{"id":5945,"date":"2011-06-26T18:25:55","date_gmt":"2011-06-26T21:25:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=5945"},"modified":"2011-06-26T18:25:55","modified_gmt":"2011-06-26T21:25:55","slug":"cresce-mercado-para-parteiras-no-brasil-usp-oferece-graduacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2011\/06\/26\/cresce-mercado-para-parteiras-no-brasil-usp-oferece-graduacao\/","title":{"rendered":"Cresce mercado para parteiras no Brasil; USP oferece gradua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A profiss\u00e3o de parteira parece coisa do passado, mas n\u00e3o \u00e9. No come\u00e7o de 2005 a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) reabriu o curso de obstetr\u00edcia, e em 2008 formou os primeiros alunos. Essas profissionais, popularmente chamadas de parteiras, podem tanto trabalhar de forma aut\u00f4noma, realizando os partos na casa das clientes, quanto auxiliando m\u00e9dicos na hora do nascimento dos beb\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, o ideal \u00e9 que haja uma parteira a cada 175 nascimentos. Para entrar no curso da USP, basta realizar o vestibular normal. De acordo com a coordenadora, N\u00e1dia Zanon Narchi, dos matriculados na faculdade, existem pessoas que migraram de outros cursos, como Psicologia, Enfermagem e Fisioterapia. Por\u00e9m, cerca de 99% s\u00e3o jovens, sendo a maioria mulheres, que j\u00e1 tiveram alguma experi\u00eancia anterior como doula, que realiza o acompanhamento da mulher durante a gravidez, o parto e p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O principal motivo para a reabertura do curso foi a falta de profissionais altamente qualificado, pois existem poucas pessoas da \u00e1rea de enfermagem que fazem uma especializa\u00e7\u00e3o em obstetr\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O curso \u00e9 estruturado em 3 principais eixos. A biologia, com disciplinas como anatomia, gen\u00e9tica e embriologia; a \u00e1rea de ci\u00eancias humanas, sociais e da sa\u00fade, que consiste em mat\u00e9rias como sexualidade, rela\u00e7\u00f5es humanas e direito humano; e o outro \u00e9 chamado de assistir, cuida e gerenciar em obstetr\u00edcia, onde existem cadeiras mais espec\u00edficas do curso, como assist\u00eancia da mulher no pr\u00e9-natal, no parto, p\u00f3s-parto e na emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo N\u00e1dia, a principal diferen\u00e7a das parteiras \u00e9 o tratamento mais pessoal que \u00e9 fornecido \u00e0s mulheres gr\u00e1vidas. &#8220;A obstetriz trabalha mais com a sa\u00fade, n\u00e3o tanto com a tecnologia. Levamos mais em conta os direitos das mulheres, com uma assist\u00eancia mais humanizada. Acompanhamos desde a gesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 o p\u00f3s-parto, algumas parteiras permanecem at\u00e9 7 meses em contato com a fam\u00edlia ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitos problemas que surgem durante a gravidez podem ser evitados com o acompanhamento das parteiras, afirma a coordenadora. De acordo com ela, n\u00e3o apenas aspectos da sa\u00fade, mas tamb\u00e9m psicol\u00f3gicos. &#8220;Na medida em que ela estiver bem preparada e saud\u00e1vel, muitas doen\u00e7as que acontecem podem ser prevenidas. Por exemplo, muitas vezes as mulheres entram em depress\u00e3o por n\u00e3o saber lidar com as crian\u00e7as&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Qualifica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nEla acredita que o Pa\u00eds precisa de mais profissionais nessa \u00e1rea e defende a qualifica\u00e7\u00e3o por meio da faculdade. Um dos exemplos citados \u00e9 caso ocorra alguma complica\u00e7\u00e3o no parto, se a parteira perceber algum problema, ela ir\u00e1 encaminhar a m\u00e3e ao hospital. A maioria das vezes a perda da crian\u00e7a se d\u00e1 por pessoas n\u00e3o habilitadas. Mas ela destaca que a obstetriz dificilmente atua de forma aut\u00f4noma, logo ap\u00f3s sair do curso. &#8220;Normalmente as pessoas v\u00e3o trabalhar em casas de parto, e tamb\u00e9m em hospitais, \u00e9 preciso ter experi\u00eancia&#8221;, afirma a coordenadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ana Cristina Duarte se formou no curso de obstetr\u00edcia na USP no final de 2008, e como possu\u00eda experi\u00eancias anteriores em hospitais, j\u00e1 realiza partos na casa das clientes. Ela pensa que esse \u00e9 o caminho natural dos profissionais dessa \u00e1rea. Mas acredita que \u00e9 preciso ter um diferencial. &#8220;\u00c9 precisa ter um acompanhamento, falta aquela pessoa que monitora do come\u00e7o ao fim da gravidez&#8221;, assegura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gra\u00e7as a essa aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 cultivado um contato que vai al\u00e9m do profissional. &#8220;\u00c9 uma amizade quase de comadre, as pessoas me ligam por outros raz\u00f5es j\u00e1, como a escola em que colocar o filho, e at\u00e9 mesmo recomenda\u00e7\u00e3o de bab\u00e1s&#8221;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar de salientar que as mulheres ficam satisfeitas com o trabalho, acredita que elas n\u00e3o conhecem a profiss\u00e3o por falta de informa\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 normal de acordo com a parteira. &#8220;Por enquanto ainda \u00e9 bastante desconhecido, mas o tempo vai resolver isso, as profiss\u00f5es novas s\u00e3o assim mesmo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Presidente da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia ao Abortamento, Parto e Puerp\u00e9rio, da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia, Ol\u00edmpio Barbosa de Moraes Filho, defende a profiss\u00e3o de parteira, por\u00e9m ele acredita que n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel trabalhar de forma aut\u00f4noma, mas sim com um conjunto de m\u00e9dicos em hospitais. &#8220;O ideal \u00e9 que o parto n\u00e3o seja feito apenas pelo m\u00e9dico, mas sim por uma equipe, incluindo a parteira&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele acha que o profissional da \u00e1rea pode atuar sozinho em lugares aonde n\u00e3o existem hospitais por perto, caso de algumas cidades no interior do Brasil, e destaca que esse tipo de pr\u00e1tica pode causar riscos para a m\u00e3e e o beb\u00ea. &#8220;Sou contra o centro de parteiras e o trabalho independente, pois cerca de 15% dos partos complicam, e isso pode colocar a vida da mulher em risco. Em pa\u00edses europeus onde essa t\u00e9cnica \u00e9 mais usada, existe uma ambul\u00e2ncia no lado de fora da casa, caso ocorra algum problema&#8221;, explica o m\u00e9dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Diferen\u00e7as entre os obstetras<\/strong><br \/>\nAs parteiras s\u00e3o apenas uma das tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de profissionais obstetras no mercado, as outras s\u00e3o os m\u00e9dicos e enfermeiras. Os m\u00e9dicos podem fazer especializa\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea. Ele precisa realizar a resid\u00eancia m\u00e9dica em ginecologia e obstetr\u00edcia por cerca de 3 anos, para se formar como especialista, onde fica mais focado na patologia. O enfermeiro precisa realizar uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e estar\u00e1 habilitado a acompanhar a gr\u00e1vida no per\u00edodo pr\u00e9-natal, parto e puerp\u00e9rio de baixo risco, mas quando existe alguma complica\u00e7\u00e3o o m\u00e9dico precisa ser acionado. O profissional obstetriz tem uma forma\u00e7\u00e3o no curso de bacharelado mais focada na pr\u00f3pria profiss\u00e3o, e em menos \u00e1reas da enfermagem, e \u00e9 mais preparado para atender exclusivamente \u00e0 mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fonte: portal terra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A profiss\u00e3o de parteira parece coisa do passado, mas n\u00e3o \u00e9. 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