{"id":7213,"date":"2012-03-21T23:01:38","date_gmt":"2012-03-22T02:01:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=7213"},"modified":"2012-03-21T23:01:38","modified_gmt":"2012-03-22T02:01:38","slug":"portadores-da-sindrome-de-down-vivem-50-anos-a-mais-que-no-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2012\/03\/21\/portadores-da-sindrome-de-down-vivem-50-anos-a-mais-que-no-passado\/","title":{"rendered":"Portadores da S\u00edndrome de Down vivem 50 anos a mais que no passado"},"content":{"rendered":"<p>Por: Terra<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Rosto t\u00edpico, dificuldade para falar e aprender. No passado, por volta de 1947, estes tra\u00e7os indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos. O diagn\u00f3stico da S\u00edndrome de Down &#8211; uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica produzida pela presen\u00e7a de um cromossomo a mais, o par 21 &#8211; era muito mais aflitivo do que \u00e9 hoje para os pais. Atualmente, a expectativa de portadores da altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica est\u00e1 entre 60 e 70 anos, de acordo com a Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo. Nesta quarta-feira (21), \u00e9 comemorado o Dia Internacional da S\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao mesmo tempo, os casos se tornam cada vez mais frequentes, afirmou a fisioterapeuta pedi\u00e1trica especialista no desenvolvimento de portadores da S\u00edndrome de Down, Fernanda Davi. &#8220;Est\u00e3o mais comuns, pois as mulheres t\u00eam filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos&#8221;, justificou. De acordo com a Funda\u00e7\u00e3o S\u00edndrome de Down, h\u00e1 maior probabilidade da ocorr\u00eancia do problema em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a S\u00edndrome de Down se manifestar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exames podem diagnosticar a altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica ainda no per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o, mesmo assim, existem casos em que a S\u00edndrome de Down \u00e9 descoberta apenas ao nascimento do beb\u00ea. &#8220;Assim que a crian\u00e7a sai do hospital, j\u00e1 come\u00e7amos o tratamento&#8221;, disse Fernanda. Com acompanhamento de um fisioterapeuta e de um fonoaudi\u00f3logo o portador pode andar, falar e frequentar uma escola normalmente, disse a fisioterapeuta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O principal problema apresentado pela crian\u00e7a com SD \u00e9 a falta de t\u00f4nus muscular. &#8220;Eles s\u00e3o mais moles&#8221;, disse Fernanda. Esta car\u00eancia interfere nas habilidades motoras, por isso, exerc\u00edcios de fisioterapia e fonoaudiologia s\u00e3o importantes para o paciente andar e falar como uma crian\u00e7a normal. &#8220;Aos dois anos e meio, tr\u00eas, eles j\u00e1 conseguem fazer tudo, andar, correr, se equilibrar em um p\u00e9 s\u00f3&#8221;, descreveu Fernanda sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O tratamento usado pela fisioterapeuta \u00e9 o Cuevas Medek Exercise (CME), que desenvolve movimentos como segurar o pesco\u00e7o, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em p\u00e9, andar e correr, segundo Fernanda. &#8220;Primeiro eu gero o desequil\u00edbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equil\u00edbrio do pr\u00f3prio corpo. Com apenas algumas caixas e peda\u00e7os de madeira, eu monto um cen\u00e1rio no qual as crian\u00e7as brincam ao mesmo tempo em que v\u00e3o se desenvolvendo&#8221;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caracter\u00edsticas da doen\u00e7a<\/strong><br \/>\nAchatamento da parte de tr\u00e1s da cabe\u00e7a, dobras nos cantos internos dos olhos, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, m\u00e3os e p\u00e9s pequenos, rosto redondo, cabelos lisos, pesco\u00e7o curto, flacidez muscular, prega palmar \u00fanica e pele na nuca em excesso s\u00e3o as caracter\u00edsticas f\u00edsicas usualmente apresentadas por pessoas com S\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As pessoas com a diferen\u00e7a gen\u00e9tica t\u00eam tend\u00eancia \u00e0 obesidade, cardiopatias, hipotireoidismo, problemas renais e altera\u00e7\u00e3o dos gl\u00f3bulos brancos no sangue. A dificuldade de cogni\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 comum, por\u00e9m, apesar de levar mais tempo que uma pessoa normal, quem tem S\u00edndrome de Down \u00e9 perfeitamente capaz de aprender e absorver conhecimento sobre diversas \u00e1reas, afirmou Fernanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a psic\u00f3loga Juliana Siqueira Baida, do Servi\u00e7o de Forma\u00e7\u00e3o e Inser\u00e7\u00e3o ao Mercado de Trabalho da Funda\u00e7\u00e3o S\u00edndrome de Down, &#8220;todos conseguem se desenvolver profissionalmente. As maiores dificuldades apresentadas s\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, devido \u00e0s barreiras impostas pela sociedade e muitas vezes pela equipe de trabalho&#8221;, disse ela. Outro ponto, \u00e9 o relacionamento de casal entre pessoas com S\u00edndrome de Down. &#8220;Eles exprimem a sexualidade de forma inadequada devido \u00e0 constante repress\u00e3o&#8221;, afirmou Juliana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Papel de m\u00e3e<\/strong><br \/>\n&#8220;Como eu j\u00e1 tinha passado por um parto normal, cheguei ao hospital e me falaram que seria bem r\u00e1pido, porque seria parto normal de novo. Come\u00e7ou a demorar demais. Depois de seis horas ele nasceu. Quando ele saiu, virou uma bolinha, todo mole, minha outra filha j\u00e1 saiu durinha, totalmente diferente. Olhei nos olhinhos dele e percebi na hora&#8221;. O relato \u00e9 de Renata Camargo, m\u00e3e de Guilherme, 1 ano e 11 meses, que apesar de n\u00e3o apresentar qualquer altera\u00e7\u00e3o nos exames durante a gesta\u00e7\u00e3o, nasceu com S\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Vem aquele sentimento de desespero, de que n\u00e3o quer acreditar. Me perguntava como iria ser e como iria contar para as pessoas. Mas quando peguei ele nos bra\u00e7os, senti o mesmo amor que tenho pela minha filha&#8221;, contou Renata. Ela confessou que foi dif\u00edcil evitar questionamentos dos motivos que levaram aquilo a acontecer com ela mas, passado um tempo, Renata decidiu parar de sofrer, cuidar de Guilherme e dar todo amor poss\u00edvel a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Encantada pelo avan\u00e7o do filho com os tratamentos de fisioterapia, ela disse que em um m\u00eas ele &#8220;subiu dois degraus&#8221;. Guilherme come\u00e7ou a andar h\u00e1 cerca de tr\u00eas meses e s\u00f3 frequenta as sess\u00f5es fisioterap\u00eauticas para aperfei\u00e7oar o que j\u00e1 sabe. &#8220;Ele est\u00e1 subindo rampas e escadas&#8221;, disse. Sobre o desafio de aceitar um filho com S\u00edndrome de Dawn, Renata questionou: &#8220;se uma pessoa tem um filho completamente normal e acontece alguma coisa que o deixe com algum problema, ela deixar\u00e1 de am\u00e1-lo?&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Terra Rosto t\u00edpico, dificuldade para falar e aprender. 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