{"id":6020,"date":"2011-07-24T23:50:41","date_gmt":"2011-07-25T02:50:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=6020"},"modified":"2011-07-24T23:50:41","modified_gmt":"2011-07-25T02:50:41","slug":"cresce-o-numero-de-empregos-para-as-pessoas-com-sindrome-de-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2011\/07\/24\/cresce-o-numero-de-empregos-para-as-pessoas-com-sindrome-de-down\/","title":{"rendered":"Cresce o n\u00famero de empregos para as pessoas com s\u00edndrome de Down"},"content":{"rendered":"<p>Por: <a href=\"mailto:ddd\">Marina Mercante<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_6021\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-6021\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/cresce-o-numero-de-empregos-para-as-pessoas-com-sindrome-de-down\/down\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6021\" class=\"size-full wp-image-6021\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/07\/Down.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"232\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/07\/Down.jpg 350w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/07\/Down-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/55\/2011\/07\/Down-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6021\" class=\"wp-caption-text\">Aline e Liane (C) atuam em gabinetes de ministros do STJ. Paula (D) \u00e9 telefonista em uma das portarias do \u00f3rg\u00e3o<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Em uma sociedade formada apenas por pessoas com Down, um casal recebe a not\u00edcia de que o filho n\u00e3o tem a s\u00edndrome. A diferen\u00e7a nos tra\u00e7os faciais evidencia que o rec\u00e9m-nascido \u00e9 \u201cespecial\u201d e ele passa, \u00e0 medida que cresce, a sofrer preconceito de diversas maneiras. Essa invers\u00e3o de pap\u00e9is, o mote do filme brasileiro City Down, permite uma compara\u00e7\u00e3o com o mundo profissional. Imaginar a chegada de um funcion\u00e1rio diferente em um ambiente corporativo 100% Down ajuda a compreender o que passam homens e mulheres que vencem barreiras e ingressam no mercado de trabalho atualmente. N\u00e3o existem dados oficiais sobre a empregabilidade de pessoas com o dist\u00farbio no Brasil, mas, ao conversar com pais, especialistas e empregadores, \u00e9 consensual que a quantidade tem aumentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ramon Gon\u00e7alo Timo, 26 anos, faz parte dessa nova realidade. Desde janeiro, ele integra a se\u00e7\u00e3o de arquivo do Supremo Tribunal Federal (STF). De segunda a sexta, das 14h \u00e0s 18h, sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 limpar documentos e fazer pequenos reparos em materiais. Pelo of\u00edcio, recebe sal\u00e1rio e tem a carteira assinada. Para chegar ao cargo, o rapaz frequentou, durante quase dois anos, o Curso de higieniza\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e pequenos reparos de bens culturais, parceria da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) com a Apae-DF. A experi\u00eancia positiva de Ramon deve ser pioneira para a entrada de outras pessoas com s\u00edndrome de Down no STF, de acordo com Marcelo Jesus dos Santos, chefe da se\u00e7\u00e3o. \u201cQueremos aumentar o quadro de funcion\u00e1rios do setor para prestar servi\u00e7os a outras unidades do Supremo. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 colocar no mercado e largar. A pessoa tem de se sentir profissional\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Questionado sobre o que mais gosta de fazer no local de trabalho, o t\u00edmido Ram\u00f3n responde logo: \u201cDe ajudar\u201d. A no\u00e7\u00e3o de solidariedade se agrega \u00e0 de responsabilidade e pontualidade, caracter\u00edsticas destacadas pelos colegas e por Em\u00edlio Timo, pai do rapaz. Empres\u00e1rio, ele explica que optou por n\u00e3o colocar o filho para trabalhar em fam\u00edlia porque a prote\u00e7\u00e3o exagerada poderia prejudic\u00e1-lo. \u201cQuero que ele se desenvolva por m\u00e9rito. Ele controla o sal\u00e1rio que recebe, tem a pr\u00f3pria conta banc\u00e1ria e usa como quer. Quase sempre, compra presentes para os irm\u00e3os\u201d, conta. Em\u00edlio diz que se sentiu seguro ao ver o filho entrar no mercado e aconselha: \u201cDigo para outros pais que fiquem tranquilos. Se n\u00e3o, v\u00e3o colocar o filho em uma redoma e isso vai acabar com a vida dele. Com Down, h\u00e1 mais d\u00f3 que preconceito. O que \u00e9 at\u00e9 mais cruel, \u00e0s vezes. Mas eu j\u00e1 passei desse est\u00e1gio de preocupa\u00e7\u00e3o\u201d. O empres\u00e1rio lembra que, antes de Ram\u00f3n come\u00e7ar a trabalhar, fez quest\u00e3o de conhecer a equipe e a sala onde ele ficaria no STF.<\/p>\n<p>Perto dali, no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), seis pessoas com s\u00edndrome de Down j\u00e1 estavam inseridas no mercado de trabalho antes de Ram\u00f3n. Renan Mota, 26 anos, e Liane Martins Collares, 48, s\u00e3o os com mais tempo de casa. Est\u00e3o l\u00e1 desde 2009. No ano seguinte, entraram Aline Luz, 33; Fernando Filho, 26; Wagner Rodrigo, 21; e Paula Carvalho, 23. Paulinha, como \u00e9 chamada, \u00e9 a \u00fanica que trabalha na portaria, como telefonista. Namora Wagner, assessor do ministro Mauro Campbell. Os outros tamb\u00e9m est\u00e3o nos gabinetes \u2014 Fernando, no de Francisco Falc\u00e3o; Aline, no de Herman Benjamin; Renan, no de Cesar Rocha; e Liane, que \u00e9 escritora, integra a equipe do ministro Humberto Martins. \u201cMeu xar\u00e1 de sobrenome\u201d, ressalta a funcion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Exceto Renan, cujo contrato foi feito com a Presid\u00eancia do STJ, todos foram contratados por meio do Centro de Treinamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Especial (Cetefe). A assinatura de um conv\u00eanio nos mesmos moldes est\u00e1 bem adiantada na Procuradoria Geral da Rep\u00fablica (PGR) e h\u00e1 a inten\u00e7\u00e3o do STJ de formar uma turma para o per\u00edodo matutino. Para chegar a uma dessas futuras vagas \u00e9 necess\u00e1rio passar por uma sele\u00e7\u00e3o no Cetefe, que inclui entrega de curr\u00edculos e entrevistas com pais e filhos.<\/p>\n<p><strong>Iniciativa privada<\/strong><br \/>\nO interesse em contar com portadores de Down costuma vir de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Mas tamb\u00e9m acontece de empresas privadas procurarem o Cetefe. \u201cQuando isso ocorre, encaminhamos alguma sugest\u00e3o de nome\u201d, diz o fisioterapeuta e professor do centro Waldemar Junior.<\/p>\n<p>A professora do setor de RH da Apae-DF, Gl\u00f3ria Maria Dias, reconhece as dificuldades para a inser\u00e7\u00e3o dos portadores de Down no mercado competitivo aberto. Isso porque as pessoas selecionadas pela entidade, em geral, s\u00e3o colocadas em grupo e fazem um trabalho apoiado, com um coordenador treinado pela Apae. Para Gl\u00f3ria, o est\u00edmulo desde a inf\u00e2ncia pode ser um diferencial na hora de buscar a inser\u00e7\u00e3o profissional. \u201cSe a pessoa \u00e9 estimulada, vai ter mais autonomia. Tamb\u00e9m trabalhamos para reduzir a superprote\u00e7\u00e3o dos familiares.\u201d<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia no mercado \u00e9 o objetivo da Plura Consultoria, com sede em S\u00e3o Paulo. De acordo com a consultora de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o s\u00eanior da empresa, Roberta Rodrigues, a coloca\u00e7\u00e3o de quem tem Down \u2014 ou outra defici\u00eancia intelectual \u2014 enfrenta maior resist\u00eancia porque requer acompanhamento ao menos uma vez por semana, o que significa um custo a mais para o empregador, no caso do setor privado. \u201cEle se pergunta: onde alocar esse funcion\u00e1rio? Quem vai ser o tutor? E, se entrar algu\u00e9m de fora \u2014 um assistente social ou um psic\u00f3logo, por exemplo \u2014, como lidar com o sigilo das informa\u00e7\u00f5es?\u201d Roberta salienta que o of\u00edcio de um Down deve ser manual, administrativo. \u201cPrecisa de rotina, meio e fim.\u201d<br \/>\n<strong><br \/>\n<strong>Muito pouco<\/strong><\/strong><br \/>\nDados do Minist\u00e9rio do Trabalho mostram que, dos 44,1 milh\u00f5es de postos profissionais ativos em 31 de dezembro de 2010, apenas 306 mil estavam ocupados por pessoas com defici\u00eancia (0,7%) \u2014 destes, a intelectual representava 5,10%. Sobre a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da empregabilidade de pessoas com Down, n\u00e3o h\u00e1 estat\u00edsticas oficiais ou extra-oficiais.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a<\/strong><br \/>\nDescrita pela primeira vez como uma anomalia gen\u00e9tica em 1959, a s\u00edndrome de Down caracteriza-se pela presen\u00e7a, total ou parcial, de um cromossomo 21 extra \u2014 o indiv\u00edduo nasce com 47 cromossomos, ou seja, um a mais que o esperado. N\u00e3o se trata de uma doen\u00e7a, mas de uma defici\u00eancia gen\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o <\/strong><br \/>\n<strong>Apae<\/strong><br \/>\nEduca\u00e7\u00e3o Profissional e Coloca\u00e7\u00e3o no Trabalho<br \/>\nEtapa qualifica\u00e7\u00e3o \u2014 curso de higieniza\u00e7\u00e3o de documento<br \/>\nLocal: Oficina instalada dentro da Biblioteca Central da UnB<br \/>\nDe gra\u00e7a<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: Aproximadamente dois anos<br \/>\nTelefone: 2101-0460<br \/>\nSite: www.apaedf.org.br<\/p>\n<p><strong>Cetefe<\/strong><br \/>\nBanco de curr\u00edculos<br \/>\nE-mail: cetefe.bancodetalentos@gmail.com<br \/>\nTelefone: 3905-5538<br \/>\nSite: www.cetefe.org<br \/>\nEndere\u00e7o: Esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4<br \/>\nda 114 Sul, loja 5<\/p>\n<p><strong>Plura Consultoria e Inclus\u00e3o Social<\/strong><br \/>\nTrabalha para incluir pessoas com defici\u00eancia no mercado de trabalho<br \/>\nTelefone: (11) 3206-4455<br \/>\nSite: www.plura.com.br<\/p>\n<p>Fonte: Correio Brasiliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Marina Mercante Em uma sociedade formada apenas por pessoas com Down, um casal recebe a not\u00edcia de que o filho n\u00e3o tem a s\u00edndrome&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6020\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}