{"id":5631,"date":"2011-04-30T14:23:04","date_gmt":"2011-04-30T17:23:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=5631"},"modified":"2011-04-30T14:23:04","modified_gmt":"2011-04-30T17:23:04","slug":"fumar-pode-causar-dor-nas-costas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2011\/04\/30\/fumar-pode-causar-dor-nas-costas\/","title":{"rendered":"Fumar pode causar dor nas costas"},"content":{"rendered":"<p><strong>IG<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O cigarro \u00e9 sempre citado como um dos fatores de risco para doen\u00e7as respirat\u00f3rias, do cora\u00e7\u00e3o (como infarto) e c\u00e2ncer (principalmente os de boca e os de pulm\u00e3o). No entanto, dificilmente \u00e9 relacionado com o aparecimento de dores nas costas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas saiba que fumar acelera o aparecimento da h\u00e9rnia de disco, um desgaste da estrutura da coluna existente entre as v\u00e9rtebras, semelhante a um amortecedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fuma\u00e7a do cigarro diminui a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea nos plat\u00f4s sob o disco, evitando que os nutrientes cheguem ao local. O disco resseca, se desgasta mais facilmente e racha, explica Jo\u00e3o Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgi\u00e3o e revisor cient\u00edfico do jornal Spine, a publica\u00e7\u00e3o internacional de maior prest\u00edgio sobre a coluna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O problema \u00e9 progressivo, ou seja, quanto antes o indiv\u00edduo come\u00e7ar a fumar, maiores suas chances de desenvolver o problema. Os sintomas iniciais s\u00e3o dores nas costas e um leve incha\u00e7o no local, que pode progredir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA h\u00e9rnia pode ser incapacitante se tiver altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas associadas. Se houver altera\u00e7\u00e3o da condu\u00e7\u00e3o do nervo para perna, pode ter erro de condu\u00e7\u00e3o para est\u00edmulo de m\u00fasculo, atrofia e perda de sensibilidade\u201d, alerta Ricardo Nahas, ortopedista do Hospital Nove de Julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Fatores de risco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do cigarro, obesidade, sedentarismo e heran\u00e7a gen\u00e9tica s\u00e3o as caracter\u00edsticas que predisp\u00f5em o indiv\u00edduo ao desenvolvimento da h\u00e9rnia de disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O desgaste nas estruturas da coluna come\u00e7a naturalmente a partir dos 35 anos. Quem n\u00e3o apresenta nenhum desses fatores dificilmente ter\u00e1 a doen\u00e7a ou suas poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es. Mas basta que algu\u00e9m na fam\u00edlia tenha hist\u00f3rico do problema, para o risco chegar a 30%. Associado a qualquer um dos fatores acima, esse \u00edndice sobe para 50%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e9 um fator poderoso. A pessoa pode ser magra e saud\u00e1vel e mesmo assim desenvolver um quadro doloroso\u201d, afirma Nahas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O tipo de trabalho e a carga exercida sobre a coluna tamb\u00e9m precisam ser analisados. Pessoas que trabalham carregando peso ou em qualquer fun\u00e7\u00e3o que exija da coluna est\u00e3o mais propensas a apresentar o desgaste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 dif\u00edcil prevenir a h\u00e9rnia de disco em pessoas com forte predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. No entanto, vale a pena adotar um estilo de vida mais saud\u00e1vel. Exerc\u00edcios f\u00edsicos regulares e controle do peso s\u00e3o duas medidas simples que podem ajudar a retardar o aparecimento da h\u00e9rnia ou at\u00e9 mesmo evit\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se ela j\u00e1 se instalou, o processo n\u00e3o pode ser revertido, mas os sintomas \u2013 principalmente as dores \u2013 podem ser contornados. A primeira medida \u00e9 a melhoria na qualidade de vida. Fisioterapia ou reeduca\u00e7\u00e3o postural s\u00e3o ferramentas essenciais nesse caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cS\u00e3o tratamentos simples, mas que combatem o processo inflamat\u00f3rio na coluna\u201d, afirma Franco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O tratamento inicialmente \u00e9 cl\u00ednico com medica\u00e7\u00e3o analg\u00e9sica, anti-inflamat\u00f3rio e fisioterapia. Nos casos de dor muito intensa podemos realizar bloqueios analg\u00e9sicos perto das ra\u00edzes nervosas. Nos casos em que h\u00e1 falha desse tratamento ou quando al\u00e9m da dor h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o de for\u00e7a ou altera\u00e7\u00f5es importantes de sensibilidade, realizamos o tratamento cir\u00fargico&#8221;, avalia Luciano Miller, ortopedista da Cl\u00ednica Colunar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dores persistentes na coluna ou na perna por mais de tr\u00eas meses, que n\u00e3o melhoraram com os tratamentos chamados conservadores (fisioterapia e atividades f\u00edsicas), fazem desse paciente o candidato perfeito para uma interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuando os sintomas passam a prejudicar a qualidade de vida do paciente e os outros m\u00e9todos falharam, ent\u00e3o \u00e9 indicado um procedimento\u201d, conclui Nahas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;A descompress\u00e3o do nervo \u00e9 realizada por microcirurgia com o uso de microsc\u00f3pio e pequenas incis\u00f5es, ou por meio de endoscopia que, em alguns pacientes, \u00e9 realizada apenas com seda\u00e7\u00e3o e anestesia local. Com isso o paciente pode ter alta hospitalar no mesmo dia do procedimento&#8221;, explica Miller.<\/p>\n<p>Fonte: Correio do Estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IG O cigarro \u00e9 sempre citado como um dos fatores de risco para doen\u00e7as respirat\u00f3rias, do cora\u00e7\u00e3o (como infarto) e c\u00e2ncer (principalmente os de boca&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5631","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5631\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}