{"id":5347,"date":"2011-03-18T08:01:56","date_gmt":"2011-03-18T11:01:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=5347"},"modified":"2011-03-18T08:01:56","modified_gmt":"2011-03-18T11:01:56","slug":"franca-e-brasil-comemoram-20-anos-de-cooperacao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2011\/03\/18\/franca-e-brasil-comemoram-20-anos-de-cooperacao-cientifica\/","title":{"rendered":"Fran\u00e7a e Brasil comemoram 20 anos de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p>Por: <a href=\"mailto:\">Cristiane Albuquerque e \u00darsula Neves<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma parceria que d\u00e1 certo h\u00e1 duas d\u00e9cadas, aproximando cientistas do Brasil e da Fran\u00e7a. Nos dias 14 e 15 de mar\u00e7o, o simp\u00f3sio <em>Fiocruz-Inserm: 20 anos de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/em> celebrou a antiga \u2013 e produtiva \u2013 colabora\u00e7\u00e3o internacional entre o Instituto Nacional Cient\u00edfico e de Pesquisa M\u00e9dica da Fran\u00e7a (Inserm) e a Fiocruz, que j\u00e1 resultou em mais de 60 projetos conjuntos. Durante o evento, algumas das parcerias mais recentes entre o Inserm e laborat\u00f3rios do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) tiveram espa\u00e7o.<\/p>\n<table style=\"text-align: justify\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div id=\"attachment_5348\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a rel=\"attachment wp-att-5348\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/franca-e-brasil-comemoram-20-anos-de-cooperacao-cientifica\/franca\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5348\" class=\"size-full wp-image-5348\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/03\/fran\u00e7a.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"319\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/03\/fran\u00e7a.jpg 480w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/03\/fran\u00e7a-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/03\/fran\u00e7a-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5348\" class=\"wp-caption-text\">Os 20 anos de coopera\u00e7\u00e3o entre Inserm e Fiocruz foram decisivos para que outras redes se formassem, ampliando a conectividade e a interatividade entre grupos de pesquisa (Foto: Gutemberg Brito)<\/p><\/div><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\">O pesquisador do IOC Wilson Savino e a pesquisadora do Inserm Gillian Butler-Browne apresentaram a experi\u00eancia desafiadora de manter um laborat\u00f3rio binacional. Savino destacou o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es convergentes das duas institui\u00e7\u00f5es no aprofundamento e na solu\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es relacionadas \u00e0 medicina e \u00e0 biologia\u00a0por meio\u00a0de pesquisadores e de estudantes correspondentes. Ele ressaltou os benef\u00edcios do interc\u00e2mbio, permitindo o fluxo de pessoas e ideias de duas na\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferentes. \u201cEssa intera\u00e7\u00e3o intensifica a gera\u00e7\u00e3o do conhecimento e a pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o do conhecimento gerado\u201d, enfatizou, ressaltando o impacto para estudantes de doutorado, mestrado e gradua\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 muito importante a possibilidade dos jovens adquirirem experi\u00eancia de internacionaliza\u00e7\u00e3o do conhecimento\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os estudos em andamento nesta incluem uma nova terapia com o objetivo de amenizar os efeitos do processo inflamat\u00f3rio da distrofia muscular de Duchenne (doen\u00e7a neuromuscular progressiva e destrutiva, que afeta principalmente meninos), desenvolvido com a colabora\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Outra linha de pesquisa observa o efeito da laminina (prote\u00edna respons\u00e1vel pela estrutura e uni\u00e3o das c\u00e9lulas do corpo) na migra\u00e7\u00e3o, prolifera\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia de c\u00e9lulas humanas transplantadas. Tamb\u00e9m \u00e9 investigada a indu\u00e7\u00e3o de toler\u00e2ncia imunol\u00f3gica a c\u00e9lulas miog\u00eanicas (capazes de se transformar em c\u00e9lulas musculares) em camundongos imunocompetentes, com o objetivo de testar se as c\u00e9lulas desses camundongos se tornam permissivas a um implante de c\u00e9lulas humanas, sem rejei\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Estrat\u00e9gias para a doen\u00e7a de Chagas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acompanhada do pesquisador franc\u00eas Jean-Jacques Feige, a pesquisadora do IOC Tania Ara\u00fajo-Jorge apresentou o estudo colaborativo sobre o papel da citocina TGF\u00df na doen\u00e7a de Chagas. \u201cDesde os primeiros trabalhos at\u00e9 as investiga\u00e7\u00f5es atuais, as grandes linhas de pesquisa sobre TGF\u00df est\u00e3o relacionadas \u00e0 regula\u00e7\u00e3o da resposta imune, \u00e0 invas\u00e3o parasito hospedeiro, \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de ciclos intracelular do parasito e ao desenvolvimento de fibrose. Atualmente, temos um bom modelo tanto para a fase aguda quanto para a fase cr\u00f4nica da doen\u00e7a, que nos permite controlar e monitorar par\u00e2metros, al\u00e9m de testar nesses modelos diferentes estrat\u00e9gias\u201d, destacou. \u201cNo caso espec\u00edfico do nosso estudo, o TGF\u00df est\u00e1 entrando na l\u00f3gica de reguladores de patologia e n\u00f3s temos a possibilidade de testar v\u00e1rias combina\u00e7\u00f5es\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisadora ressaltou importantes desdobramentos da parceria entre as instiui\u00e7\u00f5es. \u201cEsses 20 anos de coopera\u00e7\u00e3o entre Inserm e Fiocruz foram decisivos para que muitos grupos de pesquisa na Fran\u00e7a e no Brasil passassem a colaborar e desenvolver linhas de pesquisa de grande import\u00e2ncia. A partir deste n\u00facleo, outras redes se formaram, ampliando a conectividade e a interatividade dos grupos de pesquisa brasileiros com grupos da rede Latino Americana e da rede de pesquisa Norte-Sul, em que a Europa tem um papel fundamental\u201d, Tania destacou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Hepatite B em foco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisadora Selma Andrade Gomes, do Laborat\u00f3rio de Virologia Molecular do IOC, juntamente com o pesquisador Christian Tr\u00e9po, do Inserm, introduziram o projeto que investiga v\u00edrus da hepatite B (HBV) associados a casos de infec\u00e7\u00e3o oculta ou de resist\u00eancia aos tratamentos antivirais. Selma falou sobre as diferen\u00e7as nas taxas de preval\u00eancia em n\u00edveis mundiais de infec\u00e7\u00e3o oculta envolvendo o HVB e o HIV, que pode variar de\u00a00 at\u00e9 90% entre alguns pa\u00edses, e comparou a lamevudina (um dos primeiros medicamentos utilizados na terapia contra hepatite B, associado\u00a0\u00e0 alta resist\u00eancia) com as drogas desenvolvidas recentemente e que apresentam uma baixa resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, apresentou o trabalho desenvolvido pela equipe brasileira com pacientes de diversos estados mostrando que a lamevudina \u00e9 empregada em mais de 80% dos tratamentos enquanto terapia ou em terapias combinadas. \u201cAs terapias combinadas s\u00e3o utilizadas para resgatar as muta\u00e7\u00f5es em lamevudina. Quando comparamos a amostra brasileira com as internacionais, observamos que a carga viral diminui e que os nossos n\u00edveis de positividade para o genoma viral s\u00e3o muito altos, inclusive com drogas mais eficientes\u201d explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.fiocruz.br\">www.fiocruz.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Cristiane Albuquerque e \u00darsula Neves Uma parceria que d\u00e1 certo h\u00e1 duas d\u00e9cadas, aproximando cientistas do Brasil e da Fran\u00e7a. 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