00edcil para voc\u00ea? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais dif\u00edcil foi reaprender a andar. Como meu p\u00e9 ca\u00eda eu tinha que for\u00e7ar o quadril e o tornozelo. Fiquei um ano andando assim. Minha perna do\u00eda muito. Foi somente quando coloquei o aparelho que senti algo diferente. Consegui andar normalmente e pude perceber o valor do corpo humano. Por causa do aparelho fiquei limitada ao uso do cal\u00e7ado. At\u00e9 hoje fica dif\u00edcil comprar uma sand\u00e1lia e um sapato. Foi somente com a Opananken que essa dificuldade se tornou mais amena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>3)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na sua vida profissional e amorosa voc\u00ea enfrentou muitas dificuldades? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c0s vezes me perguntavam o que tenho de deficiente. At\u00e9 eu mesma demorei a entender que era uma pessoa com defici\u00eancia, j\u00e1 que me faltava uma parte de meu corpo. Embora tenha me acidentado de moto em 1981 s\u00f3 fui usar o caixa especial em bancos financeiros para deficientes em 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entrei em minha adolesc\u00eancia usando somente um tipo de cal\u00e7ado: t\u00eanis. Imaginem uma mocinha usando qualquer tipo de roupa sempre com um t\u00eanis no p\u00e9. Mesmo com essa limita\u00e7\u00e3o sempre sa\u00ed com meus amigos, namorei muito e entrei para a faculdade de Servi\u00e7o Social, em Londrina-Pr. Em 1991 me formei como assistente social e fui novamente para S\u00e3o Paulo para desbravar novos mundos. Sempre quis provar que a minha defici\u00eancia n\u00e3o me impediria de ser uma excelente profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi em fevereiro de 1996 que decidi retornar para Londrina e um desejo come\u00e7ou a entrar em meu cora\u00e7\u00e3o: encontrar um amor e ter a minha fam\u00edlia. Isso tudo aconteceu depois que reencontrei minha f\u00e9 em Deus. Comecei ent\u00e3o uma jornada dif\u00edcil que exigiria muita paci\u00eancia. Somente encontramos o verdadeiro amor ap\u00f3s muita lapida\u00e7\u00e3o. \u00c9 como encontrar um diamante muito valioso. Por tr\u00eas longos anos eu orei, jejuei e esperei por esse grande amor, enquanto fazia meu mestrado em educa\u00e7\u00e3o. A essa altura eu j\u00e1 estava dando aula na Universidade Estadual de Londrina e queria muito ter um esposo.\u00a0 At\u00e9 que um dia isso aconteceu, em fevereiro de 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu havia sa\u00eddo da igreja que freq\u00fcentava e estava com um grupo de amigos. Quando de repente olhei ao lado e vi um rapaz que estava sentado em uma mesa e que conversava com um amigo meu. Logo notei que havia acontecido algo muito ruim com ele. Ele n\u00e3o tinha os dois bra\u00e7os e estava com o coto enfaixado. S\u00f3 podia ser um acidente. Muito curiosa eu n\u00e3o tive d\u00favidas. Levantei-me da minha mesa e fui at\u00e9 l\u00e1. J\u00e1 cheguei me apresentando e perguntando o que havia acontecido e ele explicou que havia sofrido um choque el\u00e9trico de 13.800 volts h\u00e1 aproximadamente um ano. Eu fiquei chocada e muito comovida com sua hist\u00f3ria e claro j\u00e1 fui logo convidando ele para ir para minha igreja. Trocamos nossos telefones e 15 dias depois marcamos um encontro: comer pizza. Eu j\u00e1 sabia que teria que lhe servir na pizzaria, mas eu n\u00e3o via nenhum problema nisso. Ali\u00e1s, eu n\u00e3o imaginava que ele se tornaria o grande amor da minha vida. Foi assim que conheci esse homem maravilhoso, Fl\u00e1vio Peralta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois desse primeiro encontro outros encontros vieram e fomos nos tornando amigos. Um dia, assistindo um filme no cinema algo aconteceu e trocamos nosso primeiro beijo. Eu senti algo diferente e um sentimento de amor foi se apossando de mim. Namoramos, noivamos e casamos em setembro de 2001. \u00a0No trabalho as coisas foram f\u00e1ceis. Em 2011 ser\u00e3o 20 anos de formada como assistente social e nunca me faltou trabalho. Sempre fui muito dedicada e nunca deixei minha defici\u00eancia ser um empecilho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0<strong>4)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ap\u00f3s esse per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o voc\u00ea deve ter enfrentado muitas situa\u00e7\u00f5es complicadas, f\u00e1ceis, dif\u00edceis e engra\u00e7adas. Tem algum fato ou um acontecimento que tenha te marcado ap\u00f3s sua recupera\u00e7\u00e3o e que tenha a ver com sua defici\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu acredito que o mais dif\u00edcil na defici\u00eancia seja o olhar do outro. A todo momento eu enfrentava olhares em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 minha perna. Para mim isso foi o mais dif\u00edcil. Nesses 30 anos de acidente perdi a paci\u00eancia somente uma vez. Eu estava passando f\u00e9rias coma fam\u00edlia no Balne\u00e1rio Cambori\u00fa em Santa Catarina quando passou por mim tr\u00eas pessoas. Nossa, ficaram olhando tanto para minha perna que eu n\u00e3o ag\u00fcentei. Olhei bem em seus olhos e perguntei: \u201co que foi, perderam alguma coisa?\u201d. As pessoas ficaram t\u00e3o sem gra\u00e7a que segui orgulhosa. Sabe o que aprendi? Temos que enfrentar nossos drag\u00f5es e olhar para o outro de igual para igual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>5)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tem algum aspecto em especial na sua vida hoje que voc\u00ea percebe muitas mudan\u00e7as e que voc\u00ea valoriza muito mais do que antes? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tem um aspecto que me incomoda muito hoje: as dores na coluna e a dificuldade de fazer certas coisas. Por causa do acidente percebi que preciso cuidar da minha sa\u00fade. Em 2010 comecei a fazer hidrogin\u00e1stica, voltei a fazer fisioterapia e n\u00e3o vivo sem reflexologia (massagem nos p\u00e9s). Antes eu n\u00e3o valorizava isso, mas com o passar dos anos est\u00e1 ficando cada dia mais complicado o desvio de minha coluna e a sobrecarga da perna que ficou intacta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>6)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quais foram as pessoas que mais te ajudaram e o que voc\u00ea gostaria de falar para elas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sem d\u00favida alguma foram meus pais quem mais me ajudaram. Sem eles eu n\u00e3o teria suportado o acidente aos 13 anos. Meu pai tinha uma paci\u00eancia de J\u00f4. Se desdobrava para me levar ao m\u00e9dico e estava sempre ao meu lado. Minha m\u00e3e tamb\u00e9m foi de fibra. Ela \u00e9 uma mulher muito forte e diante das dificuldades, principalmente de sa\u00fade, n\u00e3o abandona o barco. Dava conta de cuidar da minha irm\u00e3 ca\u00e7ula, da casa e de mim, que fiquei na cama por um bom per\u00edodo. Acredito que deva ter sido muito dif\u00edcil para eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>7)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual a mensagem que voc\u00ea gostaria de deixar sobre a quest\u00e3o da defici\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Somos muito mais fortes quando estamos na presen\u00e7a de outras pessoas que possuem as mesmas dificuldades que a gente. Participar de um grupo, de uma rede social, estar com uma pessoa que nos faz crescer \u00e9 a melhor coisa do mundo. Quando comecei a namorar o Fl\u00e1vio Peralta e andava pelas ruas notei que olhavam mais para a minha perna do que para sua pr\u00f3tese. Na praia minha cicatriz chama mais a aten\u00e7\u00e3o do que seu coto. Pensei uma coisa: me sinto mais fortalecida na presen\u00e7a dele e quando caminhamos me sinto mais imponente. Somos mais fortes numa dupla ou num grupo, do que sozinhos. Portanto, a pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o deve ter medo de se expor e criar la\u00e7os com outras pessoas, deficientes ou n\u00e3o. Veja e deixe-se ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>8)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Voc\u00ea quer fazer qualquer outro coment\u00e1rio sobre o assunto? Fique \u00e0 vontade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gostaria de divulgar nosso site e agradecer a todos aqueles que fazem parte da luta da pessoa com defici\u00eancia. Se antes, na antiguidade e na idade m\u00e9dia essa pessoa era abandonada \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte para morrer sozinho, hoje enfrentamos uma explos\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o social e de muita valoriza\u00e7\u00e3o, tanto dos que nascem com a defici\u00eancia, como daqueles que adquirem a defici\u00eancia em algum momento de sua vida. Assumir uma causa tamb\u00e9m nos faz sentir melhores. Cuido do site e da carreira do Fl\u00e1vio e lutar pela seguran\u00e7a no trabalho passou a ser um objetivo. \u00c9 assim que garantimos vidas sendo salvas e evitando acidentes, como o meu e do Fl\u00e1vio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13\/2\/2011 &#8211; Aos 13 anos ela sofreu um acidente de moto e perdeu o movimento de seu p\u00e9. Deu a volta por cima e \u00e9&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}